Blog

Redes-e-adolescentes_banner

Mudando a ênfase do uso da tecnologia de individual para coletivo

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018 | 1660 acessos | Deixe seu comentário!

O tempo e as oportunidades de um relacionamento têm sido usurpados pelo consumo de mídia. De que modo os pais podem opor-se à influência dessa sobrecarga de opções da mídia e à maneira como ela reforça a falsa percepção de que os adolescentes são o centro do Universo?

A seguir, listamos algumas maneiras positivas pelas quais podemos mudar a ênfase do uso da tecnologia de individual para coletivo.

1. Compartilhar música, programas de televisão, filmes e jogos

Precisamos conhecer as preferências de nossos filhos e suas razões convidando-os a interagir conosco para que também conheçam nossos gostos. Podemos fazer o esforço de escutar, assistir aos filmes juntos e discutir a experiência.

 

2. Cultivar o interesse deles em assuntos ou problemas específicos

Podemos ajudá-los perguntando-lhes quais problemas estão interessados em resolver, a fi m de que entendam a relevância do conteúdo ensinado na igreja e escola. Para ampliar os interesses deles, devemos apresentá-los a mentores que realizam trabalhos importantes, pesquisar sites relevantes com eles e assistir aos vídeos on-line relacionados aos ensinamentos cristãos. Sempre que for possível, precisamos lembrá-los de que vivemos para fazer do mundo um lugar melhor usando nossos dons e talentos para agradar ao Criador.


3. Auxiliar na tomada de iniciativa em sua vida acadêmica

À medida que os adolescentes ficam mais velhos, precisam se preparar para o trabalho ou as experiências acadêmicas pós Ensino Médio. Os dias em que os professores “davam as mãos para eles” logo serão apenas uma recordação. Diferente da tecnologia, que se adapta para acomodar e agradar a cada consumidor, a vida adulta espera de nós que tenhamos iniciativa e decisões proativas. Então, em vez de os professores ou pais monitorarem a rotina do dever de casa, os jovens devem ser encorajados a ter disposição de organizar o seu tempo e suas tarefas para obter o sucesso acadêmico. Eles têm de assumir a responsabilidade de tornar realidade seus sonhos acadêmicos e profissionais.

Certa vez, uma família pediu que eu conversasse com o filho universitário cuja apatia acadêmica estava colocando em risco sua formação. Ele estava tendo dificuldades em encontrar a direção de seu futuro, não recebendo mais projetos e deveres de casa fáceis. No caso desse jovem, a tecnologia desempenhava um papel negativo e um positivo: a iniciativa desse menino foi danificada reforçando o seu sentimento de direito adquirido de ser orquestrado para ele, tornando a vida fácil. Por outro lado, esse jovem esteve conectado com a realidade e suas adversidades. Quando lhe perguntei quais problemas do mundo ele gostaria de resolver, ele iluminou-se de alegria e falou sem parar. A partir de então, ele ficou entusiasmado com o seu futuro. Por fim, sugeri-lhe que relacionasse o conteúdo do seu curso e de seus trabalhos acadêmicos a esses problemas oferecendo soluções quando possível. Também expliquei que esse dever era dele, não de seus professores. Aquele garoto nunca havia nem considerado  essa possibilidade. Ele encontrou grande motivação e teve um último ano de faculdade bem-sucedido.

 

4. Conhecer nossos filhos

À medida que conhecemos nossos filhos e afirmamos seus dons e talentos, eles terão menos necessidade de definir sua individualidade por meio de suas escolhas on-line. Há pouco tempo, perguntei a uma concluinte de Ensino Médio sobre como ela gostaria que seus professores a vissem. Sua resposta foi a seguinte: “Eu sou um indivíduo. Não sou como todos os outros”. Conforme Jill Savage e eu incluímos em No more perfect kids [Crianças perfeitas nunca mais], as crianças precisam ser tratadas como indivíduos. Essa é uma das maneiras pelas quais elas sabem que as conhecemos, o que estabelece um entendimento apropriado do seu valor, sem que precisem ter a atenção de todos por motivos superficiais. Precisamos conhecer nossos filhos. Eles podem agir como se não se importassem e resistir às suas tentativas de saber sobre o dia e a vida deles, mas não podemos desistir. Estejam presentes, observem e persistam, pois nossos adolescentes precisam de ajuda para crescer e desenvolver sua identidade.

* Trecho do livro Redes e adolescentes, de Dra. Kathy Koch

1 Star2 Stars3 Stars4 Stars5 Stars (0) (média: 0,00 de 5)
Loading...Loading...

Deixe seu Comentário

Seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios são marcados *

Receba as novidades da Graça Editorial diretamente no seu e-mail.

Você poderá participar de sorteios de brindes e vales descontos.

Nome completo
E-mail *
×