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Mensagem para mães

quinta-feira, 3 de maio de 2018 | 298 acessos | Deixe seu comentário!

Uma das passagens mais impactantes da Palavra de Deus relata a história de uma mulher que não tem seu nome citado na Bíblia Sagrada. Porém, sua determinação, sua fé e sua coragem têm fortalecido o coração de muitas mães e mulheres, incentivando-as a continuarem lutando por seus filhos e sua família. Ela creu até o fim; não permitiu que as circunstâncias, os medos e os momentos difíceis estivessem acima da promessa de Deus em sua vida! E não se decepcionou: ela pôde viver o milagre em sua casa!

Acompanhe comigo o texto de 2 Reis 4, a partir do verso 8.

O que mais me chama a atenção nessa mulher é o seu coração voltado para as coisas do Alto. A Palavra diz que Eliseu, exercendo seu ministério, saía frequentemente de Samaria e percorria quilômetros para chegar ao monte Carmelo. Local onde, creio eu, ele se consagrava ao Senhor. Possivelmente era uma viagem longa e cansativa, que consumia as energias de Eliseu e de Geazi, seu moço. Quem quer ser usado por Deus não desiste, mesmo que a caminhada seja árdua!  Uma das primeiras lições desse relato bíblico é: quer ouvir a orientação divina e ter vitória? Dedique-se à oração e à meditação na Escritura!

Continuemos nosso raciocínio: para chegar a esse local de oração, Eliseu e Geazi passavam por uma cidade chamada Suném, onde a sunamita e seu marido moravam. Certamente, aquela mulher os observava havia algum tempo, e ela percebeu que o homem de Deus e seu discípulo estavam constantemente em peregrinação por aquelas terras. Existia um propósito maior nas idas e vindas daqueles homens, e o interessante é que a sunamita enxergou algo que toda uma cidade deveria ter visto, mas não viu. E, com muita sabedoria, aquela mulher compartilhou tal fato com seu marido, que, em concordância, convidou-os a comer pão na casa dela.

Sucedeu também um dia que, indo Eliseu a Suném, havia ali uma mulher rica, a qual o reteve a comer pão; e sucedeu que todas as vezes que passava, ali se dirigia a comer pão. E ela disse a seu marido: Eis que tenho observado que este que passa sempre por nós é um santo homem de Deus.

 2 Reis 4.8,9

Que discernimento espiritual teve aquela mulher! A atitude de ajudar Geazi e o profeta Eliseu refletia o zelo e amor que tal senhora possuía pela obra de Deus! Quando ajudamos a obra, o propósito, estamos ajuntando um tesouro inimaginável, o qual nem a traça nem a ferrugem consomem!  Que coração abençoador ela possuía! Para ela, fazer o bem ao homem de Deus era honrar o próprio Deus. E não parou por aí! Além do alimento, ela lhe ofereceu abrigo: Façamos-lhe, pois, um pequeno quarto junto ao muro e ali lhe ponhamos uma cama, e uma mesa, e uma cadeira, e um candeeiro; e há de ser que, vindo ele a nós, para ali se retirará (2 Reis 4.10).

Ela pôs os seus bens a serviço do Senhor, pois, para a sunamita, as coisas espirituais eram mais valiosas do que as materiais!

E algo inesperado aconteceu – o homem de Deus, tocado pelo Altíssimo, procurou saber o que se poderia fazer para abençoar aquela mulher:

[…] Haverá alguma coisa de que se fale por ti ao rei ou ao chefe do exército? E dissera ela: Eu habito no meio do meu povo.

 2 Reis 4.13

E mais inesperada ainda é a resposta da sunamita! Em síntese, ela disse: “Eu não preciso de nada!”. Ela valorizava a vida, o amor, a família. Não estava preocupada com bens materiais, status, reconhecimento. Sua resposta refletia aquilo de que seu coração estava cheio, o Espírito de Deus!

Meus irmãos, pensem, o homem de Deus perguntou à mulher: “O que queres que eu lhe faça?”. Muitos pediriam fama, dinheiro, bens materiais, ou até a cabeça de João Batista (Mateus 14.8)! Mas aquela senhora simplesmente agradeceu, dizendo que já tinha tudo de que precisava! Contudo, o homem de Deus insistiu!

Então, disse ele: Que se há de fazer, pois, por ela? E Geazi disse: Ora, ela não tem filho, e seu marido é velho.  Pelo que disse ele: Chama-a. E, chamando-a ele, ela se pôs à porta. E ele disse: A este tempo determinado, segundo o tempo da vida, abraçarás um filho. E disse ela: Não, meu senhor, homem de Deus, não mintas à tua serva. E concebeu a mulher e deu à luz um filho, no tal tempo determinado, segundo o tempo da vida que Eliseu lhe dissera.

2 Reis 4.14-17

A atitude de amor para com a obra de Deus gerou a promessa que mudaria a vida daquela mulher e a de seu marido! Era a realização de um sonho que, provavelmente, só Deus conhecia. A sunamita nunca esperou tamanha bênção! No espaço de um ano, a promessa de Deus se cumpriu, e ela deu à luz um lindo e abençoado menino, filho da promessa, conforme a palavra do profeta do Senhor!

E a criança crescia nos caminhos do Senhor. Certamente, toda vez que olhava para seu filho, ela se lembrava de que a promessa de Deus havia se cumprido em sua vida. Que inspirador!

Porém, um dia terrível chegou, porque os dias maus vêm para todos, meus irmãos! No entanto, a diferença será nossa atitude nesses momentos!

E, crescendo o filho, sucedeu que, um dia, saiu para seu pai, que estava com os segadores. E disse a seu pai: Ai! A minha cabeça! Ai! A minha cabeça! Então, disse a um moço: Leva-o a sua mãe. E ele o tomou e o levou a sua mãe; e esteve sobre os seus joelhos até ao meio-dia e morreu. E subiu ela e o deitou sobre a cama do homem de Deus; e fechou sobre ele a porta e saiu.

2 Reis 4.18-21
O menino passou mal e foi levado à sua mãe. Depois de algum tempo, ele acabou morrendo. Aquela mulher vivenciou momentos terríveis! O pequeno estava inerte no colo da mãe. Que angústia ver morto o seu único filho!  Imagino o sentimento de impotência daquela senhora. Ali estava sua promessa (seu rebento), seu sonho de ter uma família, morrendo! Qualquer ser humano nessa situação se depara com angústia, dor, medo, tristeza e desespero. Apesar das circunstâncias contrárias, em uma atitude de fé, aquela mulher pega aquele menino carinhosamente, como se não estivesse morto, deita-o na cama de Eliseu e manda um recado ao marido dela, em busca da solução!

E chamou a seu marido e disse: Manda-me já um dos moços e uma das jumentas, para que eu corra ao homem de Deus e volte.

E disse ele: Por que vais a ele hoje? Não é lua nova nem sábado. E ela disse: Tudo vai bem.

Então, albardou a jumenta e disse ao seu moço: Guia, e anda, e não te detenhas no caminhar, senão quando eu to disser.

Partiu ela, pois, e veio ao homem de Deus, ao monte Carmelo; e sucedeu que, vendo-a o homem de Deus de longe, disse a Geazi, seu moço: Eis aí a sunamita.

Agora, pois, corre-lhe ao encontro e dize-lhe: Vai bem contigo? Vai bem com teu marido? Vai bem com teu filho? E ela disse: Vai bem.

Chegando ela, pois, ao homem de Deus, ao monte, pegou nos seus pés; mas chegou Geazi para a retirar; disse porém o homem de Deus: Deixa-a, porque a sua alma nela está triste de amargura, e o SENHOR mo encobriu e não mo manifestou.

E disse ela: Pedi eu a meu senhor algum filho? Não disse eu: Não me enganes?

E ele disse a Geazi: Cinge os teus lombos, e toma o meu bordão na tua mão, e vai; se encontrares alguém, não o saúdes; e, se alguém te saudar, não lhe respondas; e põe o meu bordão sobre o rosto do menino.

Porém disse a mãe do menino: Vive o SENHOR, e vive a tua alma, que não te hei de deixar. Então, ele se levantou e a seguiu.

E Geazi passou adiante deles e pôs o bordão sobre o rosto do menino; porém não havia nele voz nem sentido; e voltou a encontrar-se com ele e lhe trouxe aviso, dizendo: Não despertou o menino.

E, chegando Eliseu àquela casa, eis que o menino jazia morto sobre a sua cama.

Então, entrou ele, e fechou a porta sobre eles ambos, e orou ao SENHOR.

E subiu, e deitou-se sobre o menino, e, pondo a sua boca sobre a boca dele, e os seus olhos sobre os olhos dele, e as suas mãos sobre as mãos dele, se estendeu sobre ele; e a carne do menino aqueceu.

Depois, voltou, e passeou naquela casa de uma parte para a outra, e tornou a subir, e se estendeu sobre ele; então, o menino espirrou sete vezes e o menino abriu os olhos.

Então, chamou a Geazi e disse: Chama essa sunamita. E chamou-a, e veio a ele. E disse ele: Toma o teu filho.

E veio ela, e se prostrou a seus pés, e se inclinou à terra; e tomou o seu filho e saiu.

2 Reis 4.22-37

Minha irmã, a solução para o seu problema está na revelação da Palavra!  A solução para seu filho não está em psicólogo, em idas a shoppings nem em video games. A saída é a Escritura Sagrada. A Palavra é vida para sua família. Não importa se seu casamento já está morto, se seu filho é cativo das drogas, ou se sua filha é refém da prostituição; a Palavra de Deus tem poder para nos ressuscitar espiritualmente, mesmo depois de quatro dias (Jo 11.39), como fez com Lázaro! Aleluia!

A sunamita recorreu ao profeta, pois sabia que aquele que prometeu é fiel para terminar a obra (Hebreus 10.23); sabia que o Deus que havia abençoado sua casa Se responsabilizava pela promessa revelada! Ela terminou crendo e confessando com fé, certa de que ia tudo bem com seu marido e seu filho!

Você pode argumentar: “Mas, irmã, não estava tudo bem!”. Sim, no âmbito natural, não ia tudo bem, porém aquela mãe se apoiava no que acreditava, e não das circunstâncias. O justo viverá da fé (Romanos 1.17)! Como fez Ezequiel, profetize, ainda que você esteja no vale de ossos secos!

A sunamita passou pela prova confiante e, assim, pôde viver o milagre em sua casa!

Deus a abençoe!

Shirley Thomaz

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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