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No altar da idolatria sexual

sexta-feira, 15 de março de 2019 | 269 acessos | Deixe seu comentário!

Impressiona como, nas últimas décadas, o apelo sexual assumiu proporções gigantescas na sociedade. É absurdo o aumento do número de atrocidades: violação à mulher, perversão de crianças e barbaridades como a pedofilia. Será que aconteceu algo novo que deu início a esse quadro tenebroso? Ou será que uma situação estava sendo tolerada há tempos e agora chegou a um patamar inaceitável, de pessoas que se tornaram idólatras do sexo?

“Sexo é pecado?” “Se sexo é pecado, por que Deus criou o desejo no ser humano?” “Por que não posso viver experiências sexuais fora do casamento, sem que isso gere cicatrizes?” “Qual é o problema de brincar um pouco com isso?” São questões que demonstram a forma primária como o assunto é conduzido. Mas ele precisa ser abordado claramente, em especial pela Igreja.

No altar da idolatria sexual é um livro que aborda essas incertezas: A confusão e a perversão surgem quando as pessoas se desviam dos propósitos para os quais Deus ordenou, diz o Pr. Steve Gallagher. Sim, há cristãos idólatras, e seu deus oculto é o sexo. Já seria trágico se parasse aí, no entanto esse ídolo faz do idólatra o próprio objeto de seu sacrifício: nesse altar, sua percepção, seu equilíbrio, sua paz, alegria, visão, esperança e seus valores fundamentais, tudo será soterrado. Em outras palavras, a vida e a morte estão em jogo quando se trata desse tema, exposto com franqueza pelo Pr. Steve. Finalmente, quando o ato pecaminoso foi cometido, ele traz a morte: a morte do autorrespeito e dos sentimentos.

Como todo dependente, o idólatra rendido ao sexo não se liberta facilmente. Ele não tem forças para abrir as cadeias que o prendem! E, quando decide sair dessa prisão, o processo é longo até que a normalidade se restabeleça. Ele é acorrentado e arrastado, todos os dias, por vendavais de desespero, emoções incontidas, vazios impreenchíveis, solidão, angústia, medo, ansiedade. Entretanto, o espantoso é ele achar que essas sensações são comuns e nada está acontecendo, obviamente iludido por seu deus. O viciado sexual não percebe o efeito negativo que ela [idolatria] tem sobre sua vida, observa o Pr. Steve . Não é de admirar, portanto, que mais patologias tenham se estabelecido na sociedade, pois o pecado prevalece onde os valores bíblicos são ignorados. O fim é a doença e morte – às vezes – literal.

Morte silenciosa – A degradação de quem se rende à idolatria sexual não acontece da noite para o dia. Por ser processual e sorrateira, ocorre em espiral, e a pessoa não nota que está decaindo. Há uma morte silenciosa dos valores que trazem brilho e nitidez à vida: o sujeito deixa de lado a gratidão a Deus e a vontade de adorá-Lo, fica sem o referencial, não possui mais motivações, perde-se em si mesmo. A pessoa pode querer enganar-se, pensando que só irá cruzar a área onde a “ação” está e não vai fazer coisa alguma, mas quase sempre faz .

Em meio a tantas perdas, a obscuridade ocupa a mente e as emoções dessa pessoa que agora é escrava de si mesma, e surgem as primeiras “desculpas esfarrapadas”, os chamados subterfúgios: “Todo mundo faz isso! Eu também sou gente!”. O resultado será um vazio crescente, pois um abismo chama outro abismo (Sl 42.7). Para interromper esse processo mortal, uma nova atitude precisa surgir: a santificação. Santidade é permanecer na Palavra e seguir seus preceitos. É ser lavado pelo Espírito Santo – Ele é a Água, e a Bíblia é seu agente purificador: Como purificará o jovem o seu caminho? Observando-o conforme a tua palavra (Sl 119.9).

Quando o homem escolhe a degradação, o Senhor o “entrega” às suas próprias paixões. Não é que Deus esteja morto ou alheio ao que se passa. Trata-se de um princípio – a pessoa desejou e buscou aquilo, e o Altíssimo a entrega ao que ela deseja (Rm 1.26). No texto bíblico original, a palavra “entrega” é paradidomai , que significa abandonar o outro para que enfrente seu inimigo sozinho. É o mesmo termo usado para definir o que Judas fez com Jesus.  Ao escolher o altar da idolatria sexual, o indivíduo fica cativo da iniquidade (estado pleno da falta de retidão) e começa a procurar outros que tenham a mesma atitude , tentando estancar sua solidão. É apavorante! Contudo, a descida rumo à autodestruição está apenas começando.

O altar da idolatria sexual é cheio de fugas, desprezo pela verdade, iniquidade, inversão de valores. É o retrato da sociedade contemporânea!

Na prática, é assim: o pedófilo se justifica dizendo que a criança tem suas vontades, e ele a está apenas ajudando; o homossexual se convence de que nasceu assim; os que se entregam a orgias nas “baladas” dizem que não podem viver só para trabalhar, precisam se divertir; o errado é chamado de certo, e o certo é considerado “ultrapassado”. O que está acontecendo, afinal? Nada de surpreendente: apenas aquele que foi rendido pelo pecado se tornou escravo dele (Jo 8.34). Esse ser escolheu o altar em que queria sacrificar sua vida, mesmo sem se dar conta disso, e será destruído pela lascívia que o dominará, pois ele é insaciável. O aprisionamento é uma questão de tempo: Quanto ao ímpio, as suas iniquidades o prenderão, e, com as cordas do seu pecado, será detido (Pv 5.22).

Escravidão – A escravidão causada pela idolatria sexual começou no Éden  quando a rebeldia à ordem do Criador contaminou toda a espécie humana. O desobediente se torna vulnerável ao pecado, despreza limites e é devorado por sua própria devassidão.

A rebeldia, aliás, é a raiz dos hábitos voluptuosos, pois ilude seu praticante em acreditar que, ao experimentar o que lhe foi “proibido”, alcançará alguma felicidade extra e única! Mas sua obsessão, que começa nesse trauma sexual, faz dele vítima. Ele se torna descontrolado, e seus valores apodrecem até se tornarem fétidos. Seu desprezo por limites, porém, começou muito antes, nas pequenas coisas.

A porta de entrada para chegar ao altar da idolatria sexual é aberta por gatilhos , e um deles é o ego. Ele pode ser inflado e narcisista ou opressor e manipulador, no entanto sua distorção provoca desastres: tudo tem início sorrateiramente, e então passa a dominar o caráter. O Pr. Steve revela a solução para essa deformação: Quanto menos existir de mim, mais espaço haverá para a personalidade de Jesus brilhar. Quando aprendemos a morrer para o ego, tornamo-nos cada vez mais como Cristo .

Outro gatilho é a autorrecompensa. Para justificar seus deslizes, o escravo dessa ação se esquiva: “Estou trabalhando tanto! Por que não me divertir um pouco?”. A essa altura, sua mentalidade já está inteiramente prejudicada. Em nome de um prazer desenfreado , ele acaba de se deitar no altar da idolatria sexual. Depois disso, não espere que sua visão passe do próprio umbigo. É um ciclo mortal.

Mais um gatilho: no vício por variedade,  o compulsivo sente uma sede que ninguém consegue saciar, nem ele próprio. Precisa de novos prazeres, pois nada o deixa plenamente feliz. De onde vem tal anseio? Da escravidão que o altar da imoralidade promove aos que ali se deitam, movidos pela distorção do pecado. Ali, as trevas o encobrirão.

O Mestre alertou: Se, portanto, a luz que em ti há são trevas, quão grandes serão tais trevas!  (Mt 6.23). Aquele que compactua com o mal será escravo da obscuridade que ele promove, e só confessando essa transgressão e a deixando, alinhando-se às Escrituras, há esperança de cura. Existe uma saída, observa o Pr. Steve: Admitir sua natureza pecadora tira o homem das trevas e o traz para a luz . Caso contrário, a metástase é certa, tudo será destruído: sonhos, posicionamentos, dignidade, capacidade, verdade.

Todo aquele que incorre em idolatria sexual se torna escravo de sua ilusão, até sua realidade ficar insuportável. Quanto mais dor o homem tiver de enfrentar por causa de seu pecado, mais desejará escapar da realidade, refugiando-se em seu pequeno mundo secreto, alerta o Pr. Gallagher . O viciado sexual não percebe o efeito negativo que as fantasias e imaginações têm sobre sua vida , diz ele.

Parte das consequências desastrosas é a degradação mental, incluindo as cadeias intelectuais e a falsa santidade. A alma adoecida se perde em perversidade, iniquidade, desvario, narcisismo – e o mais drástico: tudo lhe parece coerente, normal, plausível. A pessoa tem a visão turvada pela miopia de que “todos fazem, é comum hoje em dia”.

Para sair desse cativeiro, é preciso tomar a decisão de perseverar diariamente em vencer a si mesmo. Deus dá o escape no mesmo instante em que acontece a tentação (1 Co 10.13), então é possível vencer. E Paulo complementa que é necessário ter foco, desvencilhar-se do passado e olhar para o alvo (Fp 3.13,14). Ter um tempo de oração todo dia é essencial para a vida de um cristão. A oração conduz ao poder transformador do Espírito Santo. Da mesma maneira que Deus fala conosco por meio de Sua Palavra, falamos com Ele por meio da oração, orienta o Pr. Steve Gallagher.

Desafio diário – O dependente sexual não pode perder tempo procurando culpados pelo seu estado. Deve, sim, assumir o presente, determinado a reconstruir-se por dentro, alinhando seu procedimento à Bíblia e transformando sua mente e seus conceitos (Rm 12.1,2). A pessoa que caminha em vitória é aquela que aprendeu a “negar-se a si mesma”. Isso deve tornar-se um estilo de vida, destaca Gallagher .

Não é “mentalizar” a vitória, e sim apropriar-se da conquista na cruz! O desafio é destronar a própria presunção e abandonar a culpa e ansiedade. Será um desafio diário, ao qual será acrescido outro: lidar com as acusações externas – e elas virão. Devemos despojar-nos da mentalidade do mundo e substituí-la pela mente de Cristo , diz o Pr. Steve.

O compulsivo pode estar tão embrenhado em sua prisão sexual que se pergunta se realmente quer mudar. Há quem pense que as coisas “não estão tão ruins assim”, e isso acontece porque sua percepção de si mesmo e da realidade também adoece. A confusão mental e a indecisão são parte das consequências dessa prisão. Além disso, o indivíduo é suscetível a influências, amarrado a hábitos que se combinam para formar uma barreira. A vitória, porém, começa com uma decisão: superar essa barreira – e arrepender-se é o primeiro passo. O arrependimento descreve a transformação de uma pessoa de ser a que faz a própria vontade (carnal) para a que faça a vontade de seu Pai.

Em tempos como esse em que estamos, contaminado pelo Humanismo e o Materialismo, parece abstrato falar em santidade, revestimento da Palavra (Ef 6), consagração, andar segundo o Espírito Santo (Gl 5), firmar os pés na casa de Deus. Mas não há nada de abstrato nisso, o que há é uma transição: passar de comportamentos que conduzem à morte para uma prática de novos modos segundo a direção do Todo-Poderoso. O resultado é a plenitude de vida.

A saída está em “mudar de altar”: sair do altar da idolatria sexual e ir para o do quebrantamento e perseverança em Deus. Troca-se o reinado da vontade própria pelo exercício da confiança no Senhor. A solução está em persistir nessa decisão. Não é mágica, não é algo instantâneo, não é milagre. Essa libertação é um processo árduo e decisivo, entretanto é possível, e todos os esforços devem ser empreendidos para esse fim: memória (textos bíblicos), contextualização (alinhamento à Bíblia), decisões (oração), práticas (novos paradigmas segundo o coração de Deus).

Nesse processo, o verdadeiro ser humano idealizado pelo Pai celeste vai se estabelecendo. O Pr. Steve Gallagher observa: O arrependimento verdadeiro, então, é muito mais do que se alinhar com a religião cristã. A palavra grega que traduzimos como arrependimento é metanoia. É a junção das palavras meta (depois de; seguindo) e noieo (pensar). Metanoia significa reconsiderar ou experimentar uma mudança na linha de pensamento .

Sim, o ser humano é alvo da graça divina em Sua plenitude, e graça não é sinônimo de aceitar tudo por amor, ser tolerante com o tortuoso, passivo diante da iniquidade. Ao contrário, ela traz mais responsabilidade porque a pessoa escolhe ou não a vida. Deus garante a liberdade para Seus filhos, mas é responsabilidade deles atender às condições, alerta o Pr. Steve Gallagher .

Jesus veio para trazer vida abundante. Isso inclui a verdadeira experiência de amar e ser amado, andar em alegria e liberdade. Não é utopia, é o resultado de uma existência colocada sobre o altar de Deus, liberta do altar da idolatria sexual.

 

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