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Enoque e Noé

sexta-feira, 23 de novembro de 2018 | 116 acessos | Deixe seu comentário!

ENOQUE, O HOMEM QUE ANDOU COM DEUS

E andou Enoque com Deus; e não se viu mais, porquanto Deus para si o tomou.

Gênesis 5.24

 

Ao considerarmos a história de Noé e sua época, é bom começarmos com seu bisavô, Enoque, o homem que andou com Deus. Enoque é referido por Judas como o sétimo depois de Adão (v. 14) – sendo que sete é o número da perfeição e realização.

O breve texto de Gênesis mencionado é o único encontrado no Antigo Testamento sobre Enoque. Ele andou com Deus, e o Senhor o tomou para Si. Na mesma época em que a linhagem dos cananeus apostatava e o registro de suas gerações era abruptamente interrompido, encontramos um homem que se separou do mal que havia ao redor e escolheu andar com o Criador.

Embora as informações sobre Enoque em Gênesis sejam escassas, felizmente temos mais uma menção dele no livro de Judas, a qual, embora também seja breve, acrescenta informações valiosas concernentes ao seu caráter notável:

E destes profetizou também Enoque, o sétimo depois de Adão, dizendo: Eis que é vindo o Senhor com milhares de seus santos, para fazer juízo contra todos e condenar dentre eles todos os ímpios, por todas as suas obras de impiedade que impiamente cometeram e por todas as duras palavras que ímpios pecadores disseram contra ele.

Judas 14,15

Há mais uma referência a Enoque em Hebreus 11.5. O versículo diz que ele foi trasladado para não ver a morte. Elias também foi arrebatado para o Céu, mas Enoque é o único homem que, segundo a Bíblia, não viu a morte, com exceção daqueles que estão em Cristo e permanecerem vivos no momento de Sua segunda vinda (1 Ts 4.13-17).

A trasladação de Enoque serviu, dentro do plano divino, a dois propósitos importantes. Primeiro, ele é uma figura daqueles que serão trasladados no arrebatamento dos santos – um evento que ocorrerá pouco antes da vinda visível de Cristo. O fato de que o arrebatamento das primícias dos santos ocorrerá antes da volta de Cristo é indicado na profecia: Eis que é vindo o Senhor com milhares de seus santos (Jd 14b).

É óbvio que o Senhor teria de vir para os Seus santos para depois subir com eles! Em outro aspecto, Enoque é também uma figura das primícias do arrebatamento. Ele foi tomado do mundo antes do juízo representado pelo Dilúvio. Noé, por outro lado, ficou e superou-o, protegido pela arca.

 

Enoque e seus contemporâneos

Enoque nasceu menos de 500 anos depois do nascimento de Sete. Entretanto, uma civilização antediluviana, ímpia, já se tinha desenvolvido por intermédio de Caim, o qual, presume-se, ainda vivia naquela época. Adão foi contemporâneo de Enoque durante a maior parte da vida deste, e Sete ainda viveu vários anos depois de Enoque ter sido trasladado.

Provavelmente, havia um bom relacionamento entre Adão, Sete e Enoque, o primeiro entregando a Enoque a custódia das grandes verdades relacionadas às alianças edênica e adâmica. Como Adão e Sete já eram de idade avançada, coube a Enoque assumir em sua geração a responsabilidade que Deus dera à linhagem de Sete.

Certamente, Adão e Eva devem ter sentido profunda tristeza ao observarem como tantos dos seus descendentes tinham apostatado e seguido os maus passos do filho primogênito deles. Caim, o assassino de Abel, provavelmente, não mais gozou da comunhão com os pais. A civilização por ele fundada era mundana, materialista e ímpia. Na época em que Enoque nasceu, a violência e o derramamento de sangue tomavam conta da Terra. Lameque, contemporâneo de Enoque e o último patriarca da linhagem de Caim mencionado na Bíblia, orgulhava-se dos seus crimes e, aparentemente, foi quem introduziu a poligamia, uma instituição que seria a fonte de muitos males para a humanidade.

Como profeta de um juízo iminente, Enoque advertiu ousadamente o mundo antediluviano do castigo que se aproximava. Embora o Dilúvio ainda fosse demorar 600 anos, muitos dos que estavam vivos nos dias de Enoque ainda estariam vivos, devido à longevidade dos homens naquela época.

A pregação direta de Enoque não foi bem aceita pelo povo e instigou intensa animosidade entre os antediluvianos. O profeta denunciou com ousadia a impiedade dos seus dias e profetizou: o Senhor fará juízo contra todos e condenar dentre eles todos os ímpios, por todas as suas obras de impiedade que impiamente cometeram e por todas as duras palavras que ímpios pecadores disseram contra ele (Jd 15).

A impiedade era enorme e piorava rapidamente. O apóstolo Judas, que teve acesso a documentos que não conhecemos, fornece-nos informações concernentes ao povo dos seus dias, os quais se assemelham aos antediluvianos:

Estes são manchas em vossas festas de caridade, banqueteando-se convosco e apascentando-se a si mesmos sem temor; são nuvens sem água, levadas pelos ventos de uma para outra parte; são como árvores murchas, infrutíferas, duas vezes mortas, desarraigadas; ondas impetuosas do mar, que escumam as suas mesmas abominações, estrelas errantes, para os quais está eternamente reservada a negrura das trevas.

Judas 12,13

Essas palavras devem ter sido similares à linguagem empregada por Enoque ao dirigir-se aos ímpios da sua época, pois Judas segue com a descrição do seu ministério. O profeta era um homem corajoso, pois, em uma era de violência como aquela, corria risco de morte ao censurar a maldade. Mesmo assim, é possível que as pessoas tivessem medo de causar-lhe mal, pois suas ameaças nunca foram além das palavras.

Não devemos pensar que os antediluvianos eram totalmente profanos, pois eles adoravam o Criador. Caim, de fato, reconheceu a Deus e ofereceu-Lhe uma oferta com as primícias dos seus frutos; esta, porém, fundamentava-se na vontade daquele homem que ignorou ou rejeitou a exigência divina da redenção por meio do sangue.

A trasladação de Enoque, provavelmente, teve um efeito solene sobre o povo, embora tenha sido apenas temporário; a corrupção da raça continuou em seu passo acelerado. A reação do povo, aparentemente, não foi diferente daquela que se seguiu à trasladação de Elias. Os jovens de Betel, em vez de ficarem maravilhados com a tremenda revelação do poder divino, saíram e zombaram de Eliseu, o profeta sucessor de Elias, dizendo: Sobe, calvo, sobe, calvo! (2 Rs 2.23b). Tal atitude, evidentemente, era uma blasfêmia contra a trasladação de Elias. Indica que, no arrebatamento dos santos, evento que deveríamos supor que causará um efeito solene sobre os ímpios, pelo contrário, será ocasião de zombaria por parte de uns e de racionalização por parte de outros.

Enoque deu testemunho que agradou a Deus. Há somente uma forma de agradar a Deus: fazer coisas que são agradáveis aos Seus olhos. Qualquer coisa que lhe pedirmos, dele a receberemos, porque guardamos os seus mandamentos e fazemos o que é agradável à sua vista (1 Jo 3.22).

Como o grande profeta do período antediluviano, Enoque previu eventos que ocorreriam no final da nossa era, inclusive a vinda do Senhor com milhares dos seus santos (Jd 14). Sua própria trasladação ocorreu 69 anos antes do nascimento de Noé, um homem que também andaria com Deus e que, como pregoeiro da justiça (2 Pe 2.5), levaria adiante o seu ministério.

 

O CHAMADO DE NOÉ

 

Então, disse o SENHOR: Não contenderá o meu Espírito para sempre com o homem, porque ele também é carne; porém os seus dias serão cento e vinte anos (Gênesis 6.3).

Noé, porém, achou graça aos olhos do Senhor. Estas são as gerações de Noé: Noé era varão justo e reto em suas gerações; Noé andava com Deus (Gênesis 6.8,9).

 

Cento e vinte anos antes do Dilúvio, Deus chamou Noé para uma missão especial. Considerando-se a natureza da missão, vamos notar alguns aspectos desse homem de Deus.

Na época, Noé estava com 480 anos e não tinha filhos. Tal fato parece indicar que sua esposa era estéril. Assim, na ocasião em que recebeu o chamado, de fato havia apenas duas pessoas vivas que entrariam na arca – Noé e sua esposa.

Supomos que Metusalém, filho de Enoque, era um homem piedoso. Ele morreu poucos meses antes do Dilúvio. Lameque, pai de Noé, era temente a Deus, como fica claro pelas palavras de Gênesis 5.28,29. Ele morreu cinco anos antes do Dilúvio. Portanto, nenhum desses homens entrou na arca, depois que ficou pronta.

Quando o Senhor deu o chamado especial a Noé, limitou o período de provação da Era Antediluviana a 120 anos. O Espírito de Deus vinha contendendo com os homens por muitos anos, mas estes tinham endurecido o coração. Mesmo em nossos dias, os jovens tendem a pensar que a velhice é um tempo distante à frente, por isso acreditam que terão muito tempo para dar livre vazão aos desejos e prazeres.

Na época antediluviana, deveria haver uma tendência ainda maior para o pecado, pois os homens olhavam adiante e sabiam que ainda viveriam 900 anos ou mais! Se os indivíduos atingissem tal idade nos dias de hoje, ainda haveria pessoas vivas que teriam participado da Reforma Protestante do século 26! Em outras palavras, se atualmente as pessoas atingissem tal longevidade, haveria apenas uma geração entre nós e os apóstolos!

Mesmo assim, os pecadores dos dias de Noé retribuíam os muitos anos de vida que Deus lhes concedia, resistindo ao mover do Seu Espírito! Assumiam a atitude de quem sabe que terá muito tempo para pensar em Deus no futuro. Deus viu que seria sábio, juntamente com o chamado de Noé, começar a colocar limites na expectativa de vida da humanidade. Como primeiro passo, dentro de 120 anos, enviaria o Dilúvio e destruiria toda aquela geração.

Noé aceita o chamado para construir a arca

Noé, porém, achou graça aos olhos do Senhor       (Gênesis 6.8).

Então, disse Deus a Noé: O fim de toda a carne é vindo perante a minha face; porque a terra está cheia de violência; e eis que os desfarei com a terra. Faze para ti uma arca de madeira de gofer; farás compartimentos na arca e a betumarás por dentro e por fora com betume (Gênesis 6.13,14).

Com uma catástrofe mundial aproximando-se, Deus ordenou que Noé construísse a arca. Além da consideração do propósito da arca, essa comissão para a construção de um navio de tais dimensões mostra a extensão dos avanços científicos e criativos na Era Antediluviana.

Há evidências de que a Grande Pirâmide de Gizé foi construída naquele período. Esse grande monumento de pedra envolveu em sua construção conhecimentos de astronomia e de matemática que só foram superados pela genialidade humana em um período muito recente.

Noé aceitou o chamado, e a Bíblia diz que ele foi pregoeiro da justiça (2 Pe 2.5). Enquanto a arca estava sendo construída, ele advertia os homens do juízo iminente. Talvez sua pregação tenha causado um desconforto momentâneo em algumas pessoas. Sem dúvida, lembraram-se das profecias de Enoque, o qual tinha desaparecido de forma misteriosa da Terra, alguns séculos antes. Homens sábios, porém, logo provaram que algo como uma inundação universal era impossível. As pessoas respiraram aliviadas e marcaram Noé como um fanático que tinha enlouquecido por causa da religião.

Entretanto, seus preparativos para construir um enorme barco em terra seca, sem dúvida, atraíram muita atenção – inclusive dos zombadores. Noé e seus filhos – nascidos durante a construção da arca – tiveram de suportar as constantes piadas e insinuações, enquanto a grande arca lentamente ia tomando forma. O patriarca, porém, continuava com sua pregação fiel, apesar de pouquíssimas pessoas (ou ninguém) levarem a sério suas advertências.

Finalmente, chegou o tempo em que a arca ficou pronta. Pouco antes de Noé entrar nela, ocorreu um milagre que deve ter feito o povo antediluviano parar e pensar. Por alguma estranha razão, uma longa procissão de animais começou a caminhar em direção à arca. Era um fenômeno notável e, provavelmente, deve ter atraído muitos comentários. Sem dúvida, os sábios da época deram explicações bem elaboradas. Por outro lado, alguns indivíduos ficaram perturbados – talvez fosse possível que, afinal de contas, Noé estivesse certo. Entretanto, ninguém se dispôs a enfrentar a perseguição que, certamente, viria se aceitasse a pregação do velho profeta, o qual tinha sido motivo de brincadeiras e de piadas.

O estranho desfile de animais finalmente terminou. Grandes quantidades de alimentos foram levadas para a arca, para alimentar os numerosos ocupantes, e finalmente todos os preparativos foram completados. Era um barco grande, mesmo para os padrões dos nossos dias, com cerca de 182m de comprimento, 30m de largura e 19m de altura.

Podemos imaginar os eventos que estavam ocorrendo naquele momento. Provavelmente, havia uma grande multidão reunida ao redor da arca. Alguns rostos olhavam muito sérios, enquanto Noé e seus familiares entravam no grande barco. Talvez, depois que estava lá dentro, Noé tenha sentido que devia fazer um último apelo. Entretanto, quando tentou sair, descobriu que a porta estava trancada. Quem tinha trancado a porta? A Bíblia diz que o SENHOR a fechou por fora (Gn 7.16).

Do lado de fora, as piadas e brincadeiras foram parando. A forma misteriosa como a porta fora trancada deve ter causado um efeito perturbador na multidão. A Bíblia não dá detalhes, mas podemos imaginar os efeitos dos acontecimentos sobre as pessoas.

Noé passou anos pregando que o Dilúvio ocorreria, mas até aquele momento nunca havia chovido. Mesmo assim, enquanto as pessoas observavam, começaram a ver estranhas formações de nuvens no céu. Viram grandes clarões de luz e ouviram o ruído ensurdecedor dos trovões. Alguns correram para a porta da arca, mas estava bem trancada, e não conseguiram movê-la. Gritaram por Noé pedindo ajuda. Entretanto, aquele que passara anos tentando ajudar as pessoas, agora não podia fazer coisa alguma. Disse que a porta tinha sido misteriosamente trancada por fora e ninguém podia abri-la. Havia oito pessoas dentro, e ninguém mais podia entrar. Apavoradas, as pessoas se lembraram das advertências de Noé e de como ele pregara que o Espírito de Deus não contenderia mais com os homens. Será que afinal de contas ele tinha razão?

Em outros locais, as pessoas continuavam indiferentes aos dramáticos eventos que se desenrolavam. Não tinham tempo a perder com a loucura de Noé. O lema delas era: “Comamos, bebamos, porque hoje estamos vivos”. Jesus disse: Comiam, bebiam […] e não o perceberam, até que veio o dilúvio, e os levou a todos (Mt 24.38,39).

Até na manhã daquele dia fatídico, os ruídos de festa não tinham diminuído. Os risos e o alarido de festa continuaram até o último minuto. Somente quando o céu escureceu, as pessoas perceberam que algo estava acontecendo, e saíram para observar as nuvens. Então, pela primeira vez, começaram a tomar consciência de que algo terrível estava para acontecer. Os gritos de alegria se desvaneceram quando os primeiros pingos de chuva começaram a cair. As pessoas começaram a ajoelhar-se e orar. Entretanto, o som das orações logo se perdeu no meio dos raios e trovões. Gritos de terror encheram o ar, mas não havia quem ouvisse.

A chuva aumentou até que se transformou em uma tempestade. A terra estremecia, como se as fontes do grande abismo (Gn 7.11) estivessem sendo abertas. As pessoas corriam para os locais que pareciam proporcionar um abrigo temporário. Os que estavam em volta da arca ainda imploravam a Noé que abrisse a porta. Entretanto, não obtiveram resposta.

Dentro da arca, Noé e sua família ouviam a chuva caindo. Durante um tempo, podiam ouvir gritos, lamentos e orações do lado de fora. Contudo, não havia o que pudessem fazer. Finalmente, os últimos gritos silenciaram quando a arca começou a flutuar sobre a água. Subia cada vez mais alto. Durante 40 dias, a chuva caiu sem parar, até que finalmente as águas cobriram até as mais altas montanhas.

A causa do Dilúvio

Quais foram as causas do Dilúvio? G. H. Pember, em seu livro Earth’s earliest ages [As primeiras eras da Terra], que defende a teoria dos anjos caídos com relação aos filhos de Deus, faz um excelente sumário das maiores causas da apostasia antediluviana, o qual transcrevemos aqui:

  • A tendência para adorar a Deus como Elohim – ou seja, simplesmente como Criador e Benfeitor, e não como Yahweh, o Deus da aliança e da misericórdia, que lida com os transgressores destinados à destruição e paga um resgate por

 

  • A proeminência indevida do sexo feminino e o desrespeito para com a lei primária do matrimônio.

 

  • O rápido progresso nas artes mecânicas e a consequente invenção de muitas ferramentas, de forma que as dificuldades da maldição [do trabalho árduo] foram mitigadas, e a vida tornou-se mais fácil e A proficiência nas artes, a qual cativou a mente dos homens e induziu ao total desprezo para com Deus.

 

  • Uma aliança entre a igreja nominal e o mundo, o que rapidamente resultou em completa amalgamação.

 

  • O grande aumento da população.

 

  • A rejeição da pregação de Enoque, cujas advertências se tornaram um sabor de morte para o mundo e endureceram o coração dos homens além do ponto de restauração.

 

A essas seis causas, acrescentaremos uma sétima: a derrubada do muro de separação entre a linhagem piedosa de Sete e a de Caim.

Agora, vamos considerar o tipo de pessoa que Noé era. Em primeiro lugar, um homem de grande fé.

Pela fé, Noé, divinamente avisado das coisas que ainda não se viam, temeu, e, para salvação da sua família, preparou a arca, pela qual condenou o mundo, e foi feito herdeiro da justiça que é segundo a fé.

Hebreus 11.7

Noé sabia o que era ficar sozinho. É verdade que seu pai, Lameque, e seu avô, Metusalém, estavam vivos durante a maior parte do tempo na construção da arca. A obra de Deus estava passando de suas mãos para as mãos de Noé.

É provável que Noé fosse relativamente rico, ou não poderia ter empreendido uma tarefa de tal magnitude. No dia em que entrou na arca, deixou tudo para trás, exceto as poucas posses que pôde carregar. Entretanto, tinha realizado algo de extrema importância. Tinha salvado a vida de toda a sua família.

 

 

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