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Deixe de lado todo engano

quinta-feira, 23 de novembro de 2017 | 714 acessos | Deixe seu comentário!

Pedro nos aconselhou a deixar de lado todo engano. A palavra engano pode nos dar a imagem de um caçador capturando um passarinho com um alçapão. Também podemos tomar como exemplo um ratinho.

Antes de morrer, todo ratinho pensa, por alguns segundos, que a dona de casa o ama porque ela colocou diante dele um banquete do queijo de que ele tanto gosta. Imagine dois ratinhos filosóficos correndo por uma cozinha, falando de seus muitos problemas com a dona da casa. Ao verem um imenso banquete suculento e aromático esperando por eles, ambos olham um para o outro e diriam: “Nós agimos mal com ela, mas, ainda assim, ela se lembrou de nós e preparou-nos essa magnífica refeição. Que Deus a abençoe”. Porém, um deles é sábio e diz: “Cuidado com esse queijo. Eu conheço essa mulher, e o que ela colocou ali para nós não é uma refeição, mas, sim, uma armadilha. Isso não é comida, e sim isca”. O outro ratinho, porém, teima: “Eu julguei mal toda a raça humana. Veja o que ela colocou ali para mim!”. E tlec! O ratinho insistente morre. No dia seguinte, seu corpo é recolhido – ele se tornou uma vítima da própria credulidade.

Engano é a palavra bíblica para “armadilha”. Deixe de lado todo engano, não finja ser outra pessoa para enganar alguém. Seja exatamente quem você é. Isso não é maravilhoso? Trata-se do mais puro bom senso.

Os fariseus foram as pessoas mais enganosas da história. Eles faziam muitas perguntas a Jesus, escondendo armadilhas por trás de cada uma delas com o objetivo de apanhá-Lo em Suas respostas. Cristo, por Sua vez, usava as palavras deles mesmos para repreendê-los. Embora os fariseus tenham feito armadilhas para capturar o Salvador, Ele nunca caiu em nenhuma delas.

O cristão jamais deve dizer uma coisa quando, na verdade, gostaria de dizer outra. Ele não deve usar palavras dúbias ou de duplo sentido, mas, sim, ser sempre sincero e externar o que está em seu coração.

Os quakers reagiam violentamente a qualquer tipo de linguagem displicente empregada entre os cristãos. Eles eram tão rigorosos a ponto de não usarem os pronomes de tratamento senhor e senhora, nem mesmo suas abreviaturas. O argumento deles era o seguinte: “Nós não sabemos se ele é um senhor, por isso o chamamos apenas de John”. Esse grupo religioso não admitia o uso de qualquer título que pudesse ser enganoso e não empregava o pronome plural you [tu ou vós]3; em vez disso, usava thee e thou [ti e tu]4, pronomes singulares, ou seja, que jamais se referem a duas pessoas.

Essas atitudes eram exageradas e resultavam em uma escravidão às palavras. Jamais nos devemos deixar subjugar pelas palavras e temos sempre de ser sinceros com o que dizemos. Mesmo os cristãos podem se tornar escravos da linguagem, sujeitando-se ao que alguém chamou de tirania das palavras.

Embora sejam parecidos, a hipocrisia não é a mesma coisa que o engano. O hipócrita age com o caráter de outra pessoa, fingindo ser quem não é. O cristão verdadeiro jamais esconde algo, pois ele não tem o que ocultar, caso contrário ele não vive como deveria.

Isso não significa que o cristão deve divulgar quanto pagou de imposto de renda ou todas as suas intimidades. Nós não devemos ter nada a esconder em termos de conduta moral. Não seja um hipócrita nem finja ser aquilo que você não é. Seja exatamente quem você é.

* Trecho do livro Vivendo como um cristão, de  A. W. Tozer

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