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A vida e os ensinos de Cristo – Vol. 2

quinta-feira, 30 de agosto de 2018 | 220 acessos | Deixe seu comentário!

Autor: Gordon Lindsay

 

A Bíblia afirma em João 3.16 que Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Quando nos aprofundamos em estudar a vida e os ensinos de Cristo, os princípios do Reino de Deus ficam evidentes para nós. É sobre isso que trata Gordon Lindsay nesse segundo volume de uma série de três. O Senhor anunciou a salvação ao longo de três anos de ministério. Ao proferir o sermão da montanha (Mt 5), Ele estabeleceu o padrão de Deus para nós, que não seria exterior, como a Lei mosaica, mas a lei da graça, infinitamente mais desafiante e profunda, por ser um compromisso interior com a santidade. Cristo cumpriu a Lei (Mt 5.17), exterminou o pecado na cruz e eliminou a condenação (Rm 8.1). Assim, estabeleceu um nível superior de comportamento baseado na graça. Nós agora obedecemos por amor, e não por “medo do inferno”.

Até esse evento, o exterior era relevante, mas com o estabelecimento das bem-aventuranças, que são as diretrizes do Reino, o Senhor nos elevou ao coração de Deus para ver como Ele vê. A pobreza deixou de ser ausência de dinheiro, excluindo do Reino a característica de acúmulo de tesouros que rege o mundo. O choro não é anulado, pois representa a expressão da dor, que é inerente à condição humana; Jesus amplia esse conceito, em lugar de eliminá-lo, para que a Igreja tenha compaixão pelos que choram. A mansidão, a sede de justiça, a misericórdia, a pureza do coração, a paz em meio à confusão e a perseguição são listadas como características da verdadeira santidade, que promove a felicidade, a bem-aventurança. Cristo destaca que esse é o critério para ser sal da terra, porque se origina no interior do Espírito. Se o sal se misturar à terra, servirá apenas para ser pisado. Se o cristão se misturar com o mundo, torna-se morno, e seu fim é ser vomitado (Ap 3.15-16).

A Lei mosaica era o espelho em que o pecado era visto. A graça é a cura para isso. Na Lei, a culpa era punida. Na graça, o perdão deixa o ofensor nas mãos do Justo Juiz, e a justiça não é feita pelas próprias mãos. O pecado tem outro rigor na graça. O adultério não é apenas apropriar-se do que pertence ao matrimônio do outro, é desejar apropriar-se. O divórcio é o atestado de óbito de uma aliança, por isso deixa o peso do luto na vida de suas vítimas. O juramento é chamado de desnecessário, e é estabelecida a honra pela palavra, muito mais comprometedor: Que a vossa palavra seja sim, sim e não, não, para que não caiais em condenação (Tg 5.12). Na graça, o inimigo deve ser amado, não só tolerado (Mt 5.38-42). A vingança caracteriza a Lei mosaica, mas na graça, a paz é o prêmio de quem abre mão dela. A pessoa que  pratica o perdão fica livre do mal (Mt 6.13). É uma postura que ultrapassa o formalismo exterior e coloca o cristão acima dos publicanos e fariseus, pois requer renúncia e obediência. No Reino de Deus, atitudes como a doação e a ajuda não são motivo de gloriar-se, mas atos de serviço. Segundo o padrão do Cristianismo, devemos amar nossos inimigos. Como anda o seu amor ao inimigo?

 

Caráter profético – As bem-aventuranças destacam a motivação por trás de cada ação, pois é o que conta para Deus, e não pode ser vista pelos homens. Qual é a nossa motivação?Lindsay destaca que, somente por esses critérios, somos livres da ansiedade. Porém, eles não nos tornam melhores que os outros, e, portanto, não temos o direito de julgar quem escolhe viver diferente disso. Se agirmos assim, seremos julgados do mesmo modo. É um princípio divino (Mt 7.2). Você pode ter o dom que for, e ser muito usado por Deus, mas, se agir dessa maneira, suas obras serão apenas um som inútil (1 Co 13.2) .

Jesus usa parábolas para mostrar como Deus vê aquele que erra: como uma ovelha que se distancia do rebanho e precisa ser resgatada para não morrer, como uma moeda que se perdeu dentro de casa , como um filho que se afasta. Aliás, os dois filhos dessa parábola erraram, porque o que ficou demonstrou que havia se perdido em sua própria justiça (Lc 15.31). Cristo ilustra essas duas posturas quando compara o fariseu, que sabia tudo da Lei e achava que não errava em nada, e o publicano, que nada sabia da Lei, mas chorava de arrependimento por ter pecado. O Altíssimo salva quem se arrepende, observa Lindsay. Cristo contrapõe um juiz iníquo e uma viúva injustiçada para descrever Seu caráter amoroso e fiel. As parábolas narradas por Cristo não são meras histórias, são preciosos ensinos que trazem vida para nós. Mais que um conjunto de atitudes, as parábolas propostas ressaltam o caráter profético da Igreja .

Jesus conta sete parábolas para demonstrar os princípios do Reino do Céu. Na parábola do semeador, o Evangelho é pregado, e o coração do homem pode ser um dos terrenos descritos. Dependendo de qual for, ele germinará; é possível “arrumar” o terreno, tirar pedras dele, adubá-lo, e ele frutificará. O joio é um alerta à má semente, semeada pelo inimigo; embora se pareça com a semente de trigo, ela é vazia. O semeador do joio trabalha às ocultas – é o inimigo. O Senhor nos alerta quanto a esse engano. Em nome da boa convivência, a Igreja perde a perspectiva de quem é um falso cristão. No entanto, é possível identificá-los, como diz a Palavra: Por seus frutos os conhecereis (Mt 7.16). Não julgue, apenas use de discernimento do Espírito. A parábola do grão de mostarda ilustra o crescimento do Reino na Terra, e Jesus destaca que a humildade e o serviço são os vetores para definir a ordem de grandeza nesse Reino: a mostarda é a menor de todas as sementes (v.32), mas se torna uma árvore impressionante, que oferece abrigo. Por causa disso, atrai aves, representando os inimigos sutis, dispostos a abusar da Igreja. A parábola do fermento é um ensino que contém partes, como em uma receita: três medidas de farinha, representando o alimento, que é a Palavra de Deus, a qual purifica, cura e transforma. De fato, a igreja é o pão (1 Co 10.17), mas para que ele seja feito, é necessário água e azeite, o Espírito Santo. O fermento são os legalistas, que se opõem à graça, tentando acrescentar a Lei, e eles levedam a massa inteira (Gl 5.9), querendo “fermentar o Evangelho”. Na parábola do tesouro oculto, a primeira coisa que Lindsay observa é que, se Cristo é o nosso tesouro, Ele não pode ser oculto, pois foi revelado . Jesus fazia referência a Israel. Na parábola das pérolas, o Messias é o negociante, e nós somos as pérolas, pois, assim como elas, as cicatrizes são transformadas em joias. A parábola da rede enfatiza o quanto a Igreja deve anunciar o Evangelho. Em Marcos 4.46-29, Jesus ensina sobre o desenvolvimento inconsciente, o processo de florescimento da semente da Palavra no coração daquele que medita nela. Quem ouve a Palavra e a guarda colherá do fruto eficiente e prático que ela produz.

No próximo bloco, a postura da Igreja é abordada. A parábola do servo incompassivo reforça a humildade e o perdão como características daqueles que servem a Deus. O servo dessa parábola devia o equivalente a 12 milhões e 500 mil dólares e não queria perdoar uma dívida de 25 centavos! Será que você tem perdoado a quem o ofende? O mordomo infiel nos alerta a cumprir diligentemente a obra do Senhor, não diante de homens, mas por fidelidade a Deus. O bom samaritano ilustra com precisão o amor ao próximo. Usando o exemplo da construção de uma torre, Jesus mostra que todo aquele que o segue deve saber que há um preço a pagar: a renúncia do ego . A importância da gratidão e perdão é demonstrada na parábola dos dois devedores .

Cristo nos alertou quanto ao final dos tempos, abordando a questão por meio das parábolas da roupa remendada, como Deus tratará os trabalhadores da vinha, que é o Seu povo, como será a eternidade e o desenvolver do juízo divino, inclusive como Ele agirá com relação a Israel. São aspectos descritos nas parábolas da grande ceia , das bodas reais, dos maus viticultores. A figueira estéril se refere a Israel, e é essencial que mantenhamos nossa compreensão a respeito, pois Israel é o relógio do fim dos tempos. A parábola dos dois filhosreforça o valor da obediência ao chamado do Senhor, que implica a renúncia da vontade .

 

Distorção absurda – Jesus usou parábolas também para ilustrar como será a Sua vinda, reforçando para que vigiássemos e perseverássemos nEle . Há heresias que chegam a afirmar que o nosso Rei já voltou, uma distorção absurda da Bíblia. Contudo, Ele nos advertiu quanto a esses sinais. A parábola do servo fiel e do servo mau mostra que o juízo de Deus acontecerá; a das dez virgens alerta para que mantenhamos a vida santa e preparada para a volta do Senhor. O Mestre compara o Reino de Deus a dez minas que um senhor entrega aos servos para negociarem, e se ausenta. Uma mina equivale a 35 dólares , um valor pequeno, mas, mesmo assim, alguns servos não fizeram nada para aumentá-lo. Há pessoas que não atuam na obra porque acham que receberam pouco para fazer, ignorando que Deus recompensa a fidelidade, e não o ativismo É melhor fazer pouco fielmente do que encher-se de atividades vazias de significado diante de Deus. É melhor ter um só talento que agrada ao Senhor do que vários talentos inúteis. Cristo evidencia isso na parábola dos talentos : semelhante à parábola das minas, a dos talentos mostra como o Senhor quer que os multipliquemos .

A vinda do Redentor é um tema que deve nos deixar alertas, para estarmos prontos quando Ele nos chamar à Sua presença. Naquele dia, as riquezas não terão valor algum (Lc 12.21), muito menos o status social . Não adiantará lamentar, pois o destino foi escolhido em vida. O inferno não prevalece contra a Igreja (Mt 16.18) porque ela tem a missão de servir a Deus , e sua força está em Cristo (Fp 4.13). Mesmo sendo perseguida desde sua fundação, no primeiro século, e mesmo havendo derramamento do sangue inocente de seus mártires, a Igreja se mantém firme. O seu fundamento é Cristo, cuja vida e ensino são o nosso padrão de fé e prática. Permaneça firme nas promessas do Senhor Jesus. Ele está conosco todos os dias, até à consumação dos séculos (Mt 28.20). Sua promessa é fiel e infalível: Eis que cedo venho, e o meu galardão está comigo para dar a cada um segundo a sua obra  (Ap 22.12). Maranata! Ora vem, Senhor Jesus!

 

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