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Exija seus direitos

quinta-feira, 13 de setembro de 2018 | 102 acessos | Deixe seu comentário!

Um livro que traz no título o termo “exigir” pode parecer estranho quando os “direitos” em questão são espirituais. Mas não tire conclusões ainda – espere até conhecer o conteúdo dessa fascinante obra. Nela, o Missionário R. R. Soares mostra a perspectiva bíblica quanto à vida abundante comprada na cruz do Calvário. Você pede algo a Deus, o tempo passa, e nada de resposta. A frustração e raiva se revezam com a desconfiança e enfraquecimento da fé. O que está acontecendo? Por que o Senhor não responde à sua oração? Chega de sofrer. Você precisa conhecer o tesouro descrito em João 14.13: E tudo quanto pedirdes [determinardes, exigirdes, reivindicardes] em meu nome, eu o farei, para que o Pai seja glorificado no Filho (p. 63). Este é um livro que transformou o ministério desse evangelista inspirador, e transformará a história de quem estiver disposto a dizer “sim” ao Pai celeste. É o seu caso?

Para começar, exigir (aiteô no original grego) é diferente de pedir (p. 92). Por desconhecer isso, o cristão passa anos vivendo em escassez. R. R.  Soares faz uma abordagem profunda e testemunhal sobre como o Senhor o levou a compreender e experimentar essa verdade. Exigir seus direitos não é uma atitude insolente, de esbravejar e falar altivamente a Deus acerca de regalias ou caprichos pelos quais ansiamos. Ao contrário –  Ele próprio nos diz para determinarmos! O que você aprenderá revolucionou a minha vida, trazendo-me para mais perto de Deus, como eu jamais estive ou sonhei que fosse possível, relata ele (p. 11). Os antigos possuíam um entendimento, que era o segredo de suas inumeráveis e preciosas vitórias, reflete. É completamente possível ter esse mesmo poder, finaliza. Chega de orar para ver se acontece algo, é tempo de orar para receber (p. 12), orar determinando o surgimento da promessa do Senhor. É dunamis, o poder do Espírito Santo em ação, pela fé.

Discurso contrário – O inimigo tenta enganar o cristão fazendo-o pensar que não tem valor para o Altíssimo. No entanto, a cruz é a resposta a essa tentação; pois, no madeiro, Deus expressou a dimensão do Seu amor. Eu nunca concordei com alguns pregadores que ensinam que o ser humano não vale nada, diz o Missionário, observando que há líderes que distorcem textos bíblicos para justificar seu discurso. Veja a que ponto chega a loucura de um pregador que fala por si e não pelo Espírito de Deus, alerta ele, lembrando que fomos criados à imagem e semelhança do Senhor Deus (p. 15). Ainda que a queda do ser humano tenha trazido à cena o pecado (p. 16), a redenção pelo sangue de Jesus o conduz de volta a Deus, a partir do arrependimento – é a conversão (p. 18). A morte de Jesus comprou a nossa liberdade plena. Para que Ele faria tamanho sacrifício se tivéssemos de seguir em miséria interior, dominados pelo pecado e por tudo que não presta? (p. 20). Ele morreu para sermos vencedores. Quem distorce isso e relega o homem a qualquer condição menor está negando o propósito da salvação.

O Missionário R. R. Soares narra a própria experiência de quebrantamento e aprendizado (p. 23), e diz que o segredo de vencer diariamente está no conhecimento da Palavra (p. 24). Exigir seus direitos não é ser altivo diante do Senhor, mas ter libertação completa de todo envolvimento diabólico, e exercitar a autoridade como Igreja. É determinar-se a tomar posse das bênçãos (p. 27). Ele experimentou o amadurecimento no relacionamento com Deus até receber uma cura que buscava: em 2 de dezembro de 1984, enquanto lia o livro O Nome de Jesus, de Kenneth E. Hagin (p. 34), R. R. Soares compreendeu como usar a autoridade concedida pelo Pai, que está no Nome de Jesus, e isso mudou sua trajetória (p. 35). Não foi a minha fé que mudou, e sim o modo de usá-la, testemunha ele. Foi essa experiência marcante que levou seu ministério a um avanço notável que inspira e abençoa milhares de pessoas – não por marketing, e sim pela eficácia da Palavra (p. 38). Assumir a posição em Cristo (p. 39) é a chave para usufruir essa abundância, pois Ele nos autoriza a paralisar o poder do inferno que está por trás do sofrimento, e colocar em operação o poder de Deus (p. 39).

A palavra pedirdes pode ser traduzida do grego como exigirdes ou determinardes, no sentido de determinar, mandar, estabelecer, ordenar, etc (p. 42). O Missionário testifica: Eu pedia e nada acontecia, simplesmente porque deveria determinar, exigir que se realizasse aquilo que a Palavra garante ser meu (p. 42). Aqui está a chave de manifestar o milagre: não se trata de ser “bonzinho” na fé (p. 44), mas de entender que a vontade de Deus está revelada nas Escrituras – e Ele não alterará o que saiu de Seus lábios (p. 44). Quando alguém fica suplicando ao Senhor por algo que já é seu, está dando permissão a Satanás para ser alvo de opressão (p. 45). “Exigir” seus direitos não implica dar ordens ao Senhor, porque é ao diabo que ordenamos que saia de nossa vida e de tudo que é nosso (p. 45). Se ficamos cativos do medo de exercer nosso direito e assim “ofender” ao Pai, o inimigo de nossas almas usa essa retração para assumir uma posição de ataque. Exigir nossos direitos nunca será considerado pelo Senhor Deus como uma afronta, e sim como um ato de obediência, completa R. R. Soares (p. 46).

Objetivamente, ele descreve a situação caótica em que os filhos de Deus são aprisionados por desconhecerem sua posição e direito, permanecendo esmagados pela opressão do diabo, sofrendo em sua ignorância porque não sabem o que podem, de fato, em Deus. Quanta gente com um potencial tremendo, podendo ser uma bênção para a igreja e para a sociedade, vive miseravelmente. Uma existência inteira, que poderia ser uma fonte de inspiração para tantas outras pessoas, um exemplo de louvor a Deus, mas que está sendo desperdiçada (p. 48). Se você tem estado assim, hoje é o dia da mudança. O Senhor Deus quer vê-lo feliz, contente, realizado. Ele já o vê curado pelas feridas de Jesus, afirma (p. 51).

Falso ensinamento – Assumir a posição em Cristo é praticamente metade do segredo do sucesso na vida espiritual (p. 52). O que você determinará neste momento? Quem vive “aos pés do Senhor”, implorando uma bênção, uma ajuda, demonstra, por sua atitude, que não conhece o Evangelho do Reino dos Céus, enfatiza o Missionário R. R. Soares (p. 56). Para ilustrar, ele usa uma história fictícia de um pai que, sabendo que seu filho está falido (p. 61), envia-lhe recursos e disponibiliza valores no banco para que ele se restabeleça (p. 62). Além de recusar esse auxílio, o filho se dirige periodicamente ao pai pedindo ajuda para solucionar problemas. Essa, sim, é uma  atitude de afronta, pois o filho está ignorando tudo que o pai fez. O Missionário conta que já esteve sob esse falso ensinamento, de ficar pedindo ao Senhor o que Ele já deu, porém sua visão foi alinhada à Palavra. Os meus olhos foram abertos para a verdade, não demorei nem um pouco para assumir a minha real posição em Cristo. E conclui: Não é necessário pedir aquilo que já é nosso. Basta determinar, exigir, reivindicar, ou seja: tomar posse da bênção (p. 66).

Não é por mérito que alcançamos as bênçãos de Deus (p. 68). Mas, muitas vezes, permitimos que o príncipe das trevas nos engane, dizendo que não cremos o suficiente. Chega de deixar o inimigo dirigi-lo como se ele fosse o Senhor Deus, exorta o Missionário. O Altíssimo quer vê-lo assumir a sua posição no mundo espiritual, enfatiza ele (p. 70). Não importa o que o inimigo tem feito em sua vida. O quanto antes você se levantar e tomar uma decisão, menos ele irá oprimi-lo, finaliza (p. 71). Para testemunhar vitórias, compreenda que você é um embaixador na Terra, e sua conduta é resultado de sua proximidade com o Senhor (p. 75). Você aguarda de Deus uma bênção? Saiba que a inércia não é bíblica (p. 76). Faça a sua parte, exerça a fé e exija seus direitos. Crer em Deus é acreditar no que a Palavra afirma (p. 77). A Bíblia declara que você já é livre (Romanos 8.1) (p. 78), e o Senhor deseja que sua cura seja completa (p. 84). Somos nós que decidimos o que fazer – e quando (p. 85). E lembre-se: usar a autoridade do Soberano é colocar o diabo para correr, caso contrário, ele se interpõe entre nós e o Senhor (p. 89).

A ousadia é a marca de quem se aprofunda na Palavra. Quando age com fé, ousadia e coragem, em Nome de Jesus, você coloca o poder de Deus em ação (p. 91). Não há qualquer outra fonte de ajuda para nós, em anjos ou homens, muito menos nos que já se foram (p. 97). Aliás, há pessoas que, na ânsia de encontrar soluções, chegam a clamar por anjos, achando que eles têm alguma autonomia e autoridade de ação. Isso é heresia (p. 104), pois  eles apenas cumprem ordens de Deus (p. 105), nada além disso. Quando você agir em o Nome de Jesus, os anjos agirão em seu favor, a mando do Senhor, e enviados por Ele, porque são fiéis na missão que o Pai lhes deu (p. 106).

Desde jovem, R. R. Soares trazia uma convicção de que a plenitude de Deus anunciada em Sua Palavra estava além do óbvio (p. 113), e a partir do dia em que conheceu a verdade contida na promessa do Pai sobre o exercício da fé, ele entendeu que é no Nome de Jesus que os milagres acontecem, em todos os níveis da vida (p. 115). Agora sei como ser vencedor. Para mim, a fé deixou de ser algo nebuloso, misterioso, que alguns possuem e outros não (p. 116). E acrescenta: É triste ver um cristão que foi mal ensinado. Ele vive pacientemente e de coração, servindo ao Senhor e, ao mesmo tempo, sofrendo (p. 117). Como você se vê? Nosso posto é de autoridade no mundo espiritual (p. 120). Saiba que você expressa sua gratidão ao Soberano quando exerce essa autoridade (p. 121). Em lugar de perguntar o motivo de estar atravessando um sofrimento, escolha orientar-se pela Palavra diante do impossível (p. 125). Não diminua a obra realizada pelo Senhor Jesus (p. 134). A libertação dEle é completa (p. 136), e quem fará a obra será o poder de Deus (p. 147). Plante diferente, e sua colheita será diferente (p. 160). Isso começa quando você escolhe determinar em vez de “pedir”, pois determinar é marcar tempo, fixar, definir (p. 161), orando segundo a Bíblia (p. 162). Tudo depende de você, lembra o Missionário (p. 164).

Deus o convida a ser um testemunho vivo. Não para ser um ator (p. 171), como se nada estivesse acontecendo, e sim para ser autêntico e praticante das Escrituras. O inimigo busca imobilizá-lo, porém ele é derrotado quando você assume sua posição de vitorioso, pois exigir seus direitos, em Cristo, é desfrutar da vida cristã no mais alto nível (p. 189). Temos o mesmo Deus e as mesmas promessas. O Soberano não muda, mas Ele está pronto a transformar a história da sua vida de hoje em diante, quando você disser “sim” ao Seu convite.

R.R.Soares

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