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Mulher sem limites

quinta-feira, 26 de julho de 2018 | 256 acessos | Deixe seu comentário!

Dados da indústria cosmética mostram que nunca houve tanto lucro na venda de produtos de beleza feminina. Já a indústria da moda alardeia números surpreendentes do maior consumo de peças femininas dos últimos tempos. Mercados apontam a ascensão da mulher a posições no mundo corporativo. Em resposta a uma trajetória histórica de opressão e subjugo, a mulher contemporânea é aplaudida quando sua sensualidade é reconhecida, quando seus parâmetros de vida “quebram tabus”. Pressionada por um contexto social agressivo, a mulher cristã, por sua vez, fica diante de angústias enganosas. Devo me vestir de maneira chamativa? Devo me comportar vulgarmente para não destoar das mulheres que são elogiadas na mídia? Devo seduzir as pessoas para obter sua atenção? Devo ser “mão de ferro” no trabalho, para ser respeitada, ou ser tolerante com erros para não parecer agressiva demais? Daisy Osborn responde objetivamente em Mulher sem limites: a mulher cristã, cujo parâmetro de vida está descrito em Provérbios 31, deve fazer algo que não tem nada a ver com essas perguntas: ela precisa olhar para si mesma como o Soberano a olha, e não como o mundo lhe diz para se ver. Você conhece os seus limites? Está pronta para ampliar seu potencial segundo o coração de Deus? Enganosa é a graça, e vaidade, a formosura, mas a mulher que teme ao SENHOR, essa será louvada (Pv 31.30).

Em primeiro lugar, posicione-se. Nem acima nem abaixo do propósito de Deus. Quem disse que o anonimato é o lugar da mulher cristã? T.L. Osborn, marido da autora, faz a apresentação do livro e fala sobre isso: Não vejo provas, no plano divino da redenção, no sentido de a mulher ser mais limitada que o homem no ministério de Cristo. Não vejo evidências bíblicas de que a mulher tenha menos valor para Deus no ministério público do que um homem, nem que a mulher deva ser mais limitada ou refreada do que o homem na obra de compartilhar o Evangelho com a humanidade sofredora. O inimigo, desde o princípio, quer conduzir as mulheres a uma rebelião contra valores, contra o lar, contra a doutrina eclesiástica, e até contra a natureza feminina. A mulher vive o peso de assumir mais papéis, subjugada por tiranias vindas de todos os lados. Mas o homem cristão não “subjuga” sua esposa, e não age assim com nenhuma outra mulher à sua volta. Ele vê a mulher como um projeto de Deus preparado para abençoar o Reino, vê nela um complemento, um apoio, uma parceira. Ao contribuir para a mulher avançar, o homem está colaborando para a própria vida ser plena. Encorajei Daisy a escrever este livro. Encorajo toda mulher a lê-lo e a descobrir sua posição de igualdade, sua identidade e seu destino no plano divino da redenção da humanidade. E encorajo todo homem a lê-lo pela mesma razão, diz T.L. Osborn . Homens cristãos que mantêm as mulheres longe do aprendizado profundo da Palavra estão contribuindo para elas ficarem suscetíveis a ensinos tortuosos e expostas a incertezas sobre a postura que devem ter como embaixatrizes do Reino.

Aqui está o ponto de partida da estratégia do inimigo para enfraquecer lares e igrejas: desestruturar a mulher, pois sendo a mulher sábia, é ela quem edifica a sua casa, em lugar de derrubá-la com suas atitudes (Pv 14.1). Lideranças e igrejas que fecham os olhos para o fato de as mulheres terem atingido emancipação econômica, acadêmica, política e jurídica estão sob uma interpretação incorreta de 1 Co 14.34,35 e 1 Tm 2.11,12. Não são textos que amordaçam a mulher, e sim o apóstolo Paulo corrigindo, por meio deles, um problema local. Há denominações que se valem dessas passagens para oprimir as mulheres, ignorando o ensinamento de Paulo aos gálatas: Nisto não há judeu nem grego; não há servo nem livre; não há macho nem fêmea; porque todos vós sois um em Cristo Jesus (Gl 3.28). Agindo assim, tais líderes caminham na contramão da vontade do Eterno, pois no Corpo de Cristo não há diferença entre homens e mulheres no exercício dos ministérios. É uma liberdade comprada na cruz do Calvário. Enquanto o mundo discursa sobre uma “liberdade feminina” obtida a partir de comportamentos indevidos, Deus chama a mulher para ser embaixatriz do Reino. Daisy testemunha que é parceira intelectual e ministerial de seu esposo. Ser uma mulher sem limites não significa “não ter regras”, mas ter um valor inestimável. Isso nos faz pensar em um diamante! Portanto, a mulher cristã não deve permitir que nada reduza o que lhe foi confiado por Deus. Pessoa alguma criada à imagem de Deus precisa respeitar ditames ou pronunciamentos arcaicos feitos em nome de Deus, da igreja ou da tradição, por alguém que se imagina superior às mulheres ao relegá-las a uma condição subordinada na vida .

 

Plenitude divina – A visão saudável de si mesma é o primeiro passo para usufruir a plenitude divina. Não permita que sua grandeza interior seja definida por outra pessoa, pela sociedade ou pelo grupo que você frequenta. Há quem carregue uma amargura profunda resultante de dores antigas e não curadas adequadamente, e assole outras pessoas usando palavras negativas. No entanto, Deus não criou a mulher para a inferioridade, observa Daisy. Mulher alguma foi destinada por Deus para a prostituição ou a infidelidade, para a negligência ou a vergonha, para a enfermidade ou o sofrimento, para ser destruidora ou improdutiva, ressalta ela.

A mulher é herdeira, não escrava. Quem a trata com menos honra colherá o fruto de sua imprudência da parte do próprio Deus – o homem cristão comprometido com Ele terá cuidado em não agir assim. Deus tinha em mente, desde o princípio, honrar a mulher e o homem . Se a mulher rejeita esse projeto, torna-se vítima de preconceitos e intolerâncias que existem até mesmo nos púlpitos.

Caso a sua vida seja infrutífera, reveja quem é sua liderança eclesiástica, pois a liderança legítima verá em você uma mulher cooperadora e representante diante deste mundo, e reconhecerá em você o propósito de Deus. Citando Mark Twain, Daisy frisa: Mantenha-se longe das pessoas que procuram desfazer as ambições que você tem. Pessoas mesquinhas sempre fazem assim. As pessoas grandiosas deixam-na sentindo que você também poderá vir a ser grandioso. E, se você é uma mulher ferida por dentro, porém quer servir ao Senhor com inteireza de coração, e quer ser uma mulher sem limites, saiba que o perdão é o seu primeiro passo. Perdão não é um sentimento, é uma ordem divina, e consiste em aceitar que Jesus veio para fazer novas todas as coisas. Quem não entende o perdão vive o “velho homem”: preso à raiva, dor, tristeza, angústia. Saiba que Deus lançou o seu castigo em Jesus (Is 53)! Então, saia da limitação do engano e declare-se sem culpa (Rm 5.9) – essa é a liberdade que vem do perdão.

 

Cumprimento das promessas – Talvez você ache que “faz muito” para o Altíssimo, entretanto Daisy Osborn alerta que a frequência na igreja, a benevolência, a penitência, as orações, os jejuns, as confissões, a abstenção dos prazeres e dos maus hábitos, a abnegação, romarias e até mesmo a laceração e fustigação do próprio corpo, na busca insaciável da satisfação espiritual não levam você a um patamar espiritual superior – é a santificação que faz isso. Deus quer você livre – inclusive do egoísmo que a retrai, do preconceito que a cega, da indiferença que a isola, da inveja que a corrói, da cobiça que a consome . Não importa sua idade – quando experimentar essa liberdade, terá a plenitude a qual Deus lhe preparou. Outro ponto a observar: santidade não é “tradição”. A mulher sem limites avança segura de que está agradando a Deus, pois compreende que não foi chamada para permanecer encurvada sob o peso da inferioridade que alguns querem estabelecer na igreja.

Este não é um texto feminista, que apregoa rompimentos, rebelião, aventuras. Ao contrário, ele pretende levar à seguinte reflexão: você é prisioneira de religiosidades? Deus quer que você seja tocada por Jesus e ouça o mesmo que Ele disse à mulher com o fluxo de sangue: Mulher, estás livre da tua enfermidade (Lc 13.12). Seja livre, avance no Reino e colherá frutos abundantes de bênçãos divinas – e essas bênçãos incluem as finanças. Deus tem um propósito para conduzir a mulher cristã à liberdade financeira. O que você faz com ele [seu dinheiro] é o que você faz com a sua vida, afirma Daisy, citando um princípio que aprendeu com Billy Graham. Considere o dinheiro do ponto de vista de Deus. O dinheiro é uma ferramenta de estabelecimento do Reino, e a mulher cristã é o agente que a utiliza. Você nasceu para a excelência, não para a subserviência. Sim, você tem um propósito, e seria trágico jamais vivenciá-lo. Para demonstrar que não há idade para acontecer o cumprimento das promessas de Deus, Daisy cita o exemplo de alguém que, aos 96 anos, fazia visitas de encorajamento. Não se deixe enganar pelos fariseus modernos, que tentam limitar o que Deus deu a você. Recalcule seu valor à luz da Palavra. Enquanto religiões, como o islamismo, reprimem a capacidade da mulher, relegando-as à subserviência, o propósito do Senhor para você é a vida abundante (Jo 10.10).

Daisy conta como foi parceira de seu marido ao longo de todo o chamado apostólico dele, avançando em missões, abrindo institutos, trocando conhecimentos – tudo em escala mundial. Meu marido e eu formamos uma equipe, ela descreve. Repartimos todos os aspectos de nosso ministério. Somos cooperadores. Precisamos um do outro e temos consciência disso. Realizamos um ao outro. Estamos apaixonados. Compartilhamos mutuamente a nossa vida. De igual modo, Deus quer fazer de sua história um testemunho vivo para todos e, para isso, confiou-lhe dons e talentos. Seja uma seguidora de Jesus e cumpra o propósito dEle.

Toda mulher foi chamada a anunciar o Evangelho. Nem sempre com um microfone em punho ou de modo convencional. O Espírito Santo capacita você para cumprir o seu chamado, porém é sua a tarefa de se aperfeiçoar na Palavra . Maria Madalena foi um exemplo da liberdade que o Pai tem para todo aquele que crê: de prostituta, ela se tornou alguém firme em sua obediência a Deus . O Todo-Poderoso nos liberta para servir-Lhe plenamente, e chegou a sua vez de vivenciar esse propósito! Se alguém tenta limitá-la nisso, está se opondo ao trabalho do próprio Cristo  e resistindo ao Espírito Santo . Você nasceu para ser uma mulher sem limites, para a glória de Deus!

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