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A vida e os ensinos de Cristo – Vol. 3

quinta-feira, 6 de setembro de 2018 | 108 acessos | Deixe seu comentário!

Quantas pessoas você conhece que fazem qualquer coisa para ter fama? Querem, a todo custo, ser percebidas e obter aplausos. E até conseguem – mas quando os holofotes se apagam, o brilho em seus olhos também se apaga, e o sorriso se desfaz. São atores das próprias fantasias, a serviço de sua sede existencial. O comportamento de Jesus Cristo foi exatamente o oposto disso. Em seu livro, A Vida e os ensinos de Cristo – Volume 3, Gordon Lindsay discorre sobre a trajetória do Filho de Deus durante Sua vida na Terra, destacando episódios em que Sua humildade e a expressão do Seu amor profundo e perfeito provocavam um enorme alvoroço ao redor, mas isso não O abalava, nem mudava Seu convívio com todas as classes sociais. Jesus era acessível a todos que O buscavam com sinceridade. Podia ser um evento importante, como o jantar na casa de Simão, quando, em lágrimas, uma mulher ungiu Seus pés com óleo e os secou com os próprios cabelos, buscando perdão, enquanto o anfitrião sequer O honrou, ou podia ser uma celebração – aliás, o Senhor ficava tão à vontade que os fariseus O rotularam de comilão e beberrão (Mt 11.19), e descumpridor de rituais. Acostumados a fingir uma falsa religiosidade, eles faziam tudo para obter aprovação humana. Seu orgulho, suas regras insanas, sua fúria expressa em ofensas, tudo reforçava sua frieza. Aqueles homens não passavam de religiosos fraudulentos de cegos guiando cegos, observa Lindsay. A frustração e repúdio deles contra Jesus eram tamanhos que acusaram Seus feitos de satânicos. Rejeitar o Filho de Deus é cometer o pecado imperdoável (Mt 12.31,32), e foi o que eles fizeram ao rejeitar a graça do Pai. Ainda hoje vemos pessoas se afogando na própria condenação. Mesmo diante de sinais claros e da Palavra, mantêm-se mortas em si mesmas, achando que alguma “mágica” mudará seu destino eterno. Ledo engano. Sem arrependimento, não há salvação.

 

Propósito da vida – Muitos seguiram Jesus e creram nEle, e outros foram grosseiros diante das Boas-Novas de salvação. Cidades inteiras Lhe viraram as costas e não viram Seus feitos, como Cafarnaum, Corazim e Betsaida, e pereceram. Algumas pessoas dizem que se tivessem vivido naqueles dias, creriam em Jesus e O seguiriam, mas é pela fé que vem a salvação (At. 16.31), e não pelo que vemos (Hb 11.1). Os próprios judeus rejeitaram o Messias, e isso não surpreendeu a Deus: era parte de Seu plano para salvar a humanidade. Alguns O buscaram em secreto, como Nicodemos, outros conheceram a beleza de Sua autoridade em um evento público, como foi o caso de uma mulher flagrada em adultério e condenada à morte , pois a lei mosaica ordenava o apedrejamento. Porém, a mão do Senhor da vida e graça ordenou o perdão. Após esse episódio, Jesus declarou ser o Filho de Deus, e anunciou Sua morte redentora.

O propósito da vida é glorificar a Deus – ao curar um cego de nascença, Cristo ensinou isso. Ele afirmou ser o Bom Pastor, que dá a vida pelas ovelhas, mostrando Sua infinita misericórdia. Não foi a demonstração de um sentimento trivial, mas a revelação do Pai: Eu e o Pai somos um (Jo 10.30). Mais tarde, disse claramente, ao ressuscitar Lázaro, morto quatro dias antes: Eu sou a ressurreição e a vida (Jo 11.25). Mesmo que pareça que a ação de Deus está demorando, Sua compaixão está sempre presente. Ao multiplicar os pães e os peixes, Cristo mostrou que o padrão do Altíssimo é muito superior ao humano! O Messias tem autoridade sobre tudo, até sobre demônios, pois é o Filho de Deus (Lc 9.35b). Seu ministério de três anos foi marcado por curar enfermidades, ensinar sobre finanças, desfazer tradições distorcidas, destruir opressões – e ainda age poderosamente na vida de todos os que nEle crêem.

Aproximava-se o momento da morte do Salvador. Ele decidiu ir a Jerusalém, onde enfatizou a importância da renúncia pessoal como prática indispensável para segui-Lo, bem como ser humilde. Durante o trajeto, Ele curou dez leprosos, e também Bartimeu, o cego que gritou mais que uma multidão, até ser ouvido. Curou também Zaqueu, o político ladrão cuja conversão genuína mudou sua história pessoal. O verdadeiro arrependimento produz mudança de atitude.

O momento da cruz se aproximava. A atitude de Jesus se mantinha linear e impecável diante das afrontas. Sua fala aos hipócritas era direta e clara. A origem do ceticismo dos saduceus era sua ignorância do poder do Altíssimo, diz Lindsay. Mas foi diante de desafios assim que Cristo reafirmou Seu amor . Ele obtinha sabedoria e conhecimento mediante o Espírito Santo. Com lucidez, Ele reconheceu a autoridade externa dos fariseus para com a lei mosaica , mas estabeleceu a graça como nosso parâmetro. Jesus classificou os escribas e fariseus de “sepulcros caiados”, por esconderem externamente seu interior putrefato .

Estava chegando a celebração do Pessah, a Páscoa, quando o Senhor concluiria Sua missão: morreria na cruz, reconciliando o homem com Deus. Antes dos momentos finais, porém, convinha que entrasse em Jerusalém montado em um jumentinho e fosse recebido como Rei dos judeus. O Mestre sentiu emoções que O levaram às lágrimas, e indignou-se diante da profanação do templo. Comparou com uma figueira sem frutos aquele que não faz a vontade de Deus. O Redentor sempre mantém suas atitudes serenas e amorosas. Jesus tratava até o traidor Judas com elegância, a ponto de os discípulos acharem que ele saíra para comprar algum item complementar para a ceia, quando se retirou para concluir sua traição ao Senhor (Jo 13.28). O apóstolo Paulo enfatiza isso mais tarde para reforçar como deve ser o nosso amor ao próximo (1 Co 11.22,23). Demonstrando Sua humildade, o Mestre lavou os pés de Seus discípulos e, mais tarde, perdoou a Pedro, que o negara, mas que havia se arrependido. Antes de ser preso, o Salvador agonizou em oração no Getsêmani, e ensinou que Ele é a Videira e nós os ramos. Expressou Seu desejo de nos ter como amigos, e não como servos. Anunciou a vinda do Consolador para nos guiar em toda a verdade. A dor sentida no Getsêmani foi como o espremer das azeitonas e das uvas, a ponto de Seu suor se tornar em gotas de sangue. Chegou, então, o momento de Jesus mansamente Se deixar prender. Era parte do plano de salvação . Ao traçar o perfil de Judas, o traidor, Lindsay destaca o que havia por trás da escolha de Judas: ele amava o dinheiro e não era fiel a Deus, sendo um falso crítico de gestos piedosos. Será que há hoje pessoas mais devotas ao dinheiro que ao Senhor?

Jesus foi abandonado, passou por julgamentos, acusações vazias, recebeu uma coroa de espinhos em meio a zombarias. Contudo, diante de todas as circunstâncias, demonstrou ser o Filho de Deus. Acusado perante Pilatos , Sua inocência foi evidenciada; enviado a Herodes, permaneceu mudo como um Cordeiro destinado ao sacrifício; quando o povo escolheu soltar o assaltante Barrabás, e gritou o destino que escolhera para Ele, a crucificação, o Príncipe da paz apenas observou serenamente, sem reagir; levado ao governador Pilatos. Ele acompanhava mansamente enquanto o covarde político lavava as mãos, isentando-se diante do povo de qualquer responsabilidade. A omissão e a impiedade atingiram o ápice quando a multidão clamou uníssona: Crucifica-o! Crucifica-o! (Jo 19.6a). Um Rei que deixou Sua glória para carregar na cruz todos os pecados da humanidade.

 

Glória de Deus – A cruz é o ponto máximo da manifestação do amor de Deus. Nela, a nossa vida encontra o propósito, ali começa a nossa liberdade. Quando você entende que a vida e os ensinos de Cristo culminam na cruz, sua mente se renova. A cruz é a expressão do amor imutável de Deus. Lindsay descreve em detalhes a humilhação que permeou esse momento e os pormenores da crucificação – cãibras, sede, insônia, febre, vergonha pública e tormentos prolongados. Mesmo pendurado no madeiro, o Filho de Deus salvou alguém, perdoou, exerceu paciência, confortou Sua mãe. A natureza reagiu diante de algo tão extraordinário – Jesus morrendo por aqueles a quem ama. Chegara o momento terrível de experimentar o desamparo que o pecado promove, a sede física que remete à sede espiritual, e de, finalmente, dizer a frase que dividiu a História: Está consumado (Jo 19.30) , tetelestai, no original, significando que a aliança agora é eternaFoi completada a salvação da humanidade, frisa Lindsay. Tudo o que aconteceu no momento da morte de Cristo aponta para o cumprimento exato de todas as profecias que previram o que sucederia. A glória de Deus se manifestou naquele momento, abrindo o livre acesso entre nós e o Pai .

A narrativa de Lindsay sobre o que ocorreu da morte à ressurreição de Cristo destaca os aspectos históricos, e até mesmo geográficos, dos lugares onde tudo ocorreu. Apesar de avisados sobre como seria, os discípulos se dispersaram, arrasados, esquecidos das promessas do Senhor. Quantas vezes agimos como eles, e não esperamos com fé o cumprimento das promessas recebidas!

Jesus ressuscitou como havia prometido. Ele é a primícia da ressurreição de todo aquele que nEle crê . Maria Madalena, a quem Ele dera a sentença de perdão, foi a primeira a vê-Lo ressurreto, e suas palavras resumem sua experiência: Vi o Senhor. Jesus apareceu a dois discípulos enquanto seguiam para Emaús e conversou com eles ao longo do caminho . Seus próprios discípulos logo receberiam pessoalmente dEle a principal missão da Igreja: Ide (Mt 28.18a), um verbo que resume o nosso propósito – fazer discípulos, ensinar, batizar, pregar o Evangelho -, e os sinais confirmam esse avanço.

Lindsay descreve a ascensão de Jesus e os fatos se sucederam  até os nossos dias, alertando-nos sobre o que está por vir: a volta do nosso Rei será o maior evento de toda a eternidade, porque estaremos para sempre com o Senhor . Que sejamos encontrados unidos e prontos para estar face a face com Aquele que é o Alfa e o Ômega, o Princípio e o Fim (Ap 22.13).

 

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