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A criação de Adão e Eva

sexta-feira, 16 de novembro de 2018 | 118 acessos | Deixe seu comentário!

E formou o SENHOR Deus o homem do pó da terra e soprou em seus narizes o fôlego da vida; e o homem foi feito alma vivente.

Gênesis 2.7

Deus insuflou seu próprio ar no homem, tornando-o alma vivente. Ao despertar para a vida, a criatura achou-se em um jardim de beleza indescritível que fora criado para ele pelo Todo-Poderoso. Apesar de não se ter a localização geográfica exata do jardim, os nomes dos rios adjacentes são mencionados e indicam que a área ficava em algum ponto na Baixa Mesopotâmia, região onde se encontra o Iraque.

É evidente que Deus não criou o homem para uma vida de inatividade, mas deu-lhe, pelo menos, uma responsabilidade: E tomou o SENHOR Deus o homem e o pôs no jardim do Éden para o lavrar e o guardar (Gn 2.15).

O jardim tinha sido plantado por Deus, mas alguém precisava cuidar dele e cultivá-lo. As árvores deveriam ser podadas e exigiam outros cuidados, tal como um agricultor faria hoje.

O anoitecer, descrito como a viração do dia, contrastava com o calor da tarde como ainda hoje. Naquele momento de frescor, Deus visitava Adão. Sem dúvida, era durante essas visitas de fim de tarde que o Senhor fazia com que os animais passassem diante de Adão, para este ver como lhes chamaria; e tudo o que Adão chamou a toda a alma vivente, isso foi o seu nome (Gn 2.19).

É interessante notar que, desde o princípio, Deus permitiu que Adão tivesse certa iniciativa. O homem deveria possuir alto nível de inteligência para ser capaz de dar nomes apropriados a centenas, ou talvez até milhares de espécies.

Embora o primeiro homem estivesse tendo momentos interessantes e agradáveis no jardim, ao longo das semanas e dos meses subsequentes, ele começou a sentir necessidade de companhia. Ele desejava alguém de sua própria espécie, pois percebera que todos os animais tinham sua companheira, mas para o homem não se achava adjutora que estivesse como diante dele (Gn 2.20).

Então, o SENHOR Deus fez cair um sono pesado sobre Adão, e este adormeceu; e tomou uma das suas costelas e cerrou a carne em seu lugar. E da costela que o SENHOR Deus tomou do homem formou uma mulher; e trouxe-a a Adão. E disse Adão: Esta é agora osso dos meus ossos e carne da minha carne; esta será chamada varoa, porquanto do varão foi tomada. Portanto, deixará o varão o seu pai e a sua mãe e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne. E ambos estavam nus, o homem e a sua mulher; e não se envergonhavam.

Gênesis 2.21-25

O Todo-Poderoso disse: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma adjutora que esteja como diante dele (Gn 2.18). Certamente, Ele sabia que o homem era uma criatura social; viver solitário é algo contrário à sua natureza. No coração humano, há emoções intensas, as quais só podem ser expressas na vida familiar. A mulher, do modo como Ele a criou, corresponde à outra metade do homem, e ambos completam um ao outro.

O fato de Eva ter sido criada a partir do corpo de Adão nos faz traçar um paralelo entre Cristo e Sua Igreja. Assim como Eva fora tirada de Adão, a Igreja de Cristo foi extraída do Seu lado ferido. Da mesma maneira que a carne foi posteriormente fechada, também a carne de Cristo foi curada, e Ele ressuscitou para tornar-Se a Cabeça da Igreja. Em Efésios, Paulo menciona essa passagem de Gênesis. Ele cita Eva sendo tirada do corpo de Adão, como uma figura de Cristo e a Igreja, dizendo: Grande é este mistério; digo-o, porém, a respeito de Cristo e da igreja (Ef 5.32).

Edith Dean, em seu livro All the women of the Bible [Todas as mulheres da Bíblia], diz:

Todas as grandes épocas na vida de uma mulher, seu casamento e sua maternidade, são apresentadas em toda sua plenitude no relato sobre Eva em Gênesis. Também a família, com todas as suas alegrias e pesares, passa a existir com Eva no centro. Em Eva, todas as questões mais fundamentais da vida, como nascimento, morte, até mesmo o pecado e a tentação, são mostradas nas dimensões humanas.

Como veremos mais adiante, depois que Deus apresentou a Adão sua noiva, o efeito sobre ele foi extraordinário. Seu amor por Eva foi tão grande, que – dizemos com tristeza – prejudicou sua lealdade a Deus.

O Senhor deu Sua bênção especial tanto para o homem quanto para a mulher. Notamos que o Criador, depois de os haver formado, deu-lhes domínio sobre a Terra.

E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; e domine sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre o gado, e sobre toda a terra, e sobre todo réptil que se move sobre a terra E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; macho e fêmea os criou.

 Gênesis 1.26,27

Com base nos versículos acima, vemos que o plano divino visualizava um destino elevado para Adão, Eva e seus descendentes. O homem, criado à imagem de Deus, tinha um maravilhoso papel diante de si, envolvendo possibilidades quase ilimitadas. Ele deveria ter domínio sobre toda a Terra. Isso significava que, como vice-regente da criação, deveria “sujeitar” o mundo e colocá-lo sob o seu domínio. Além disso, Deus ordenou ao homem e à mulher que frutificassem, se multiplicassem e enchessem a Terra.

No momento em que Adão pecou, ele não apenas perdeu seu domínio, como também, aparentemente, transferiu-o para Satanás. Isso pode ser visto no incidente em que Cristo foi tentado pelo diabo. Satanás chamou a atenção do Senhor para o fato de que os reinos do mundo foram dados a ele.

E o diabo, levando-o a um alto monte, mostrou-lhe, num momento de tempo, todos os reinos do mundo. E disse-lhe o diabo: Dar-te-ei a ti todo este poder e a sua glória, porque a mim me foi entregue, e dou-o a quem quero.

Lucas 4.5,6

Cristo, é claro, rejeitou a tentação por meio de Sua obediência à vontade divina. No final, reconquistou esse domínio, do qual Adão fora despojado por sua desobediência a Deus.

Voltemos aos acontecimentos do jardim do Éden. Até aquele momento, tudo transcorria bem. Eva, a ajudadora de Adão, linda, fascinante e adorável, encheu seu cálice de alegria até transbordá-lo. Sua graça e seu charme peculiares eram uma fragrância na vida de Adão, proporcionando-lhe um regozijo com o qual ele em tempo algum havia sonhado.

Então, Deus lhes falou algo de suma importância. Disse-lhes que lhes havia concedido todos os frutos do jardim como alimento, exceto os frutos de uma árvore. Era a árvore da ciência do bem e do mal, a qual Ele reservara para Si mesmo. Alertou-os solenemente para não comerem daquele fruto. Caso o fizessem, teriam a morte como castigo.

Infelizmente, no auge de toda aquela alegria, a ordem de Deus seria desrespeitada. Como consequência, os dois seriam expulsos do paraíso. A coisa mais trágica a respeito disso tudo era que a culpa seria inteiramente deles.

 

TENTAÇÃO E QUEDA DE ADÃO E EVA

Ora, a serpente era mais astuta que todas as alimárias do campo que o SENHOR Deus tinha feito. E esta disse à mulher: É assim que Deus disse: Não comereis de toda árvore do jardim? (Gênesis 3.1).

O fato de que foi o diabo quem enganou Eva é confirmado e dado como certo em toda a Bíblia. Jesus disse que o diabo é homicida e mentiroso desde o princípio.

Vós tendes por pai ao diabo e quereis satisfazer os desejos de vosso pai; ele foi homicida desde o princípio e não se firmou na verdade, porque não há verdade nele; quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e pai da mentira.

João 8.44

O plano de Satanás para seduzir a mulher foi astutamente elaborado e executado de forma refinada. Aquela era sua oportunidade suprema para macular a criação de Deus, introduzindo o pecado e, assim, reforçando seu argumento de que não há quem sirva a Deus sem querer algo em troca; se a recompensa for grande o suficiente, a pessoa seguirá sempre os próprios interesses. A ideia de amor, devoção e gratidão como base para servir a Deus é repelente ao coração maligno de Satanás.

Como bom estrategista que é, o diabo começou a colocar seu plano em execução. Em primeiro lugar, viu que não seria sábio dirigir o ataque contra Adão, por este ser mais experiente. Também por esse motivo não poderia atacar a mulher enquanto ela estivesse na companhia do marido. Ele teria de esperar uma ocasião oportuna, quando ela estivesse sozinha e próxima da árvore da ciência do bem e do mal.

Além disso, estava claro que ele não poderia falhar na primeira tentativa, porque Adão e Eva estariam prevenidos, e a oportunidade, quem sabe, perdida para sempre. Assim, Satanás esperou pacientemente o momento adequado para agir.

O diabo não estava enganado em seus cálculos. Sem dúvida, Adão já havia mostrado a árvore da ciência do bem e do mal para Eva. Adão já teria explicado a ela que podiam comer o fruto de qualquer outra árvore do jardim, mas naquela árvore não deveriam mexer, senão morreriam. Em 1 Timóteo 2.14, Paulo diz especificamente que Adão não foi enganado.

Ele entendia totalmente o perigo e o castigo, e, certamente, explicou isso a Eva.

O momento final da tentação chegara. Movida pelo trágico impulso, Eva estendeu a mão, apanhou o fruto, experimentou-o, e o ato irreversível estava feito.

O tempo da inocência tinha acabado, e a dispensação da consciência estava começando! Deus, a partir de então, relacionou as condições, nas quais o homem caído deveria viver – condições que continuam e continuarão adiante, até o fim, até o momento em que a mesma criatura será libertada da servidão da corrupção, para a liberdade da glória dos filhos de Deus (Rm 8.21b).

  1. Juízo sobre a serpente
  2. A promessa do Redentor
  3. A mudança no estado de Eva
  4. A terra é amaldiçoada
  5. A tristeza da vida
  6. Sobrevivência árdua
  7. Morte física

Aquele, com certeza, foi um dia muito triste, quando Adão e Eva foram obrigados a deixar o jardim do Éden. Eles tinham vivido em um paraíso preparado pelo Senhor. Não havia enfermidade, tristeza, dor nem sofrimento! Subitamente, todo aquele cenário mudou: por causa da desobediência, foram lançados fora do paraíso, para garantir a existência por meio do suor do rosto. Adão e Eva teriam de extrair sua sobrevivência de uma terra relutante, amaldiçoada, a qual, a partir do pecado do homem, produziria espinhos e ervas daninhas. Os sofrimentos da gravidez e do parto aguardavam Eva. O casal teria o coração partido por causa de um filho que se tornaria culpado de fratricídio. Ainda, no final da vida, ficariam estirados sobre a terra, e seus corpos voltariam para o pó, de onde foram tirados. Que castigo a ser pago por um ato de desobediência!

Havia apenas uma luz brilhando no meio de toda aquela escuridão. Era a Palavra do Senhor com a promessa de que um dia a semente da mulher destruiria a serpente (Gn 3.15).

 

 

 

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