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O profeta Samuel

sexta-feira, 4 de janeiro de 2019 | 836 acessos | Deixe seu comentário!

Samuel é realmente uma das maiores personalidades do Antigo Testamento. Ele era um homem totalmente dedicado a Deus e a Seu serviço.

Samuel possuía muitas características semelhantes às de sua mãe, Ana, a qual, à sua maneira, foi uma profetisa. O exemplo de piedade dela guardou o filho de sucumbir às tentações, que foram a ruína dos filhos de Eli.

Durante toda a vida de Samuel, nada houve que desabonasse o seu caráter. Ainda assim, ele experimentou problemas na própria família. Seus filhos aceitaram subornos e foram acusados de perverter a Justiça.

O que tornou Samuel realmente um grande homem foi seu ministério de intercessão. Como intercessor, ele pode ser comparado a Moisés e Arão (Sl 99.6). Sua vida de oração foi o grande poder por trás de seu ministério.

Uma das realizações de Samuel, que teve um profundo efeito no futuro de Israel, foi o estabelecimento de uma escola de profetas. Sob sua liderança espiritual, o ministério do sobrenatural foi restabelecido na nação. Samuel percebeu que chegaria um tempo em que ele não mais seria o líder; outros receberiam essa tarefa.

Portanto, acreditava que era necessário haver homens espirituais, os quais pudessem ser usados por Deus para orientar Israel. A escola de profetas era o grande amor de Samuel. Ele ministrou nela até o final da sua vida.

Quando Samuel surgiu na narrativa bíblica, a vida espiritual de Israel estava nos piores níveis de decadência. Na época de sua morte, o povo de Deus tinha experimentado o maior avivamento desde os tempos de Moisés, e os profetas tinham novamente um lugar na vida nacional.

 

A ARCA É ROUBADA PELOS FILISTEUS

 E crescia Samuel, e o SENHOR era com ele, e nenhuma de todas as suas palavras deixou cair em terra. E todo o Israel, desde Dã até Berseba, conheceu que Samuel estava confirmado por profeta do SENHOR.

1 Samuel 3.19,20

Os anos passaram rapidamente, e a posição de Samuel como profeta da nação israelita foi totalmente estabelecida. O povo, ouvindo que o Senhor aparecera a ele, vinha de todas as partes do país para consultá-lo. Samuel ministrava ao povo fielmente, conforme o mandamento em Deuteronômio 33.10a:

Ensinaram os teus juízos a Jacó e a tua lei a Israel.

Não sabemos ao certo se Samuel era um pregador itinerante, mas podemos presumir que sim, pois seu ministério era conhecido de Dã até Berseba. No entanto, podemos ter certeza de que a elevação de Samuel à condição de profeta nacional não foi bem vista pelos filhos de Eli. Hofni e Fineias haviam desprezado Samuel, tratando-o como um empregado nos anos anteriores e obrigando-o a cumprir as tarefas que cabiam a eles. Depois, passaram a ver a presença de Samuel como uma crescente ameaça para a própria segurança deles.

Além disso, o ensino fiel da Palavra de Deus, ministrado por Samuel, devia ser um confronto e um desconforto para aqueles dois sacerdotes corruptos. Talvez, para se afastar dos filhos de Eli, Samuel tenha optado por um ministério itinerante, visitando várias cidades de Israel (1 Sm 7.15,16). Isso explicaria como chegou a ser tão conhecido e também por que ele não estava presente quando Israel foi derrotado diante dos filisteus.

A guerra contra os filisteus

A elevação de Samuel a uma posição proeminente pode ter tido mais de um efeito. É possível que sua crescente influência como profeta tenha deixado os filisteus com medo. O desastre nacional que se abatera sobre eles, na casa do deus Dagon, na época de Sansão, tinha diminuído um pouco seu espírito belicoso.

Porém, na época de Samuel, outra geração se levantara, e as notícias de que havia surgido um novo líder em Israel, cujos conselhos poderiam influenciar os israelitas a reafirmarem sua hegemonia, não eram bem-vindas. Os filisteus começaram a fazer novos preparativos para a guerra.

Nenhum comentário foi feito no sentido de que os filhos de Israel tenham consultado Samuel no momento da guerra contra os filisteus, o que indica que o profeta deveria estar em outra parte do país. Além disso, considerando que o local onde a batalha foi travada ficava na fronteira com a Filístia, imaginamos que israelitas devem ter tomado a iniciativa no combate, em um movimento rápido, talvez sob a direção de Hofni e Fineias.

Esforço nenhum foi feito a fim de buscar realmente a direção divina sobre a questão. Quem teria esperanças de que Hofni e Fineias pudessem ouvir a voz de Deus? Assim, o primeiro confronto com os filisteus resultou em uma pesada derrota para Israel, que perdeu quatro mil homens aproximadamente (1 Sm 4.2).

Os filhos de Israel estavam cegos quanto às causas da derrota, pois, apesar dela, continuaram sem buscar a direção do Senhor. Samuel não estava presente para orar por eles e aconselhá-los. Provavelmente, o profeta não fazia questão de estar onde os corruptos filhos de Eli estivessem.

Os sacerdotes, pressionados pelos oficiais do Exército, resolveram levar a arca da Aliança para frente da batalha, usando-a como uma espécie de talismã. Aparentemente, acreditavam que a simples presença dela seria a garantia da vitória. Também é possível que os israelitas tivessem sido influenciados a levar a arca pelo costume filisteu de carregar a imagem de Dagom com seus soldados nas guerras, ou, ainda, que Israel tivesse feito uma interpretação errônea de Números 10.35,36.

Era, pois, que, partindo a arca, Moisés dizia: Levanta-te, SENHOR, e dissipados sejam os teus inimigos, e fujam diante de ti os aborrecedores. E, pousando ela, dizia: Volta, ó SENHOR, para os muitos milhares de Israel.

Se esse texto acima induziu o povo de Deus a levar a arca da Aliança para a guerra, foi um bom exemplo de uso equivocado das Escrituras. Uma vez que a nação israelita estava estabelecida na Terra, ninguém tinha autorização para remover a arca do seu local determinado (Dt 12.5,10-14). A arca não deveria ser levada até as pessoas, mas estas é que deveriam ir até ela. Assim, notamos que, em vez de buscar corrigir a idolatria e as atitudes pagãs, convocar Israel a humilhar-se e arrepender-se, os chefes israelitas disseram aos dois ímpios, Hofni e Fineias, que fossem buscar a arca e levassem-na à frente da batalha.

E tornando o povo ao arraial, disseram os anciãos de Israel: Por que nos feriu o Senhor hoje diante dos filisteus? Tragamos de Siló a arca do concerto do Senhor, e venha no meio de nós, para que nos livre da mão de nossos inimigos.

1 Samuel 4.3

Quando os dois sacerdotes apareceram, carregando a arca, os soldados israelitas gritaram de alegria, de modo que toda a terra tremeu. Eles fizeram como Sansão, quando acordou nos braços de Dalila e viu que os filisteus vinham sobre ele, sem saber que o Senhor já o tinha abandonado (Jz 16.20).

Os israelitas, assim como alguns ritualistas modernos, colocaram a confiança nas ordenanças cerimoniais, certos de que possuíam um poder místico capaz de ajudá-los.

O clamor de Israel levou o terror ao acampamento dos filisteus, os quais acreditavam que uma divindade, quando levada para a batalha, tinha o poder de ajudar a decidir o resultado. Apesar do medo, os filisteus se refizeram e atacaram bravamente os israelitas. Estes não puderam resistir, e, ao cair da noite, 30 mil soldados haviam sido mortos. Foi um desastre nacional em Israel. Os perversos filhos de Eli, Hofni e Fineias, foram exterminados, e a arca da Aliança foi capturada.

Um israelita escapou da batalha e levou as tristes notícias sobre a derrota à cidade de Siló. Durante todo o dia, Eli se preocupou com a arca do Concerto. O idoso homem sabia bem que as coisas não estavam muito boas em Israel e, quando ouviu o choro proveniente da cidade, tremeu de medo e apreensão. Quando o mensageiro aproximou-se dele, Eli perguntou com voz fraca o que tinha acontecido. O mensageiro lhe informou sobre o terrível massacre e a morte dos dois filhos do sacerdote. Cada nova informação aumentava a agonia de Eli; no entanto, quando este ouviu que a arca do Senhor tinha sido levada pelos filisteus, caiu para trás da cadeira e quebrou o pescoço.

A nora de Eli, esposa de Fineias, estava grávida, prestes a dar à luz. Quando ouviu as trágicas notícias, entrou em trabalho de parto, prematuramente. Ela não tinha mais vontade de viver e, quando seu filho nasceu, colocou nele o nome de Icabô, que significa foi-se a glória de Israel (1 Sm 4.21). Em seguida, ela morreu. Dessa maneira, as profecias do Senhor se cumpriram. O juízo chegou sobre a casa de Eli. O desastre se abateu sobre Siló, cidade que havia sido poluída pelos pecados dos filhos de Eli.

Depois de capturarem a arca, os filisteus a colocaram no templo de Dagom, na cidade de Asdode. Como os israelitas, os filisteus jamais trocaram de deus, mas não  se opuseram radicalmente à ideia de adorar também um outro. Contudo, na manhã seguinte, quando entraram no templo, consternados, descobriram que a imagem de Dagom jazia por terra diante da arca. Os devotos recolocaram a imagem no lugar, mas novamente, pela manhã, acharam-na caída e, dessa vez, quebrada; as mãos, os pés e a cabeça da imagem haviam sido arrancados.

Logo depois que a ira de Deus se manifestou na imagem de Dagom, o Senhor feriu os moradores de Asdode com toda sorte de pragas, como fizera no Egito. Uma praga de hemorroidas, úlceras e feridas atacou severamente os filisteus (1 Sm 5; Sl 78.66). Os líderes da cidade não foram poupados, mas não se mostraram dispostos a desistir da arca, por isso enviaram-na para Gate. Entretanto, as mesmas pragas acometeram os moradores daquela cidade. A arca foi levada para a cidade de Ecrom, onde ocorreu outra praga mortal. O clamor da cidade subia até o céu (1 Sm 5.12b).

Novamente, uma assembleia geral foi convocada, e os filisteus decidiram devolver a arca imediatamente. Seguindo um costume daquele tempo, de fazer uma oferta que representasse o pedido, os filisteus fizeram figuras de ratos e hemorroidas de ouro e colocaram-nas sobre um carro novo, juntamente com a arca da Aliança (1 Sm 6). Em sua cegueira espiritual, os filisteus não perceberam que as ofertas de figuras impuras, que ofereceram a Deus, era mais um insulto do que uma propiciação pelos pecados. O SENHOR te ferirá com as úlceras do Egito, e com hemorroidas, e com sarna, e com coceira, de que não possas curar-te (Dt 28.27). De acordo com este texto, essas doenças eram sinais da maldição de Deus. Os filisteus, em uma atitude não muito  diferente da de muitas pessoas atualmente, queriam ser curados da maldição, sem se importar com o que fosse necessário fazer. Assim, os príncipes filisteus tomaram duas novilhas novas, não acostumadas com o trabalho e atrelaram-nas ao carro, a fim de verem que caminho elas tomariam, se iriam direto para Israel ou se iriam em outra direção.

Vede então: se subir pelo caminho do seu termo a Bete-Semes, foi ele que nos fez este grande mal; e, se não, saberemos que não nos tocou a sua mão, e que isso nos sucedeu por acaso.

1 Samuel 6.9

Foi um teste severo. Era altamente improvável que as vacas, separadas das crias, andassem sem que alguém as guiasse na direção oposta, onde estavam os filhotes. Novilhas não acostumadas a puxar carro, normalmente, esperneiam-se e, de maneira alguma, afastam-se de suas crias. Porém, isso não aconteceu. As vacas deixaram seus novilhos para trás e caminharam em linha reta na direção de Bete-Semes, sem se desviarem para a esquerda ou para a direita. Os príncipes filisteus viram o que aconteceu e voltaram para suas cidades, totalmente convencidos de que o Deus de Israel lhes feriu com aquele mal.

Desastre em Bete-Semes

E feriu o SENHOR os homens de Bete-Semes, porquanto olharam para dentro da arca do SENHOR, até ferir do povo cinquenta mil e setenta homens; então, o povo se entristeceu, porquanto o SENHOR fizera tão grande estrago entre o povo.

1 Samuel 6.19

Os levitas de Bete-Semes tomaram a arca e ofereceram holocausto ao Senhor, usando aqueles animais que puxaram o carro. Entretanto, os habitantes da cidade fizeram uma coisa extremamente insensata, demonstrando total falta de reverência a Deus: olharam dentro da arca da Aliança.

Normalmente, o lugar determinado para ela era o Santíssimo, lugar do Tabernáculo onde ninguém podia entrar, exceto o sumo sacerdote, apenas uma vez por ano e com ofertas de sangue pela expiação. Contudo, os moradores de Bete-Semes olharam dentro da arca, por mera curiosidade. Portanto, o pecado foi gravíssimo, e Deus lançou um severo juízo sobre aquela cidade.

 

SAMUEL SE TORNA JUIZ

 Aarca do Concerto permaneceu na terra dos filisteus por sete meses (1 Sm 6.1). A nação israelita passou por

um período de terrível tribulação; 30 mil homens haviam perecido na guerra. Siló se tornou uma desolação, e a casa de Eli, embora ainda não tivesse sido totalmente extinta, havia sofrido um duro golpe.

A hora de Samuel chegara. Com Eli e seus dois filhos mortos, Israel, naquele momento, via Samuel como líder. Então, o profeta não argumentou com o povo; foi direto ao ponto. Disse que, se os israelitas desejavam retornar sinceramente para o Senhor, deviam jogar fora todos os deuses estranhos: Se com todo o vosso coração vos converterdes ao SENHOR, tirai dentre vós os deuses estranhos e os astarotes, e preparai o vosso coração ao SENHOR, e servi a ele só, e vos livrará da mão dos filisteus (1 Sm 7.3b).

Uma grande reforma em nível nacional estava prestes a acontecer. Tal como o sacerdote, assim é o povo. Possivelmente, os juízes de Israel, com exceção de Débora, haviam sido governantes civis sem uma boa percepção espiritual. Naquele momento, novamente, surgia um líder que tinha um profundo senso das coisas espirituais. Por isso, Samuel disse aos israelitas que, se quisessem realmente servir ao Senhor, seria preciso haver primeiro uma genuína preparação no coração, como muitos anos mais tarde João Batista diria aos seus ouvintes: Preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas (Mt 3.3b).

Samuel convoca uma assembleia nacional em Mispa

Ainda sofrendo pela desastrosa derrota diante dos filisteus e lembrando-se da conduta perversa dos filhos de Eli, a qual acarretara tal visitação de juízo sobre a nação, os israelitas foram muito receptivos para com o espírito sincero e piedoso de Samuel.

Durante os sete meses que se haviam passado desde o sequestro da arca pelos filisteus, o profeta visitara várias cidades de Israel, convocando o povo ao arrependimento e convidando para a grande convocação em Mispa.

Nos últimos anos, o povo pôde observar o crescimento físico e espiritual de Samuel. Por meio de sua conduta honrada, ele havia conquistado a confiança de todos. O povo reconheceu que Deus o havia ungido especialmente como Seu profeta. Assim como era de se esperar, a convocação de Samuel para uma assembleia nacional obteve adesão maciça.

O povo se  reuniu em  Mispa para ouvir Samuel dizer  o que devia fazer. Em uma cerimônia especial (que, em certo sentido, tipifica o batismo nas águas, pregado no Novo Testamento), derramaram água diante do Senhor como sinal de arrependimento pelos pecados (1 Sm 7.6).

A convenção nacional em Mispa foi cuidadosamente observada pelos filisteus atentos. Estes acreditaram que aquela assembleia representava uma exaltação do espírito patriótico, o qual só poderia ser uma fonte de perigos para eles. Assim, os filisteus decidiram esmagar aquilo, aproveitando-se do momento em que o povo estivesse naquela celebração solene.

A notícia sobre a aproximação dos filisteus alarmou profundamente os israelitas. Tendo experimentado uma derrota tão recente, e estando totalmente despreparados para uma resistência efetiva, os israelitas imploraram a Samuel que intercedesse em favor deles ao Senhor.

A vitória sobre os filisteus

Pelo que disseram os filhos de Israel a Samuel: Não cesses de clamar ao SENHOR, nosso Deus, por nós, para que nos livre da mão dos filisteus. 

1 Samuel 7.8

Exatamente quando os filisteus estavam prestes a atacar, Samuel tomou um cordeiro e ofereceu-o como holocausto em favor de Israel. Mal terminara de oferecer o sacrifício, o Senhor enviou uma terrível tempestade, com trovões e relâmpagos. Os filisteus, aterrorizados, desorganizaram-se e bateram em retirada, tomados pelo pânico.

E sucedeu que, estando Samuel sacrificando o holocausto, os filisteus chegaram à peleja contra Israel; e trovejou o SENHOR aquele dia com grande trovoada sobre os filisteus e os aterrou de tal modo, que foram derrotados diante dos filhos de Israel. E os homens de Israel saíram de Mispa, e perseguiram os filisteus, e os feriram até abaixo de Bete-Car.

1 Samuel 7.10,11

Os israelitas, percebendo que Deus interveio em favor deles e que o inimigo fora desmoralizado, perseguiram os filisteus e derrotaram-nos completamente.

Assim, em questão de uma hora, a ameaça dos filisteus foi dissipada de Israel, e esse estado de proteção divina a Israel permaneceu durante todo o tempo em que Samuel julgou a nação.

Aquela vitória decisiva não somente subjugou os filisteus, mas também permitiu que os israelitas recuperassem todas as terras que eles haviam usurpado em suas incursões anteriores.

Houve, porém, uma falha. Os israelitas fizeram um tratado de paz com os amorreus (1 Sm 7.14). Deus tinha falado com Abraão sobre a iniquidade dos amorreus (Gn 15.16). A medida da iniquidade deles tinha-se completado, e os amorreus estavam destinados à destruição. O erro de Israel em cumprir o mandamento de Deus deixou-o exposto a esse inimigo feroz, que buscava sua destruição constantemente.

Apesar disso, sob a liderança de Samuel, os israelitas obtiveram uma grande vitória sobre os filisteus. Para comemorar, Samuel erigiu um altar de pedra em Mispa, e chamou-o de Ebenézer, que significa até aqui nos ajudou o Senhor (1 Sm 7.12).

Durante os anos anteriores, conforme já vimos, Samuel tornou seu ministério conhecido em todo Israel, de Dã até Berseba. Como líder estabelecido por Deus e juiz de Israel, ele limitou sua peregrinação, adotando um itinerário que o mantinha entre Betel, Gilgal e Mispa (1 Sm 7.16).

A residência pessoal de Samuel era em Ramá, local onde ele erigiu outro altar ao Senhor (1 Sm 7.17). Ele não se permitiria ficar tão absorvido pelo serviço a ponto de não ter tempo de comunhão com Deus. Sem essa comunhão constante, o trabalho do Senhor poderia tornar-se um mero ritual. Quem assim o faz torna-se irritadiço, zanga-se com facilidade e perde a doçura de um espírito descansado, o que o Senhor deseja que Seus servos experimentem a Seu serviço.

 

OS ISRAELITAS EXIGEM UM REI

Israel estava novamente em paz. Era um quadro agradável, como o de um pastor cuidando tranquilamente do seu rebanho. Samuel, em suas funções, agia como profeta, sacerdote e juiz, um notável tipo de Cristo em vários aspectos de Seu ministério.

Samuel ensinava, encorajava, corrigia e instruía seu rebanho nos mandamentos do Senhor. Era uma situação ideal. Se ao menos ela pudesse continuar assim indefinidamente! Porém, este é um mundo de constantes mudanças. Cada dia representa um a menos para o governo estabelecido. Acontecimentos imperceptíveis estão sempre em desenvolvimento, os quais, de maneira cumulativa, acabam afetando a existência e a duração da ordem estabelecida.

Desde a juventude, Samuel trabalhava incansavelmente pela causa do Senhor. Agora os anos deviam começar a pesar sobre ele. No entanto, Samuel ainda não poderia ser considerado um homem velho. Davi nasceu, pelo menos, dez anos depois do início do reinado de Saul. Samuel viveu até que Davi fosse um jovem com mais de 20 anos! Assim, na época, o profeta devia ainda estar na meia-idade. Entretanto, carregar sozinho o fardo daquela nação, o trabalho de intercessão constante pelo povo, as viagens de uma cidade para outra, tudo isso teve um efeito na saúde de Samuel, de maneira que ele já não devia conseguir manter o mesmo ritmo de trabalho. Suas enfermidades fizeram com que o profeta limitasse suas funções de magistrado à cidade de Ramá e vizinhanças.

Os filhos de Samuel assumem

Era natural que Samuel se voltasse para os filhos, tentando delegar-lhes alguma autoridade, uma vez que o sacerdócio era um cargo hereditário. O profeta nomeou seus dois filhos, Joel e Abias, como juízes na região de Berseba, no extremo Sul do país. Mas os jovens, infelizmente, não tinham os mesmos princípios elevados do pai e tentaram usar o cargo que assumiram para obter lucro pessoal.

Porém seus filhos não andaram pelos caminhos dele; antes, se inclinaram à avareza, e tomaram presentes, e perverteram o juízo.

1 Samuel 8.3

Como esses jovens tinham a visão curta e quão extenso foi o efeito dos crimes que cometeram! Se ao menos eles andassem nos caminhos do pai, teriam recebido honra e respeito de toda a nação, como Samuel recebeu. No entanto, lamentavelmente, em sua ganância por dinheiro, aceitaram suborno e perverteram a justiça e, assim, encurtaram drasticamente a própria carreira.

A nação devia muito a Samuel. De fato, ele era um segundo pai para os israelitas. Sob a administração do profeta, Israel havia prosperado. A integridade de Samuel estava acima de qualquer dúvida. No entanto, uma comissão de anciãos o procurou com um pedido formal de mudança na forma de governo.

A gratidão humana pode realmente ter uma duração curtíssima! Não houve uma palavra de gratidão pelos serviços do profeta. Não houve o desejo expresso para resolver qualquer problema que tivesse surgido, nem reconhecimento de que, sob a liderança de Samuel, a nação se havia recuperado de um estado de anarquia, libertando-se do jugo dos filisteus e progredindo desde a época de Josué. Pelo contrário, os anciãos se apoiaram apenas em uma justificativa: os filhos de Samuel haviam cometido erros em Berseba. Por causa disso, os anciãos queriam que Samuel se demitisse e estabelecesse um rei para eles, como as nações ao redor possuíam.

E disseram-lhe: Eis que já estás velho, e teus filhos não andam pelos teus caminhos; constitui-nos, pois, agora, um rei sobre nós, para que ele nos julgue, como o têm todas as nações. Porém essa palavra pareceu mal aos olhos de Samuel, quando disseram: Dá-nos um rei, para que nos julgue. E Samuel orou ao SENHOR.

1 Samuel 8.5,6

Samuel ainda tinha seus melhores anos diante de si, apesar de não mais poder viajar pela nação toda como fazia na juventude. De fato, ele ainda era capaz, embora tenha servido de maneira restrita por muitos anos.

Samuel não demonstrava sinal algum de senilidade, nem mesmo no final da sua vida. Não é de surpreender que o pedido dos anciãos o tenha desagradado. Depois de todos aqueles anos de serviço, em que o bem-estar da nação tinha sido sua prioridade, agora queriam afastá-lo.

O que os anciãos disseram sobre os filhos de Samuel era verdade, mas só serviu para aumentar a tristeza do profeta. Ele não seria humano, caso não se sentisse profundamente desapontado por sua dispensa do cargo de juiz.

Entretanto, uma nova geração se levantava, a qual se tinha esquecido dos dias antigos, dos livramentos que Deus operou por intermédio de Samuel. A nação queria um rei. Certamente, não havia muitas coisas para serem admiradas nas monarquias ao redor de Israel. Porém, aquelas pessoas eram cheias de caprichos. Os filhos de Israel queriam alguém que os liderasse na guerra e lutasse em suas batalhas.

O verdadeiro motivo por que queriam um rei é revelado na ocasião em que Samuel fez o seu discurso de despedida:

E, vendo vós que Naás, rei dos filhos de Amom, vinha contra vós, me dissestes: Não, mas reinará sobre nós um rei; sendo, porém, o SENHOR, vosso Deus, o vosso Rei.

1 Samuel 12.12

Os israelitas rejeitam o Senhor como Rei

A questão da corrupção dos filhos de Samuel foi o pior tipo de justificativa para pedir um rei. Os jovens eram novatos na liderança e, sem dúvida, tinham aceitado alguns subornos. Porém, Berseba era muito distante, de maneira que o resto da nação não seria afetada pelas atitudes deles. Mesmo assim, todos os anciãos formaram uma delegação para apresentar o pesar deles a Samuel. O fato de tratar-se de um ato de rebelião entristeceu Samuel, pois ele percebeu que, mais adiante, tal atitude acarretaria sérias consequências para Israel. Por isso, consultou o Senhor, que lhe deu uma resposta:

E disse o SENHOR a Samuel: Ouve a voz do povo em tudo quanto te disser, pois não te tem rejeitado a ti; antes, a mim me tem rejeitado, para eu não reinar sobre ele. Conforme todas as obras que fez desde o dia em que o tirei do Egito até ao dia de hoje, pois a mim me deixou, e a outros deuses serviu, assim também te fez a ti.

1 Samuel 8.7,8

O Senhor confortou o coração de seu fiel profeta. Disse que não era ele quem estava sendo rejeitado, mas o próprio Deus. Samuel não tinha certeza quanto ao direito de estar em seu favor ou não. Ele era o exemplo de homem piedoso que primeiro questionava sua conduta e seus motivos. Mas Deus fez com que a mente de Samuel descansasse. A falta de consideração demonstrada pelo povo não era culpa dele, mas do próprio povo. O orgulho humano e a vaidade tinham tomado conta dos corações. E, engordando-se Jesurum, deu coices (Dt 32.15a). Israel queria um rei, como as nações pagãs tinham. O Senhor disse a Samuel:

Agora, pois, ouve a sua voz, porém protesta-lhe solenemente e declara-lhe qual será o costume do rei que houver de reinar sobre ele.

1 Samuel 8.9

Samuel obedeceu ao mandamento do Senhor. Revelou aos israelitas que eles não poderiam deixar de entender como o rei disporia das terras deles. Explicou que o rei seria um déspota. Imporia pesados impostos sobre eles. Haveria guardas, carruagens e cavaleiros. Iria submetê-los a trabalhos forçados. Os jovens seriam selecionados e obrigados a fazer parte de seus exércitos. As israelitas seriam escravas, obrigadas a trabalhar como cozinheiras ou serviçais. Concluiu Samuel: Então, naquele dia, clamareis por causa do vosso rei, que vós houverdes escolhido; mas o SENHOR não vos ouvirá naquele dia (1 Sm 8.18).

Mesmo assim, o povo não ouviu Samuel e continuou a clamar por um rei. As advertências do profeta foram ignoradas e, no final, os israelitas continuaram insistindo.

Porém o povo não quis ouvir a voz de Samuel; e disseram: Não, mas haverá sobre nós um rei. E nós também seremos como todas as outras nações; e o nosso rei nos julgará, e sairá adiante de nós, e fará as nossas guerras.

1 Samuel 8.19,20

A exigência do povo foi atendida, pois a Lei fazia tal provisão (Dt 17.14-19). Em Sua providência, Deus tencionava que, no tempo apropriado, Israel tivesse um rei. O pecado deles foi pedir um rei antes do tempo determinado por Deus. Davi, o monarca que fundaria uma dinastia, por meio da qual outros reis se levantariam, ainda não tinha nascido, e ia demorar, pelo menos, dez anos para ele nascer.

Assim como ocorreu no deserto com os filhos de Israel, que, por serem insensatos e rebeldes, tiveram de esperar 40 anos antes de entrarem na Terra Prometida, aconteceu também com aquela geração: devido à sua exigência prematura por um rei, teve de esperar 40 anos até que o verdadeiro rei assumisse o trono! Antes de Davi, Israel obteve outro monarca, mas este foi dado como castigo, não segundo a vontade divina. Como disse o profeta Oseias: Dei-te um rei na minha ira e to tirei no meu furor (Os 13.11).

Saul, filho de Quis

Os filhos de Israel exigiram um rei, e Deus permitiu que tivessem um. Como aconteceu no deserto, os israelitas foram entregues aos desejos do seu coração (Sl 81.12). Então, Samuel dispensou o povo. Deus reservou para Si o tempo da escolha e nomeação do rei.

Quem seria o escolhido de Deus para o trono? O povo não estava satisfeito com Samuel, embora ele tivesse liderado Israel a fim de que subjugasse os inimigos em uma única batalha e recuperasse todas as cidades que os filisteus tinham conquistado. Porquanto foi a mão do SENHOR contra os filisteus todos os dias de Samuel (1 Sm 7.13b). Devemos notar que nenhum dos juízes levantados por Deus pereceu em batalha; no entanto, o primeiro rei escolhido pelo povo morreu de maneira ignominiosa nas mãos dos filisteus.

A vontade dos filhos de Israel de terem um rei não teve origem em uma necessidade (embora Naás tivesse ameaçado a segurança deles), mas no desejo de serem como as outras nações. Os israelitas ambicionavam a pompa e o luxo de uma corte real. Queriam um rei que julgasse o povo com uma demonstração externa de poder; um rei com um traje purpúreo, e não um profeta com um simples manto. Desejavam um monarca que tivesse uma figura imponente, e foi isso que receberam.

E havia um homem de Benjamim, cujo nome era Quis, filho de Abiel, filho de Zeror, filho de Becorate, filho de Afias, filho de um homem de Benjamim, varão alentado em força. Este tinha um filho, cujo nome era Saul, jovem e tão belo, que entre os filhos de Israel não havia outro homem mais belo do que ele; desde os ombros para cima, sobressaía a todo o povo.

1 Samuel 9.1,2

Do ponto de vista humano, Saul parecia ser exatamente o que os israelitas desejavam. Pertencia à tribo de Benjamim, famosa por seus homens valorosos. Seu pai era um varão alentado em força. Saul era jovem (pois uma das reclamações do povo contra Samuel era a idade avançada do profeta).O filho de Quis era carismático e atraente em sua aparência física; era um belo rapaz. Sua estatura elevada e constituição atlética devem ter sido uma petição do povo, que almejava um homem que pudesse desempenhar a função com a postura real desejada. Além disso, Saul parecia possuir também excelentes traços de caráter. Demonstrava humildade e, inicialmente, uma magnanimidade apreciável. Entretanto, Saul, em todos os aspectos, era um homem natural, e não espiritual.

Assim, uma observação mais atenta das qualificações dele demonstra muitas faltas em seu caráter, logo de início. Embora Saul morasse apenas a alguns quilômetros de distância de onde Samuel vivia, o filho de Quis parecia não ter conhecimento algum sobre o homem de Deus. Isso indica que, talvez, ele não tivesse curiosidade pelas questões públicas e pelo bem-estar de Israel. Tal desconhecimento indica que nem Saul nem seu pai tinham interesse pelas questões espirituais.

Quis, um homem proeminente da tribo de Benjamim, nunca recebeu Samuel em sua casa. Está também Saul entre os profetas? (1 Sm 10.11b). A pergunta indica surpresa; é possível que a falta de interesse da família pelas coisas espirituais fosse notória. A falta de espiritualidade era um defeito gravíssimo no caráter de Saul.

Certa vez, Saul saiu para procurar umas jumentas extraviadas, pertencentes a seu pai. Um servo sugeriu a Saul que eles fossem à procura de Samuel. Não sabendo onde o profeta estava, perguntaram para umas moças que saíam para buscar água. Elas forneceram informações exatas sobre onde podiam encontrar Samuel. Todas as pessoas sabiam sobre Samuel, o servo de Saul (1 Sm 9.5,6), as jovens que encontraram no caminho (1 Sm 9.11,12), todas as pessoas de Dã a Berseba (1 Sm 3.20), exceto Saul.

Quando Saul se encontrou com Samuel, considerou-o um tipo de vidente, e não profeta. O jovem deve ter imaginado que um quarto de um siclo de prata seria um pagamento suficiente para que Samuel lhe dissesse onde estavam as jumentas extraviadas (1 Sm 9.8-10).

Apesar da maneira como Saul se aproximou do profeta, podemos notar a recepção bondosa que ele obteve da parte de Samuel. Primeiro, Samuel tranquilizou a mente do jovem quanto às jumentas do pai, informando que elas já haviam sido encontradas. Em seguida, ofereceu a Saul sua hospitalidade. Não somente fez com que o filho de Quis se sentasse em um lugar de honra, como também lhe antecipou o que estava por acontecer, dizendo: E para quem é todo o desejo de Israel? Porventura não é para ti, e para toda a casa de teu pai? (1 Sm 9.20).

Depois de fazer com que Saul ocupasse um lugar privilegiado à mesa, o profeta lhe deu a melhor parte da comida. Deixou para o jovem a parte nobre da carne do carneiro, que geralmente era destinada ao homem de Deus. Samuel demonstrou resignação, ao abrir mão de sua liderança em favor do jovem.

Na manhã seguinte, Samuel levou Saul ao eirado da casa. Então, o profeta o informou sobre o plano de fazê-lo rei de Israel. Ungiu Saul e beijou-o. Ao fazer isso, Samuel investiu Saul da autoridade que pertencia ao profeta e a sua família. Aquele beijo em Saul era uma homenagem e uma demonstração da lealdade de Samuel ao novo rei de Israel.

Samuel deu a Saul algumas instruções adicionais sobre a natureza do governo, sobre suas responsabilidades de liderar Israel nas batalhas e para com Deus. Avisou Saul sobre certos sinais que aconteceriam quando o jovem encontrasse um grupo de profetas. Mais importante do que tudo, Samuel revelou a Saul que o Espírito de Deus viria sobre ele naquele momento.

E o Espírito do SENHOR se apoderará de ti, e profetizarás com eles e te mudarás em outro homem. E há de ser que, quando estes sinais te vierem, faze o que achar a tua mão, porque Deus é contigo.

1 Samuel 10.6,7

Analisemos com atenção algumas das coisas que Samuel disse a Saul. Primeiro, as palavras que proferiu ao saudá-lo:

E para quem é todo o desejo de Israel? Porventura não é para ti, e para toda a casa de teu pai? A partir daí, tem-se a impressão de que o povo já tinha preferência pelo candidato ao trono. É possível que algumas pessoas tivessem falado com Saul. Saberia Saul sobre o interesse do povo por ele? A ambição já estaria crescendo em seu coração? Haveria um desejo secreto pela coroa? Afinal, Samuel disse a Saul: Eu lhe direi tudo o que está no teu coração.

A escola dos profetas

Outra coisa importante na conversa de Samuel foi sua referência ao outeiro de Deus (1 Sm 10.5) e à escola de profetas (rancho de profetas, no versículo cinco).

Durante os anos em que serviu como juiz, Samuel estabeleceu uma escola de profetas naquele lugar. Embora houvesse uma guarnição de soldados filisteus sobre a colina, havia respeito por Samuel: os filisteus não incomodavam nem molestavam os profetas. Que vergonha era para Israel ter-se cansado da liderança de um homem que fundara uma escola de servos de Deus! Samuel pensava no futuro da nação, por isso preparava homens que fossem capazes de ter uma comunhão profunda com Deus.

Percebemos algo maravilhoso neste profeta. Samuel sabia que Saul, sem o Espírito de Deus, seria um fracasso desde o princípio. Então, o que poderia ser melhor do que promover um encontro entre Saul e os profetas da escola, que poderiam ajudá-lo a entender os propósitos de Deus; homens que o ensinariam como adorar o Senhor? Saul iria ouvi-los profetizar em Nome de Deus e, melhor de tudo, o próprio Saul poderia receber o Espírito de Deus e profetizar junto deles.

Foi exatamente isso que aconteceu. O Espírito do Senhor desceu sobre Saul, e este começou a profetizar, e Deus lhe deu um novo coração.

Sucedeu, pois, que, virando ele as costas para partir de Samuel, Deus lhe mudou o coração em outro; e todos aqueles sinais aconteceram aquele mesmo dia. E, chegando eles ao outeiro, eis que um rancho de profetas lhes saiu ao encontro; e o Espírito de Deus se apoderou dele, e profetizou no meio deles.

1 Samuel 10.9,10

Aqueles que conheciam Saul e sabiam da sua falta de treinamento religioso devem ter ficado surpresos ao testemunharem o jovem profetizando e junto dos profetas, por isso disseram: Que é o que sucedeu ao filho de Quis? Está também Saul entre os profetas? (1 Sm 10.11b).

Nesse episódio, podemos notar a magnanimidade de Samuel. Tendo sido rejeitado por Israel, deixar Israel escolher seu próprio rei teria sido uma atitude humana da parte dele! Mas não! Samuel fez tudo o que estava ao seu alcance a fim de que o reinado de Saul fosse bem-sucedido.

Se Saul se tornasse membro da escola de profetas e recebesse o Espírito de Deus e o dom da profecia, haveria uma grande possibilidade de seu governo ser um sucesso. Com a ajuda divina, Saul teria todas as oportunidades de tornar-se um rei sábio e benevolente.

Infelizmente, com o passar do tempo, a velha natureza de Saul foi prevalecendo. No entanto, foi a unção do Espírito na vida de Saul que o impediu de cometer os piores excessos, aos quais sua natureza impulsiva e pecaminosa o impelia a fazer.

Mais tarde, quando Saul permitiu que a inveja entrasse em seu coração, uma manifestação especial do Espírito de Deus o impediu de tirar a vida de Davi. Samuel tinha estabelecido a escola de profetas em Naiote. Davi foi para lá, quando estava fugindo de Saul. Este enviou mensageiros a fim de prenderem Davi, mas, ao chegarem na presença de Samuel e de seus discípulos, os mensageiros de Saul começaram a profetizar (1 Sm 19.20). Quando Saul foi para lá, também profetizou!

Saiba mais desta maravilhosa história sobre o último juiz de Israel no livro O profeta SamuelSérie heróis do Antigo Testamento Retratos dos personagens notáveis

Volume 17 – De Gordon Lindsay

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