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As bênçãos que enriquecem

quinta-feira, 11 de outubro de 2018 | 94 acessos | Deixe seu comentário!

Riqueza. Palavra simples, mas que provoca inúmeras situações, boas e más. Tantos correm diariamente para alcançá-la, há até profissionais ensinando como se tornar um milionário em poucos meses! Por amor ao dinheiro, pessoas brigam, intrigam-se e desprezam-se. Esse livro é uma conversa aberta sobre essas e outras indagações cruciais: você sabe o que é riqueza? Conhece o que Deus diz a respeito de enriquecer? O cristão passa necessidade? Todo cristão foi chamado para ser um milionário? Qual é a diferença entre riqueza e prosperidade?

Para começar, se você imagina que Deus detesta a riqueza, jogue fora esse conceito, pois ele não é bíblico. A Bíblia trata claramente disso. O problema não é ter dinheiro, é fazer dele um ídolo. Sabia que o dinheiro pode ser santificado? Sim: quando é utilizado segundo o propósito de Deus. Jesus foi direto ao ponto nesse assunto, e, por meio de várias parábolas, abordou a questão da relação do homem com o dinheiro – na parábola do bom samaritano, na do rico insensato, na da moeda perdida e na do filho pródigo. O dinheiro não pode ser o nosso tesouro. Nossa fortuna constitui-se dos valores que cultivamos, explica o Missionário R. R. Soares. O dinheiro não pode ser senhor de nossa vida. (…) O dinheiro é tido como um bom servo, mas péssimo dono, frisa ele.

 

Mordomos – Deus nos quer mordomos da riqueza, e não escravos dela. Quem trabalha diligentemente para ganhar o seu sustento, e faz uso fiel e honesto do que ganha, expressa seu caráter e uma conduta agradável a Deus. Essa escolha revela a quem essa pessoa serve, e muitos viveram isso: Salomão, Mateus, Zaqueu, Balaão, Judas, Ananias e Safira. O seu dono é Deus ou a riqueza? O cristão precisa posicionar-se. Servir ao Altíssimo tem nome: fidelidade. Compreenda definitivamente: dízimo é um princípio de Deus, não é uma criação humana, de igrejas ou líderes. O Senhor chama de ladrão aquele que usa o que Ele estabeleceu como princípio de fidelidade (Ml 3.9). Dízimo não tem nada a ver com ofertas, contribuições ou ajuda humanitária. É ilógico e insano o cristão ser fiel no dízimo e achar que já fez “o bastante” e não ajudar ninguém ou ofertar, pois “cumpriu a sua parte”!

“O bastante” para você precisa ser a obediência ao Senhor. Se Ele diz, “Faça isso”, qualquer coisa diferente disso é pecado. É repugnante um cristão reter riquezas e se justificar com textos bíblicos para camuflar sua hipocrisia em não auxiliar um irmão ou contribuir na obra. Quando age assim, está declarando quem, de fato, é o seu deus, pois a beneficência é característica de quem sabe possuir riquezas segundo o padrão do Todo-Poderoso.

O dízimo é uma forma de servir a Deus  e vai para o sustento da obra dEle (o mantimento citado em Malaquias 3). Não observar essa ordenança é se privar de experimentar a bênção que enriquece, pois a lei de dar e receber não é somente física, mas também espiritual  – e é prejudicar a própria descendência. Quem desfruta de riquezas acumuladas com o dinheiro roubado de Deus pode aparentar estar muito bem, mas sua descendência será visitada pela justiça do Alto – é uma questão de colheita. Isso não foi “inventado” por algum sistema. É algo estabelecido pelo Criador, e executado em variadas formas desde o Antigo Testamento por aqueles a quem Ele queria abençoar . Fidelidade e obediência andam de mãos dadas na direção da bênção enriquecedora.

Alguns entregam seu dízimo em qualquer lugar ou definem eles mesmos o seu uso, mas isso está fora do princípio e da bênção de Deus, pois o Senhor orienta que ele seja entregue na casa do tesouro (Ml 3.10a). Outros supõem que podem trocar o dízimo pelas ofertas. Porém, a bênção que enriquece chega até nós por obediência a princípios, e não por nossa boa intenção – aliás, boa intenção não move o coração do Senhor, e sim a fé. E fé é obediência à Palavra.

Talvez alguém diga, “Sou dizimista, por que estou passando por necessidade então?” Você mesmo tem a resposta: passando. O apóstolo Paulo viveu isso (Fp 4.11-12), e declarou que tinha aprendido a estar contente diante da necessidade (algo passageiro) ou da abundância (algo permanente). Já aprendeu a ficar contente nos dois momentos? É o que Deus espera de você – seja grato em qualquer situação, seja fiel e diligente nas finanças e colherá a seu tempo! Há os que confundem “fazer a obra de Deus” com “ajudar os pobres”. O agir dEle na vida dos carentes vai muito além do dinheiro: a Igreja foi chamada para executar o propósito divino de transformar vidas . A obra social da Igreja não é igual à obra social secular, que apenas estende a mão ao necessitado.

 

Armas poderosas – O propósito do Senhor é levantar um exército com armas poderosas em Cristo (2 Co 10.4-7), para derrubar potestades e principados, libertando vidas da escravidão – inclusive da escravidão das dívidas e da opressão social. E como a Igreja faz isso? Sendo consciente ao usar o dinheiro. Ela obedece a Cristo, o Cabeça, e não a sistemas financeiros. Também não age por assistencialismos ou “achismos” seculares. Proceder assim é estar fora da bênção que enriquece, e enganar a si mesmo com obras mortas (1 Co 3.13).

O dízimo é o maior termômetro de espiritualidade, destaca o Missionário, e foi instaurado por Deus desde a criação. Dízimo não é Lei – é anterior à Lei. É um ato de fé e amor, e sempre foi uma bênção que enriqueceu aqueles que foram fiéis. É um princípio observado por profetas  e por pessoas, como Neemias. Alguns dizem que entregá-lo é “uma prática do Antigo Testamento”. Se você está determinado a sair de enganos a respeito da bênção que enriquece, firme-se nesta verdade: Jesus citou várias vezes a prática do dízimo. Um desses momentos está em Mateus 23.23. Eu poderia escrever o texto aqui, mas que tal você mesmo conferir na sua Bíblia? Jesus disse claramente: Dai, pois, a César o que é de César e a Deus, o que é de Deus (Mt 22.21b).

Há muitos que se intitulam líderes “ungidos por Deus”, mas deixam a desejar quando o assunto é finanças, e provocam escândalos ao Evangelho. Não perca a sua bênção por causa desses que não honram o nome de Jesus Cristo! Seja parte de uma igreja séria, sem mancha, com líderes éticos, comprometidos e diligentes, e seja fiel naquilo que o Senhor lhe pede para ser: nos dízimos e nas ofertas. Assim, colherá a sua bênção, pois é uma promessa dAquele que não falha. Deus tem algo reservado para os que dão com alegria (2 Co 9.7b): maravilhas que atingem as áreas da vida do crente fiel, em toda boa obra realizada, e a sua descendência.

Conhece alguém mesquinho, que encolhe a mão ao necessitado, diz que fez “voto de não socorrer mais ninguém”, que “o cônjuge decide se pode ou não ajudar” ou que “Deus lhe revelou que nunca mais emprestasse dinheiro”? Você está falando com um idólatra, e o deus dele é Mamon. Essa pessoa se engana com uma falsa piedade cristã. Seus bens a dominam, e ela não sabe glorificar a Deus com o que tem. Muito menos O ama sobre todas as coisas e o próximo como a si mesma. A riqueza que vem do Soberano é aplicada para toda generosidade. É o seu caso ou você tem medo de perder as riquezas acumuladas? Você é do grupo dos tolos, que pensam que levarão o dinheiro para a eternidade e por isso o retém? O ser humano deve tudo a Deus; todas as coisas que estão à disposição dele não lhe pertencem; ele apenas as administra e tira proveito daquilo que é do Todo-Poderoso, ressalta R. R. Soares. Sua atitude para com a riqueza deve ser de mordomo, e não de proprietário! Alinhe-se. Tire de seu coração a postura mesquinha e temerosa, pois o Eterno não tem nada a ver com o “medo”, Ele é o Deus da ousadia e do “sim”, o Deus que abre o mar e faz brotar água no deserto.

Há quem diga, “Ah, deixe o outro ‘se virar’ como eu ‘me virei’!”. Essa pessoa precisa aprender muito sobre a misericórdia do Senhor! Já ouviu alguém dizer que “não gosta de dar o peixe, mas de ensinar o outro a pescar”? Isso é filosofia secular. O ensinamento bíblico passa longe de ditados populares!  Nem o oxigênio que respiramos nos pertence, quanto mais as pequenas riquezas que pensamos possuir! O dono de tudo não é o proprietário da Internet, do maior banco mundial, da maior empresa de telefonia. Do Senhor é a terra e a sua plenitude (Sl 24.1a). Deus é o Dono de tudo, então responda: você  o dízimo ou devolve a parte do Senhor, que Ele generosamente confiou em sua mão? Entregar os dez por cento não tem a ver com quanto você recebe, e sim com roubar ou não do Senhor , ou devolver o que é dEle. Aprenda o princípio da fidelidade: o Pai deixa em sua mão o que é dEle, para ensiná-lo a devolver por amor. Se for fiel ao Altíssimo, prepare-se: abra bem os seus celeiros e o seu coração, porque Ele é fiel para fazer transbordar, na hora certa, o fruto da sua atitude, como prometeu (Ml 3). Quando Jacó fez um voto a Deus e a bênção do Senhor o alcançou, a primeira ação dele foi determinar fidelidade em tudo ao Soberano. Fidelidade leva à adoração, ao serviço, à doação. O verdadeiro adorador se doa aos outros .

A bênção que enriquece aborda de frente a relação entre benção, fidelidade e doação ao Reino – essa é a base da multiplicação que conduz a Igreja ao seu chamado. Se a Igreja estivesse engajada assim, já teria cumprido sua missão! É o comprometimento que faz avançar o Reino. Quem escolhe viver distante desse preceito fica fadado à decadência em que o próprio inimigo o tenta enterrar . Muitos executivos, investidores, banqueiros se destacaram como resultado de sua fidelidade. Qual é a sua escolha? O Missionário lista 32 razões bíblicas para a fidelidade no dízimo  e demonstra que essa é a chave que gira a fechadura da porta das bênçãos, conduzindo-nos à prosperidade. Ele também preparou uma série de perguntas e respostas sobre dízimos e ofertas, a fim de esclarecer definitivamente essa questão.

Não perca tempo pensando, “O que vou ofertar?” – seja você mesmo a oferta! Não existem fantasias sobre “como ficar rico”, o que há são preceitos de Deus: fidelidade, comprometimento no Reino, fé em ação. Decida hoje mudar a sua trajetória: escolha fidelidade e obediência, e colha a abundância.

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