Isaias_banner

Isaías, o profeta messiânico

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019 | 220 acessos | Deixe seu comentário!

Isaías – um profeta de Judá durante o reinado de quatro reis diferentes (Uzias, Jotão, Acaz e Ezequias) – lutou desesperadamente para evitar que o reino de Judá sofresse o juízo de Deus, como acontecera com o reino do Norte. Seu ministério foi um alerta aos reis de Judá que, em geral, não deram ouvidos às suas advertências. Em uma época de intrigas políticas, Isaías exerceu persistentemente seu papel de profeta por cerca de meio século e continuou a apontar para a vinda do Messias. Ele declarou que, com o advento do Messias, o principado está sobre os seus ombros (Is 9.6b).

Durante muitos anos, os teólogos liberais colocaram em dúvida a autoria do livro de Isaías, afirmando que somente parte do livro fora escrita de fato pelo profeta, e a última parte, 200 anos mais tarde por outro autor. Tal dúvida fundamentava-se no fato de Isaías ter predito a restauração de Jerusalém 200 anos antes de isso acontecer, chegando a dar o nome do rei (Ciro) que assinaria o decreto de restauração. Entretanto, a descoberta dos manuscritos do mar Morto, em 1947, alterou drasticamente tais afirmações. Um rolo do livro de Isaías foi encontrado com todos os 66 capítulos intactos, e agora os especialistas atribuem a Isaías a autoria de todo o livro. Um comentarista do Antigo Testamento, que escreveu muito tempo antes da descoberta dos rolos, disse em defesa de Isaías: “A Igreja sempre acreditou nas predições e na inspiração de Isaías”.

Jeremias entrou em cena em Judá uma geração depois de Isaías. Era muito jovem na época em que foi chamado e sentiu-se imaturo e inexperiente para falar, mas Deus lhe assegurou: Eis que ponho as minhas palavras na tua boca (Jr 1.9b). Deus também o advertiu que suas profecias não seriam aceitas e que enfrentaria violenta oposição, mas Jeremias tinha uma promessa: E pelejarão contra ti, mas não prevalecerão contra ti; porque eu sou contigo, diz o SENHOR, para te livrar (v. 19).

A mensagem da condenação de Jeremias foi rejeitada pelos seus compatriotas, mas ele permaneceu fiel ao seu chamado. Sua única fonte de companheirismo era o próprio Deus; portanto, a vida desse profeta exibe a realidade da comunhão entre um indivíduo e seu Deus. A religião verdadeira e pura no coração e na vida é a nota principal da pregação de Jeremias.

Isaías entrou em cena no período mais crítico da história de Israel e Judá. Amós e Oseias já haviam pronunciado a condenação do reino do Norte. Devido à sua corrupção incorrigível, o juízo sobre Israel era inevitável. Naquele momento, a questão era: será que o reino de Judá teria o mesmo destino? Assíria e Egito disputavam entre si a posição de supremacia sobre toda a Ásia ocidental. Situada entre as duas nações, Judá ficava entre “o martelo e a bigorna”. No entanto, Judá não foi para o cativeiro na mesma época que Israel. O homem que desempenhou um papel fundamental em salvar Judá da Assíria foi Isaías.

Esse profeta possuía qualidades singulares. Seus escritos têm uma excelência incomum e um belo estilo. Ao mesmo tempo, revelam profundos sentimentos proféticos. Em Isaías, constatamos uma combinação de poderes não encontrada nos outros profetas.

Seu ministério cobriu o período excepcionalmente longo de meio século ou mais. Embora a época fosse marcada por eventos cataclísmicos que destruíam reinados, Isaías consistentemente transmitia as mensagens de Jeová sem medo e sem vacilar. Quando o povo se sentia seguro e autoconfiante, ele pronunciava advertências sobre o juízo iminente. Quando eles tremiam de medo e desespero, ao verem os exércitos pagãos marchando contra eles em sua missão de destruição, Isaías estava presente para dar esperança e encorajamento, dizendo que Deus ouvia as orações dos Seus.

Isaías foi o grande profeta messiânico. Ele descreveu claramente os dois adventos de Cristo em uma linguagem tocante e inconfundível – o primeiro em humilhação, o segundo em um reino glorioso. Ele não se restringia a uma visão provinciana, pois previu a elevação do Reino de Deus, unindo judeus e gentios. A abrangência da visão profética, porém, não se confinava ao próprio povo, mas ocasionalmente sua mensagem era dirigida às nações do mundo. Gostaríamos de ter mais informações sobre a juventude de Isaías. Qual é a explicação para a pequena quantidade de material biográfico? Talvez seja a crença de que a mensagem do profeta tem mais poder se for separada de sua história pessoal.

Muitas vezes, as pessoas ficam desapontadas quando têm um contato com uma figura famosa. Supunham que, quando conhecessem aquela pessoa, sentiriam o coração incendiar-se e o espírito iluminar-se com o brilho da presença dela. No entanto, descobrem que se trata de uma pessoa comum, com defeitos e fraquezas, como todas as outras. Embora esse possa ser o caso de Isaías, as Escrituras fornecem pouquíssimas informações sobre sua vida anterior.

Nada se sabe sobre seu pai, Amoz. Aparentemente, não tinha relação com o profeta Amós. A semelhança entre os nomes não existe no original hebraico. A tradição judaica apresenta Amoz como irmão do rei Amazias, mas não há certeza. Podemos concluir, porém, que, uma vez que Isaías tinha familiaridade com a corte e acesso ao rei, provavelmente pertencera a uma família proeminente e tivera a vantagem de uma boa educação, a melhor disponível na época. Ele descreve a si mesmo como um sinal e um prodígio em Israel, da parte do Senhor dos Exércitos.

Isaías tinha filhos e esposa, e ela era profetisa. Um dos seus filhos, chamado Sear-Jasube, talvez o mais velho, era grande o bastante para acompanhá-lo fora de Jerusalém até o local onde o rei inspecionava o fornecimento de água da cidade (Is 7.3). Anos mais tarde, ele teve mais um filho, chamado Maer-Salal-Hás-Baz. Como Isaías pronunciou suas profecias em Jerusalém ou em suas cercanias, provavelmente morava ali.

Naquela época, o grande Império Assírio, com sua cidade-satélite da Babilônia, dominava o Oriente. Seu poder era muito superior ao dos reinos de Judá e Israel. As carruagens e os cavaleiros assírios formavam um exército poderoso, o qual arrastava tudo o que encontrava pela frente quando avançava. Quatro vezes, durante a vida de Isaías, o exército assírio atravessou a terra da Palestina. O terror desse grande poder pendia sobre a cabeça do povo como um pesadelo perpétuo, paralisando todo o esforço das nações de se defenderem. As pessoas viviam com o constante terror de que o touro alado de Assur se abateria sobre elas.

Ao Sul de Israel, estava o império dos faraós. Na época, o Egito não tinha a mesma agressividade dos assírios, mas, como uma potência há muito estabelecida, tinha um poder desconhecido, pronto para marchar a qualquer momento em direção ao Norte. Por algum tempo, o exército egípcio contribuiu para a segurança de Jerusalém, pois impedia o movimento assírio naquela direção.

Uzias era o rei durante a infância de Isaías. Exceto por sua arrogante intrusão na função dos sacerdotes, já no final de sua vida, seu reinado foi de prosperidade. Exercendo grande perícia e discernimento no desenvolvimento dos recursos de Judá, Uzias fortaleceu as defesas do reino e obrigou as nações menores que estavam ao redor a se tornarem tributárias. Assim, durante os 50 anos do seu reinado, tornou o reino de Judá seguro e próspero. Ao Norte, porém, a degeneração dominava o cenário, e o mal florescia sem restrições. Indiferentes ao desastre iminente predito pelos profetas Oseias e Amós, o povo de Israel dedicava-se à busca da riqueza; ao mesmo tempo, havia uma entrega à lascívia, idolatria e imoralidade. A embriaguez de Efraim tornara-se um provérbio.

9A prosperidade dos dois países, em vez de levar seus habitantes a uma humilde gratidão pelas bênçãos recebidas, somente encorajava o orgulho e a arrogância nacional, que não levava em conta os juízos anteriores que os haviam humilhado. A nação entregava-se à idolatria, a uma vida de luxo e à sensualidade. O aumento da riqueza permitia que os ricos adquirissem as terras dos pobres. A Justiça se corrompia, e todo tipo de desonestidade era praticado por aqueles cujo propósito supremo da vida era aumentar suas posses.

Esse era o quadro quando Isaías entrou em cena. Aparentemente, a morte do rei Uzias pesou em sua mente, e seus pensamentos se preocupavam com o futuro dos reinos de Judá e de Israel. Naquele momento, foi-lhe dada a revelação do Senhor sentado em Seu alto e sublime trono:

No ano em que morreu o rei Uzias, eu vi ao Senhor assentado sobre um alto e sublime trono; e o seu séquito enchia o templo. Então, disse eu: ai de mim, que vou perecendo! Porque eu sou um homem de lábios impuros e habito no meio de um povo de impuros lábios; e os meus olhos viram o rei, o SENHOR dos Exércitos! Mas um dos serafins voou para mim trazendo na mão uma brasa viva, que tirara do altar com uma tenaz; e com ela tocou a minha boca e disse: Eis que isto tocou os teus lábios; e a tua iniquidade foi tirada, e purificado o teu pecado. Depois disso, ouvi a voz do Senhor, que dizia: A quem enviarei, e quem há de ir por nós? Então, disse eu: eis-me aqui, envia-me a mim.

Isaías 6.1,5-8

A partir dessa passagem, entendemos que Isaías recebeu seu chamado especial no ano em que o rei Uzias morreu. Esse fato não significa necessariamente que tal revelação tenha sido a primeira das suas profecias, mas, sim, que o evento inaugurou uma fase mais elevada em seu ministério.

Em sua visão, Isaías contemplou os serafins diante do trono, clamando: E clamavam uns para os outros, dizendo: Santo, Santo, Santo é o SENHOR dos Exércitos; toda a terra está cheia da sua glória (Is 6.3). A visão do Senhor teve um efeito poderosíssimo, pois Isaías tomou consciência da própria impureza e condição miserável. No entanto, quando o serafim tocou seus lábios com a brasa tirada do altar, ele recebeu uma nova experiência espiritual.

Quando o Senhor fez o chamado para o serviço, Isaías respondeu. Deus o aceitou como Seu mensageiro, mas o advertiu com antecedência que, devido à escuridão espiritual que cobria a Terra, o povo não estava pronto para responder às suas exortações. Impenitentes e espiritualmente surdos, os israelitas estariam sujeitos ao juízo divino.

Tendo aceitado o chamado, Isaías estava pronto para entrar no ministério profético. Daquele momento em diante, ele era o homem que proclamava a Palavra de Deus. O impacto espiritual da experiência acompanhou-o durante toda a sua vida. A consciência de ter sido enviado por Deus com a missão de proclamar Sua Palavra para o povo deu-lhe coragem para continuar com seu ministério durante o reinado de quatro reis. Se ele viveu até o final do reinado de Manassés, como alguns pensam, ministrou sob o governo de reis cujos reinados sucessivos cobriram um período de quase um século e meio!

Dentre as muitas profecias de Isaías, havia uma que estava entre as suas convicções mais arraigadas: depois do cativeiro, um “remanescente” retornaria à Terra. Com o tempo, o Império Assírio haveria de cair e, posteriormente, o Império Babilônico. Ciro, rei do novo império medo-persa, o qual Isaías mencionou pelo nome dois séculos antes, foi o instrumento usado por Deus para permitir que o “remanescente” retornasse (Is 44.28; 45.1,13).

A maior contribuição do profeta Isaías foram as belas profecias relacionadas ao advento do Messias. O capítulo 53 do seu livro é um clássico da revelação divina, retratando o Messias em Seu ministério: Sua vida, Sua crucificação, Sua morte, Seu sepultamento e a forma como carregou as transgressões e os pecados do mundo.

A revelação de Isaías sobre a forma como Deus trataria as nações era uma clara interpretação dos movimentos da História. O desastre que se abateu sobre Israel não foi devido à falta de poder por parte de Deus, mas à execução de um propósito moral no castigo de um povo desobediente. Um excelente exemplo é a explicação de Isaías sobre por que os assírios ímpios tiveram permissão de castigar o povo de Deus.

Ai da Assíria, a vara da minha ira! Porque a minha indignação é como bordão nas suas mãos. Enviá-la-ei contra uma nação hipócrita e contra o povo do meu furor lhe darei ordem, para que lhe roube a presa, e lhe tome o despojo, e o ponha para ser pisado aos pés, como a lama das ruas, ainda que ele não cuide assim, nem o seu coração assim o imagine; antes, no seu coração, intenta destruir e desarraigar não poucas nações. Por isso, acontecerá que, havendo o SENHOR acabado toda a sua obra no monte Sião e em Jerusalém, então, visitarei o fruto do arrogante coração do rei da Assíria e a pompa da altivez dos seus olhos.

Isaías 10.5-7,12

Assim, tanto Assíria como Babilônia caíram, quando o juízo de Deus se cumpriu sobre Israel. Isaías, como aconteceu com muitos profetas, possuía um espírito reformador. Quando viu pessoas moralmente corrompidas, dependendo de sacrifícios, ele irrompeu em uma severa denúncia.

De que me serve a mim a multidão de vossos sacrifícios, diz o SE- NHOR? Já estou farto dos holocaustos de carneiros e da gordura de animais nédios; e não folgo com o sangue de bezerros, nem de cordeiros, nem de bodes. Quando vindes para comparecerdes perante mim, quem requereu isso de vossas mãos, que viésseis pisar os meus átrios? Não tragais mais ofertas debalde; o incenso é para mim abominação, e também as Festas da Lua Nova, e os sábados, e a convocação das congregações; não posso suportar iniquidade, nem mesmo o ajunta- mento solene. As vossas Festas da Lua Nova, e as vossas solenidades, as aborrece a minha alma; já me são pesadas; já estou cansado de as sofrer. Pelo que, quando estendeis as mãos, escondo de vós os olhos; sim, quando multiplicais as vossas orações, não as ouço, porque as vossas mãos estão cheias de sangue.

Isaías 1.11-15

Isaías não tinha medo de pregar a ira de Deus. Ele declarou que o Senhor castigaria Israel por suas iniquidades. Deus vindicaria Sua santidade com o juízo purificador. Os esforços feitos para evitar o juízo por meio de alianças com nações pagãs e os poderes infernais não valeriam coisa alguma.

Porquanto dizeis: Fizemos concerto com a morte e com o inferno fizemos aliança; quando passar o dilúvio do açoite, não chegará a nós, porque pusemos a mentira por nosso refúgio e debaixo da falsidade nos escondemos. E o vosso concerto com a morte se anulará; e a vossa aliança com o inferno não subsistirá; e, quando o dilúvio do açoite passar, então, sereis oprimidos por ele.

Isaías 28.15,18

Apesar disso, repetidamente, Isaías mostrou que, quando os dias de punição terminassem, haveria uma nova ordem, na qual Sião seria o centro de bênção e luz para as nações.

Isaías foi um dos poucos profetas que ocuparam a função de assessor político – especialmente nos dias do reinado de Ezequias. Nesse aspecto, ele ocupou uma posição única, quando comparado a outros profetas. Amós e Oseias apresentaram a mesma mensagem de Isaías. Eles viam o juízo e, depois dele, um futuro abençoado para Israel. No entanto, não tinham palavra de orientação para os governantes. Não há dúvida de que a distância que havia em Israel (reino do Norte) entre Jeová e o povo tornara-se tão grande, que eles não conseguiam mais obter direção ou conselho por meio da palavra profética.

Isaías ocupou uma posição única, na qual, sem abrir mão de seu elevado nível espiritual, reviveu a função política da profecia, ignorada desde os dias de Eliseu. Ele formou uma política definida, em que o reino de Judá pôde ser guiado pela crise da invasão assíria. Suas opiniões resistiram ao teste do tempo. Eram claras, consistentes e sadias. Bons homens como Josafá, muitas vezes, ficavam presos em alianças que só traziam problemas para a nação. Isaías apresentou princípios que estavam de acordo com a vontade divina. Ele viu que nenhum perigo nacional, por maior que fosse, podia justificar o abandono desses princípios. Quanto às promessas egípcias, ele percebeu desde o início que eram infundadas. O Egito nunca prestou ajuda efetiva a Samaria ou Judá. Jerusalém foi salva somente pela intervenção do poder divino, que ocorreu porque Ezequias seguiu o conselho de Isaías.

Isaías não acreditava que Judá pudesse evitar o juízo. Era tarde demais. O decreto divino já fora pronunciado e era irrevogável. Ele buscou as melhores opções restantes para Judá, e, diante dos repetidos conflitos entre Assíria e Egito, uma política de neutralidade parecia ser a melhor alternativa, e foi isso que recomendou.

Nos dias de Acaz, Isaías aconselhou ao rei que evitasse entrar em aliança com Tiglate-Pileser. Mesmo assim, quando o pacto foi firmado, Isaías se colocou contra qualquer esquema desonesto por parte de Judá, violando o juramento que fizera com a Assíria.

O alcance do ministério de Isaías foi notável. Ele estava muitos séculos adiante de seu tempo. Em Isaías 53, ele claramente ensina que, na expiação de Cristo, havia não somente salvação, mas também cura. Mateus atribuiu o ministério de cura de Cristo ao fato de Ele carregar não somente os pecados, mas também as enfermidades da humanidade.

E Jesus, entrando na casa de Pedro, viu a sogra deste jazendo com febre. E tocou-lhe na mão, e a febre a deixou; e levantou-se e serviu-os. E, chegada a tarde, trouxeram-lhe muitos endemoninhados, e ele, com a sua palavra, expulsou deles os espíritos e curou todos os que estavam enfermos, para que se cumprisse o que fora dito pelo profeta Isaías, que diz: Ele tomou sobre si as nossas enfermidades e levou  as nossas doenças.    

Mateus 8.14-17

No capítulo 38, lemos sobre a cura dramática do rei Ezequias. Acometido por uma enfermidade mortal, foi informado por Isaías que iria morrer. Ezequias sentiu que ainda não terminara o trabalho de sua vida. Virou o rosto para a parede e orou ao Senhor, pedindo que o curasse. O Senhor ouviu sua oração e enviou Isaías com outra mensagem: Vai e dize a Ezequias: Assim diz o SENHOR, o Deus de Davi, teu pai: Ouvi a tua oração e vi as tuas lágrimas; eis que acrescentarei aos teus dias quinze anos (Is 38.5).

Acima de tudo, porém, os cristãos do mundo todo têm uma dívida com Isaías, pois ele nos deu o quadro mais claro do advento do Messias. Quando Jesus anunciou Sua missão à nação, Ele retornou às palavras de Isaías (Is 61.1,2): O Espírito do Senhor é sobre mim, pois que me ungiu para evangelizar os pobres, enviou-me a curar os quebrantados do coração, a apregoar liberdade aos cativos, a dar vista aos cegos, a pôr em liberdade os oprimidos, a anunciar o ano aceitável do Senhor (Lc 4.18,19).

Que afirmação sobre a divindade do Messias poderia ser mais clara do que aquela linda passagem encontrada em Isaías 9.6? Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; e o principado está sobre os seus ombros; e o seu nome será Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz.

Certamente, Isaías encontra-se bem no topo da lista dos gênios literários. Há muito mais que poderia ser dito concernente à grandeza das profecias a Israel. No entanto, como nossa história aborda a vida dos grandes personagens das Escrituras, e não as profecias, não tentaremos entrar em uma discussão detalhada sobre elas. Agora, passaremos a considerar a vida do grande profeta Jeremias. Diferente de Isaías, o livro de Jeremias revela muitas coisas sobre vida, caráter e sentimentos desse profeta incomum.

1 Star2 Stars3 Stars4 Stars5 Stars (0) (média: 0,00 de 5)
Loading...Loading...

Deixe seu Comentário

Seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios são marcados *