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O papel das mulheres no ministério de Jesus

quinta-feira, 13 de abril de 2017 | 446 acessos | Deixe seu comentário!

Consideremos o fato de que havia três mulheres aos pés da cruz com o messias enquanto ele sofria e morria. João conta-nos que eram Maria, a mãe de Jesus; sua irmã, Maria, a mulher de Clopas; e Maria Madalena. João também nota que ele mesmo ficou com essas mulheres – o único discípulo presente – enquanto os outros discípulos permaneceram a alguma distância, temendo por suas vidas. Duas dessas mulheres são conhecidas nossas, mas quem era Maria, a mulher de Clopas?

João descreve Maria, a mulher de Clopas, como irmã de Maria. A primeira igreja cristã observou que ela era irmã de Maria por ser casada com Clopas, que era o irmão de José, pai terreno de Jesus. José, provavelmente, morreu quando Jesus era bem jovem (a última vez que ouvimos falar dele nos evangelhos foi quando o Filho de Deus tinha 12 anos). Também é provável que, desde a morte de José, Clopas tenha providenciado recursos e cuidado da mulher de José, Maria, e de seus filhos. Sem dúvida, a mulher de Clopas, Maria, era uma companheira próxima, amiga de sua cunhada e a única amiga que havia ficado com ela naquele dia. Aprendemos com os pais da primeira igreja cristã que o filho de Clopas e de Maria, Simeão – primo de Jesus – tornou-se o líder da igreja de Jerusalém após a morte de Tiago e Pedro.

Quando considero essas três mulheres em pé, no meio de uma multidão hostil, fico impressionado pelo papel que as mulheres exerceram no ministério de Jesus. Foram elas que apoiaram financeiramente a obra de Jesus e Seus discípulos (Lc 8.1-3). Foi também uma mulher que se tornou a primeira missionária para os samaritanos (Jo 4.28,29). Foi uma mulher que ungiu Jesus com óleo em preparação para a sua morte (Mt 26.6-13). Foram três mulheres que tiveram a coragem de ficar em pé perto da cruz de Jesus durante seis horas enquanto ele morria (Jo 19.25). Além disso, foram mulheres que primeiramente se dirigiram à tumba e a encontraram vazia na manhã da Páscoa (Mc 16.1-8). Foi uma mulher que viu primeiramente cristo ressuscitado dos mortos e, por sua vez, uma mulher que se tornou a primeira a proclamar a ressurreição para os outros (Jo 20.11-18). Jesus demonstrou sempre compaixão, misericórdia e amor para com as mulheres nos evangelhos, o que se sobressaiu como a contracultura do seu tempo.

A escolha de Jesus de 12 homens como seus discípulos formais e os comandos de Paulo, restringindo o papel de mestre dentro da igreja aos homens, foram sinais das normas culturais do primeiro século – os rabinos do tempo deles eram somente homens –, mas tanto Jesus quanto Paulo reconheceram o talento, a coragem e o compromisso das mulheres na primeira igreja cristã. Felizmente, vivemos em um tempo em que essas normas culturais não têm mais lugar. Hoje, a maioria dos pregadores, mestres e líderes mais eficientes da igreja é de mulheres. Sua liderança está na longa tradição que começou com essas mulheres bíblicas, que seguiram e apoiaram o ministério de Jesus e ficaram com Ele, em pé e corajosamente, durante as horas finais de Sua vida.

Trecho do livro O poder das últimas palavras na cruz, de Adam Hamilton.

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