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Morte – Para onde iremos?

quinta-feira, 4 de outubro de 2018 | 116 acessos | Deixe seu comentário!

Esta talvez seja a pergunta mais intrigante da existência humana: o que acontece depois da morte? O livro em questão tem a coragem de dar respostas a essa e outras indagações. Em suas páginas, assuntos que assolam a humanidade são abordados com objetividade: o suicídio é aceitável para o cristão? Como posso saber se os meus entes queridos já falecidos foram salvos? A eutanásia é bíblica? Alguém já disse que as grandes respostas norteiam o pensamento. Mas são as grandes perguntas que iniciam essa jornada. É hora de olhar para a Palavra de Deus e obter as respostas. É isso que essa obra faz. A morte não é o fim de tudo, diz o Missionário R. R. Soares. À exceção de Enoque e Elias, que foram arrebatados, ela é um inimigo que não pode ser vencido com inteligência ou esforços. Desde que Adão e Eva escolheram ouvir a voz do inimigo, no jardim do Éden, a morte contaminou toda a raça humana, pois os seres criados se multiplicariam conforme sua espécie, como dissera o Criador (Gn 1.24). Desde então, a humanidade se perde em desvarios, tais como os pensamentos dos filósofos Augusto Comte e Nietzsche, que foram embalados pelo materialismo, o qual até hoje lança sombras e desesperança sobre a alma humana.

 

Início da eternidade – O consumismo que devasta as sociedades, por sua vez, provoca a ilusão de que a vida é um shopping center onde o homem se desdobra em acumular capital para se divertir, como se isso fosse viver. Entretidas nessa ilusão, milhões de pessoas dão pouca importância ao destino de sua alma. Isso aumenta seu vazio existencial, e elas tentam preenchê-lo com orgias financeiras e relacionamentos rasos. Como falso alento a essa mentira, é aceita a ilusão de que o homem terá a chance de “viver de novo” (reencarnar) – um engano fatal. A morte é o início da eternidade, enfatiza R. R. Soares. Está escrito que ela é certa ao homem (Ap 6.9-11). Surge a interrogação: Você está pronto para ingressar na eternidade? – porque é você quem define, em vida, onde vai passar a eternidade.

Jesus contou a história de Lázaro, um mendigo contemporâneo de um homem muito rico que o ignorava. Ambos morreram, e seu destino foi oposto: Lázaro foi para o descanso (seio de Abraão, que não era o Céu onde passaremos a eternidade), e o rico para o seol (lugar de tormenta, ainda não era o inferno). Aliás, ao morrer Jesus esvaziou esses dois lugares: quem estava no seio de Abraão, foi para o Paraíso (por isso Jesus disse ao ladrão na cruz: Hoje mesmo estarás comigo no Paraíso”– Lc 23.43), e quem estava no seol foi para o hades. Quando o Senhor voltar, o julgamento dos mortos que estão no hades será consolidado (Ap 20.13), e eles serão lançados no inferno com o diabo e seus anjos (Ap 20.14). Onde você passará a eternidade?, pergunta R. R. Soares. A maneira como você responde a essa questão define como sua vida será conduzida e como você vai encarar a morte. E o dia de decidir é hoje, porque você não tem qualquer domínio sobre o amanhã.

Não é de agora que o homem se perde em devaneios sobre sua origem e destino. Ao dar ouvidos a equívocos como o evolucionismo de Darwin, o homem afeta a natureza, pois sua maneira desleixada de viver destrói os próprios recursos naturais. Ele evolui! Recentemente, houve uma amostra dessa combinação de ganância, desprezo pelo próximo e catástrofe: na cidade de Mariana, em Minas Gerais, uma cidade inteira foi soterrada como resultado de posturas irresponsáveis para com a vida e a natureza.

O ser humano não é um acaso, e sim um projeto de Deus, destinado a ter a vida eterna. Então o cristão não morre? Sim, ele morre fisicamente – embora alguns, como Enoque e Elias tenham sido tomados por Deus para não passar pela morte, por propósito dEle. A morte tem outro sentido para o cristão: seus olhos estão na vida eterna, e não no encerramento da vida passageira na Terra. O que você escolhe: ter medo da morte ou morrer com a certeza de vida eterna? R. R. Soares cita Michel Quoist: Para um cristão, não existe a morte, ou melhor, ela é um simples ponto de partida, e não um fim. Ele cita Agostinho, um dos mais notáveis eruditos do Cristianismo: A morte é para o justo um porto de salvação; mas aos olhos do culpado, assemelha-se a um naufrágio. E finaliza: A nossa passagem, graças a Deus, já foi paga na cruz por Cristo Jesus. Com respeito à eternidade, estamos sem dívida alguma.

Há tempos a humanidade faz esta pergunta: “Para onde iremos após a morte?” É uma questão atemporal: em 65 d.C., Sêneca, escritor e filósofo do império romano, disse que não havia nada depois da morte, e a escritora francesa Madame de Sévigne, em 1672, nutria um pavor pela morte que lhe dava asco pela vida. R. R. compara o vazio existencial de Graciliano Ramos, para quem tudo é morrer, com a firmeza de perspectiva do apóstolo Paulo: O tempo da minha partida está próximo. Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé (2 Tm 4.6-7). A diferença sobre a razão da vida se evidencia na forma como a morte é entendida! Quando olhadas mais de perto, religiões como o budismo, com sua proposta de negação da identidade e contemplação, ou o islamismo, com seu radicalismo expresso em atitudes insanas de morte coletiva, atentados e intolerância, são apenas lados da mesma moeda. Mas, sendo propostas religiosas, buscam meios de chegar a algum “paraíso”. Já o cristão que crê no Evangelho tem rumo certo: o Céu, cuja entrada é o Senhor Jesus – este é o lugar onde habita a justiça (Ap 21.1). É incrível alguém querer se perder, diante de tal promessa de Deus!

É triste ver a morte de indivíduos que não têm certeza de seu destino eterno. No entanto, findada a vida terrena, é preciso voltar a atenção para quem está vivo, pois o destino daqueles que partiram já foi selado. Se você faz visitas sociais e se omite de falar de Jesus aos amigos e parentes, corre o risco de sofrer com a seguinte pergunta: Quem sabe não se converteu no último instante? Não espere até o último instante, recomenda o Missionário. Aproveite o presente momento para ganhar os seus parentes para Cristo, pois o dia de amanhã não nos pertence. E acrescenta: Fale de Cristo para eles, pois a palavra de Deus não voltará vazia, enfatiza ele. Depois disso, não há como saber se as pessoas que já partiram estão ou não salvas – é um assunto cuja competência é divina e não deve nos inquietar.

 

Expectativa da ressurreição – A vida humana tem um desígnio – começar, ter um desenvolvimento e, então, findar. O cristão não fica olhando para trás, para o que passou, mas para o porvir, onde Jesus o espera. Nosso corpo é frágil, e nossa natureza, falha. Mas, como novas criaturas em Cristo, teremos um novo corpo na eternidade e estamos destinados à vitória, pois, quando somos fracos, somos fortes (2 Co 12.10). Estamos nesse corpo em uma fase incompleta, no entanto o que nos espera é a fase celestial de nossa existência. Estamos ressuscitados com Cristo! O cristianismo seria inexplicável se Jesus não tivesse ressuscitado. Mesmo no Antigo Testamento, já havia a expectativa da ressurreição. Aliás, a Bíblia relata casos de ressurreição – por isso, ao abordar esse assunto, o Messias não surpreendeu os judeus, pois o tema lhes era familiar. A filosofia ou qualquer outra forma de conhecimento não explica a ressurreição, pois ela pertence ao âmbito espiritual. Eu sou a ressurreição e a vida (…) (Jo 11.25), disse Jesus. Sendo Ele o Verbo de Deus (Jo 1.3), Sua Palavra sustenta todas as coisas com a força do Seu poder.

A ressurreição dEle é a base de nossa fé. É a partir dela que teremos acesso ao Céu, lugar de plenitude, onde louvaremos ao Senhor, cumprindo o propósito para o qual fomos criados. Você acha que Deus geraria toda essa dinâmica com o intuito de ter o homem de volta para Ele a fim de levá-lo a uma eternidade monótona? Ao contrário – a nossa chegada ao Céu será com festa e em plenitude. E, sim, reconheceremos os nossos queridos, afirma R. R., com base bíblica: Você há de contemplar a face de Cristo e, ainda, rever o semblante de todos os seus parentes e amigos que morreram em Cristo.

Esse desafiante livro aborda temas como o suicídio e a eutanásia. Você ficará surpreso ao saber que a maior ocorrência de suicídio se dá entre pessoas de vida abastada. No Brasil e no exterior, celebridades cometem suicídio. Presas ao remorso e à culpa, elas se suicidam e pecam contra a vida. Já a eutanásia (que significa boa morte) é antibíblica, pois a vida é um dom de Deus. Citando Hipócrates (médico na Grécia antiga), o Missionário denuncia toda forma de “destruição da vida”: exploração comercial de humanos, aborto, eutanásia e práticas semelhantes. Sim, eutanásia é pecado, pois é assassinato.

E o que dizer de “aparições” de mortos? Elas são manifestações satânicas, em todas as suas formas, e não cumprem propósito algum da parte de Deus. Os que acabam acreditando nessas práticas caem em estados doentios. O desconsolo daquele que perdeu um ente querido ou familiar o deixa vulnerável e propenso a esses enganos. Cabe ao cristão trazer a ele o alento de conhecer a Verdade: Jesus é Aquele que venceu a morte e garante àqueles que entregam sua vida a Ele que vencerão a morte como Ele a venceu. No Brasil, lendas de “almas penadas” e outras tolices são ensinadas às crianças em histórias toleradas como inocentes. Seja atento contra isso!

Para Deus, não há meio termo: a entrada no Céu se dá pela conversão genuína , seguindo-se o batismo nas águas, símbolo dessa regeneração. Aquele que entrega sua vida a Jesus deixa de ser escravo do pecado, e recebe o privilégio de ser feito filho de Deus, sendo, portanto, herdeiro do Reino. Jesus pagou o preço da Lei,  tornando-nos livres dela, bem como do medo, em todas as suas formas. É uma questão de tempo, e a realidade da eternidade se manifestará. Sendo assim, não cometa o erro de virar as costas à salvação oferecida na cruz.

O Príncipe da paz morreu para que você tivesse vida abundante (Jo 10.10). Determine hoje o seu destino – vida eterna. Apesar da dor natural que provoca, a morte é apenas um detalhe para quem conhece o Autor da vida. É um inimigo vencido. Da próxima vez que a pergunta for “Qual é o seu destino eterno?”, a resposta virá com plena convicção: “O Céu, lugar comprado pelo sangue de Jesus para mim!”.

 

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