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O Poder do Amor (3)

sexta-feira, 12 de abril de 2019 | 226 acessos | Deixe seu comentário!

O amor não é orgulhoso, não se ensoberbece nem se ufana

A passagem de 1 Coríntios 13.4,5 revela ainda que o amor não se ensoberbece, não se porta com indecência. Em outras palavras, quem anda no amor de Deus não se vangloria nem se gaba do que tem ou faz. Além disso, essa pessoa não apresenta uma atitude de superioridade.

Todo aquele que aceitou Jesus Cristo como Salvador e Senhor é um filho do Altíssimo, nascido de novo. Já lemos que Deus, o Pai, não faz acepção de pessoas (At 10.34). Pode-se, assim, dizer que Ele ama todos os Seus filhos da mesma maneira.

Então, se permanecemos na fé por alguma coisa e temos sido compassivos em obedecer a Deus e amar tanto o Senhor quanto o próximo como Ele nos amou, não temos o direito de nos acharmos superiores! Não podemos apontar o dedo para as pessoas nem agir como se fôssemos melhores do que elas.

Muitos cristãos também exibem orgulho ou arrogância quando criticam outros que podem ter pecado ou, de algum modo, cometido um erro. Por exemplo, tenho ouvido alguns servos de Deus falarem o seguinte a respeito de um irmão da igreja: “Ele não estaria metido na confusão em que está se não tivesse feito o que fez. Eu jamais agiria dessa forma!”.

No entanto, eles realmente não sabem o que fariam se estivessem na mesma situação. Mesmo se enfrentassem desafios similares e passassem no teste, por assim dizer, não deveriam ser arrogantes.

Sinto-me desanimado quando ouço servos do Senhor falarem a respeito de outra pessoa que passou por uma tragédia: “Bem, se ela tivesse tido um pouco de fé, isso não teria acontecido” ou “talvez, ela tenha pecado e, por esse motivo, esteja acontecendo isso”.

Amigo, essa é uma atitude de orgulho e condescendente, a qual o filho de Deus não deve ter. Nós, que fomos salvos do inferno, devemos estar cientes de que não somos nada por nós mesmos (veja Romanos 5.8). Jesus veio ao nosso encontro – desceu ao nosso nível – para nos salvar. Agora, devemos estar dispostos a alcançar a pessoa que caiu e estender o braço para ajudá-la, fortalecê-la, confortá-la e dar-lhe esperança.

No entanto, em vez disso, alguns grupos pensam que são “os únicos na jogada”. Sua raiz – ou herança espiritual – é motivo de orgulho em sua igreja, porém, no todo, pode ser algo arrogante e presunçoso.

O Senhor quer todas as pessoas do mundo que estão fazendo grandes coisas para o Seu Reino. Ele tem um plano para a vida de cada uma, e cada igreja também tem um propósito a ser cumprido, uma visão ordenada por Deus. Temos de nos sentir honrados em servir ao lado de um irmão, em vez de competirmos e permitirmos a nós mesmos que sejamos motivados pelo ciúme mesquinho ou pelo sentimento de superioridade.

Não preciso concordar ipsis litteris com todo cristão com o qual tenho comunhão. Em outras palavras, não há como concordar inteiramente com um ministro de outra doutrina, e ele não tem como estar de acordo integralmente comigo. No entanto, isso não quer dizer que não podemos usufruir de extrema comunhão um com o outro sobre o princípio de que o sangue de Jesus derramado no Calvário foi para a remissão dos nossos pecados.

Certa vez, ouvi uma definição informal de comunhão como sendo dois companheiros no mesmo barco. Há muitas pessoas que compartilharão comigo da mesma opinião, no que diz respeito à salvação somente por intermédio de Cristo e ao batismo no Espírito Santo juntamente com a evidência do falar em línguas. Estamos de acordo também com relação à cura divina. No entanto, no minuto em que menciono a prosperidade, por exemplo, esses companheiros “saltam do barco”. Entretanto, nunca tive problemas com quem não concordava comigo sobre todas as questões espirituais. É preciso que nos lembremos de que somos todos membros do Corpo de Cristo, comprados pelo Seu sangue derramado.

Trecho extraído do livro Evite a armadilha da ofensa (p. 136-139), de Kenneth W. Hagin.

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