imgpsh_fullsize (1)

O caminho para a vitória

quinta-feira, 1 de março de 2018 | 294 acessos | Deixe seu comentário!

A Igreja contemporânea parece confundir andar no Espírito com alguma experiência mística relacionada a manifestações de dons de curas, milagres, línguas espirituais. A Igreja alardeia que quer ser cheia do Espírito Santo, contudo a tradução prática do que busca é poder, notoriedade, reconhecimento. Ela reivindica seus direitos sociais, não admite ser afrontada, revida com furor, política e socialmente. A mansidão (outro “gomo” do fruto) fica de fora em situações de pressão.
O resultado desse equívoco catastrófico não poderia ser diferente: fracasso cotidiano no exercício de sua função como Igreja, que é ser cheia do Espírito Santo, capaz de transformar seu tempo não por força e capacidade, e sim pelo amor que flui nela e por meio dela. Mas como vivenciar isso sem ao menos saber o que é esse amor, pois o conceito adotado está contaminado pelas diretrizes humanas, alheias à natureza de Deus?
O Rev. Hagin propõe uma pergunta simples que pode ser uma boa métrica na hora de escolher andar ou não em amor: como o amor de Deus agiria nesta situação? A submissão ao amor divino é a chave da vitória do cristão. Sem ela, suas vãs tentativas de viver em amor por esforços próprios resultarão em frustração. Deus é amor – Ele é a Videira –, e, sem que o cristão seja um ramo dessa árvore, não há como brotar nele o fruto do Espírito. A derrota será iminente!
Ao contrário disso, trilhar o caminho do amor ágape fará do cristão um vitorioso, uma vez que não há derrotas para Deus! Na verdade, a submissão da vontade pessoal à dEle é a pavimentação da estrada rumo ao sucesso. É um amadurecimento ao longo do tempo, até que o exterior (carnal) esteja dominado pelo interior (espiritual).
O Rev. Hagin discorre sobre as Alianças que Deus firmou com o homem: a Antiga (Lei) e a Nova (graça), demonstrando o novo vínculo estabelecido por Jesus: Novo mandamento vos dou: Que vos ameis uns aos outros; como eu vos amei a vós, que também vós uns aos outros vos ameis (Jo 13.34). Ele demonstra que, ao andar em amor, o cristão está cumprindo sua parte no Pacto estabelecido por Deus, e o Espírito Santo o conduz nesse cumprimento, pois é dEle que brota o fruto.
Cumprida essa parte, não há dívida para o servo do Senhor, exceto a de amor que ele tem para com todos: A ninguém devais coisa alguma, a não ser o amor com que vos ameis uns aos outros; porque quem ama aos outros cumpriu a lei (Rm 13.8). Antes, a submissão era uma ordem a ser obedecida para satisfazer a Lei; agora é um prazer andar segundo o coração de Deus para agradar-Lhe.
Ao abrir mão de seus desejos a fim de submetê-los ao amor divino, o cristão não tem luta alguma – sua vontade já está subjugada, e ele é livre para percorrer, em amor, o caminho para a vitória!
A santificação é esse abdicar em prol da plenitude do amor do Pai, e viver em amor é renunciar a si mesmo em todas as esferas, como é o caso do perdão: impossível exercê-lo sem o domínio do amor de Deus. Nesse coração sensibilizado pela renúncia, o Criador viabiliza a compaixão – qualidade que intriga os aprisionados à inclemência, por não darem espaço ao amor ágape em sua vida. A falta desse sentimento torna os implacáveis pessoas inseguras, inquietas, perdidas emocionalmente.
Andar em amor tem como consequência a prática do perdão. Perdoar a si mesmo e aos outros é um aprendizado edificante. O apóstolo Paulo o vivenciou: Esquecendo-me das coisas que atrás ficam e avançando para as que estão diante de mim (Fl 3.13). Há abundância de bênçãos nesse caminhar!
Não perdoar causa danos profundos, resultando até em doenças físicas, e a cura está exatamente em liberar o perdão. Pode até ser que o enfermo tenha acumulado atitudes vinculadas ao pecado espiritual – inclemência, omissão, maledicência, animosidade etc. Dessa forma, precisará arrepender-se e alinhar-se à Palavra para ser curado.
No Corpo de Cristo, todo relacionamento passa por esse processo para sanar distorções em diversas áreas, tais como: disciplina, família, crises conjugais, vida cristã, oração eficaz. A fé eficiente é fundamentada no amor que vem do Alto – por isso, não perdoar danifica a eficiência da fé.
Para ter essa fé, o cristão que deseja a vitória constante precisa deixar-se conduzir em amor pelo Espírito Santo: A fé […] opera pelo amor (Gl 5.6). O filho de Deus tem o amor divino em seu interior, mas, assim como a Bíblia não agirá se for deixada fechada à cabeceira da cama, a falta de submissão ao amor do Pai resulta em fracasso.
O Rev. Kenneth Hagin destaca a importância de o cristão ser maduro em amor, conforme o Senhor Jesus convida o cristão a ser maduro em amor assim como Ele (Mt 5.48), e fazer até mesmo dos inimigos alvos desse amor, ao lhes fazer o bem em resposta ao mal, bendizê-los e orar por eles. Nada disso será um sacrifício para aquele em cujo espírito opera o amor ágape, porque ele sabe que andar em amor o conduz em triunfo diariamente.

Por Etiene Arruda

*Trecho do livro Amor – O caminho para a vitória de Kenneth E. Hagin”

1 Star2 Stars3 Stars4 Stars5 Stars (0) (média: 0,00 de 5)
Loading...Loading...

Deixe seu Comentário

Seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios são marcados *