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O medalhão perdido

quinta-feira, 27 de setembro de 2018 | 118 acessos | Deixe seu comentário!

Se você assistiu aos filmes Prova de fogo, Corajosos ou Desafiando gigantes, o nome Alex Kendrick não lhe soará estranho: ele atua nessas produções e as dirige. O medalhão perdido, livro escrito por Kendrick em parceria com Bill Muir, apresenta uma reflexão cheia de aventuras e descobertas. Nas últimas décadas, em que vemos a subjetividade se tornando um tesouro, a narrativa destaca uma verdade capaz de impactar crianças e adultos: Deus atribui um valor inestimável a cada um de nós (p. 9).

A aventura se passa na ilha de Aumakua, no meio do oceano Pacífico. Tudo começa em 1819 (p. 13). O rei Kieli protege seu povo de ataques inimigos usando um medalhão que ganhou do grande Rei. No centro desse objeto, há uma pedra magnífica, de valor inestimável, feita com o sacrifício da coroa de Kieli (p. 14). Por essa razão, a desolação é geral quando dois amigos, Anui e Huko, brincam com o medalhão, e Huko perde a pedra. Ao tomar conhecimento disso, o monarca da ilha convoca os habitantes do lugar para procurá-la, pois, sem ela, estariam desprotegidos – a pedra colocada no centro do medalhão era a fonte de seu poder.

Na ilha vizinha, o tirano Cobra, cuja cabeça é lisa e raspada como a de uma víbora (p. 25), fica sabendo do ocorrido por intermédio de um espião e, imediatamente, ordena: Ataquem! E, desta vez, não me decepcionem (p. 27). No confronto, o corajoso rei Kieli pega o medalhão, mesmo incompleto, e se posiciona em resistência a Cobra. Sua simples presença faz a batalha cessar (p. 28). Contudo, o ardiloso tirano arranca o medalhão de suas mãos, e só não acaba com o rei porque o fiel guerreiro Faleaka salta sobre o inimigo. Assim, Kieli recupera o medalhão, escapa e o esconde atrás de uma rocha que, estranhamente, tinha a forma de um homem (p. 29). O monarca, então, ora ao grande Rei para que proteja o medalhão e o enterra. É seu último ato, porque, em seguida, Cobra o mata (p. 30). Você acha que a história acabou? Ela está apenas começando!

Aventura favorita – De 1819, saltamos no tempo para os dias atuais, na mesma ilha Aumakua. O jovem Billy Stone, de 13 anos, está vestido para uma escavação, sua aventura favorita. Filho do arqueólogo Michael Stone, o garoto está sempre se esquivando entre os amigos do pai. Mas, desta vez, o Dr. Stone o vê e lhe ordena que volte para casa. O pai do rapaz está engajado em uma busca que pode salvá-lo do descrédito em que caiu tempos antes, por jamais ter encontrado o histórico medalhão real perdido (p. 35).

No caminho para casa, Billy vê Makala e Kalani, capangas do perverso Cobb, o mais poderoso da ilha (p. 36). Eles estão confiscando as terras de seu pai. Billy é maltratado por eles, porém continua em seu rumo e se depara com Allie, sua melhor amiga (p. 41), uma inteligente adolescente órfã. Os dois conversam sobre a linhagem dos lendários reis Kieli e Huko (p. 42), e Billy comenta como seria fantástico achar o medalhão, algo que seu pai tanto buscava. Encontrá-lo era o desejo de sua mãe, que, por sinal, descendia do rei Kieli. Ela morreu sem realizar esse sonho. Billy conta a Allie que seu pai descobriu a bengala do guerreiro Faleaka (p. 43), e isso poderia levá-los ao medalhão. Distraídos, eles não percebem que os comparsas de Cobb os espionam, tampouco que os seguem (p. 44).

Billy deixa Allie no orfanato em que ela vive e vai para casa, decidido a começar sua busca. No entanto, ao contar sua ideia ao pai, eles discutem. Magoado, Billy resolve ir embora (p. 51). Enquanto arruma suas coisas, ele se recorda da mãe, Kale, e segura a pedra que ela lhe deu antes de morrer, vitimada por um câncer – desde então, o comportamento de seu pai mudou (p. 52). Billy pensa nos bons momentos de escavação em família, quando, juntos, localizaram o facão que pertenceu ao lendário Faleaka. O menino não imagina estar com a pedra desaparecida nas mãos! Se colocada no medalhão, seu poder será ativado. A lenda diz que, um dia, o rei legítimo regressará à ilha com o medalhão e libertará o povo (p. 53). Assim como nosso grande Rei retornará um dia e nos libertará deste mundo, contou sua mãe, antes de dar o último suspiro (p. 54). Enquanto pensa em tudo isso, Allie chega para visitá-lo, trazendo um diário bem gasto, escrito por Mohea, uma habitante antiga da ilha, e os dois começam a lê-lo. Segundo a narrativa de Mohea, um terremoto havia deslocado a geografia do lugar – então, eles concluem que o medalhão só poderia estar na outra margem do rio e decidem iniciar a busca dele (p. 70).

No entanto, os espiões de Cobb ouvem o diálogo dos amigos e os perseguem. Na fuga, Billy e Allie se escondem entre as raízes de uma figueira gigante próxima a uma pedra estranha com o formato de homem (p. 76). É nesse local que, subitamente, o detector de metais de Billy dispara. Ao cavar, uma surpresa o aguarda: o medalhão perdido! Encontramos!, ele comemora (p. 77), e corre para contar ao pai. Infelizmente, Cobb captura o Dr. Stone e exige o medalhão para soltá-lo, caso contrário o matará com seu veneno sob as unhas afiadas. Sem conhecer o poder do medalhão, Billy deseja, em voz alta, que nada disso tivesse acontecido. Imediatamente, a pedra assume um intenso azul, unindo-se ao medalhão, e, em um fecho de luz, os dois amigos são transportados para o ano de 1827, oito anos depois da morte do rei Kieli (p. 85).

Medalhão de volta – Entusiasmado por ter viajado no tempo, Billy decide ficar ali, essa não é a vontade de Allie, que preferiria voltar para sua época. Eles conhecem o jovem rei Huko e seu amigo Anui. Rapidamente, Billy é aclamado novo rei, o que gera embates com Huko (p. 90). Billy fica frente a frente com Mohea (p. 96), cujo diário havia lido. Mas Cobra é avisado da presença deles e, enfurecido, ordena a invasão imediata de Aumakua (p. 99). No entanto, ele não quer matar o povo, e sim escravizá-lo (p. 103). Cobra toma o medalhão com a pedra, deixando todos aterrorizados. Entretanto, em um movimento rápido, Huko retoma o medalhão e ordena a expulsão de Cobra, porém nada acontece (p. 105). O tirano se apossa da relíquia de novo, tenta usá-la, mas ela não funciona (p. 109). Será que o medalhão perdeu o poder?

Em meio ao confronto, Billy e seus amigos escapam, deparando-se com Faleaka, o único que poderia ajudá-los (p. 115). Usando a estranha estratégia do abacaxi (p. 135), o sábio senhor os ensina a buscar o segredo do medalhão, uma revelação que vai muito além do que pensam. Na sabedoria, está a resposta que conduz à vitória! Eles aprendem valiosas lições: cada um de nós é importante; nunca devemos desistir; tudo tem um propósito e um plano (p. 143). A lição mais importante, porém, eles só compreenderão mais tarde! Agora, eles não são mais desconhecidos um para o outro, e sim uma equipe (p. 154). Alguns aprendizados acontecem durante a jornada e diante dos desafios!

Indignado, Cobra decide destruir a ilha de Aumakua (p. 161), no entanto o medalhão não funciona em suas mãos (p. 163). Ele não compreende o motivo de não conseguir ativar o poder do artefato, nem poderia. Só Faleaka sabe o segredo, e ele o revela a Billy e seus amigos na forma de enigma: para o medalhão funcionar, é necessário ter algo que nunca é visto, mas é sempre sentido. Às vezes, é frio, mas, às vezes, derrete. Um tesouro mais valorizado que o ouro, pelo pobre e pelo rico, pelo jovem e pelo velho. Em seu interior, há força e poder, onde valor e propósito residem juntos (p. 167). Prontamente, os jovens decifram a mensagem: o medalhão só funciona com quem tem um coração bondoso (p. 170). É no coração que são travadas e vencidas as verdadeiras batalhas. Faleaka cita para eles as palavras do grande Rei: “Esforcemo-nos e tenhamos bom ânimo. Não nos espantemos, porque o Senhor é conosco por onde quer que andemos.” (p. 176). A força do medalhão vem da Fonte de todo o poder (p. 181).

Os jovens estão para iniciar outras descobertas – agora sobre si mesmos. Billy e Huko se tornam amigos, após Billy salvá-lo (p. 189). Allie revê seu valor conversando, breve e profundamente, com Faleaka (p. 191). Finalmente, Billy entende que seu verdadeiro tesouro está no coração (p. 204). Enquanto ele conversa com Faleaka, uma flecha é lançada em sua direção, e o velhinho se joga na frente do garoto, sendo atingido em seu lugar. Antes do último suspiro, o sábio explica a Billy a razão de tê-lo salvado: Porque o grande Rei, certa vez, morreu por mim (p. 205). O rapazinho se lembra de quando sua mãe lhe falou de Jesus, Aquele que tinha morrido para salvar toda a humanidade (p. 206). Comovidos, mas determinados, os jovens avançam em sua jornada.

Cobra consegue capturar Billy e finge ser seu amigo (p. 234), fazendo-lhe propostas falsas (p. 240). Diante da recusa do menino em se aliançar com ele, Cobra decreta sua morte (p. 253), mas Billy consegue fugir (p. 256) e encontra seus amigos, que estão presos. O grupo reflete a respeito do que Faleaka disse: Deus quer que tratemos os outros com amor e bondade; faz parte de como O seguimos. O que está em nosso coração é o que nos faz importantes (p. 262). Os companheiros de Billy saem para executar um plano usando os abacaxis, como Faleaka lhes ensinou. Nessa hora, Billy tem um confronto com Cobra, que captura Allie e oferece trocá-la pelo medalhão (p. 277). O menino escolhe salvar Allie, e, em um último embate, Cobra cai em um precipício em chamas, levando consigo o medalhão (p. 282). Será o fim? Ainda não.

Billy se lembra de que o medalhão caído no abismo é o seu, trazido do futuro, e, pegando do bolso a pedra, presente de sua mãe, corre para o local onde, no passado, o rei Kieli enterrou o medalhão. Ao uni-los, a pedra fica azul e é reativada (p. 290). A ilha de Aumakua está salva! Huko convoca todos para uma celebração e reconhece diante deles que o valor de cada um vem do grande Rei, Aquele que nos criou com um propósito (p. 292). Huko devolve Billy e Allie ao seu tempo, prometendo-lhes enterrar o medalhão para ser encontrado por Billy um dia (p. 293). De fato, ao voltar para casa, o pequeno aventureiro o desenterra e entrega ao Dr. Stone, que recupera seu prestígio como arqueólogo (p. 298).

Não pense que a história toda termina aqui! Essa obra-prima de Kendrick é para todas as idades e tem um final emocionante. O coração de cada pessoa é o medalhão, e Jesus Cristo é a Pedra. É a sua vez de experimentar essa aventura e deixar que Ele ocupe o lugar mais especial de sua vida. Ao fazer isso, o poder se manifestará, transformando não apenas o seu presente, mas também o seu futuro. Essa aventura só acabará quando Jesus, o grande Rei, voltar!

Bill Muir e Alex Kendrick

 

 

 

 

 

 

 

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