imgpsh_fullsize (3)

Orando pelas autoridades

quinta-feira, 8 de novembro de 2018 | 36 acessos | Deixe seu comentário!

A Igreja pode influenciar o mundo de forma eficiente. Para tanto, destacamos quatro caminhos: oração, testemunho, pregação e boas ações. Deus espera que ela exerça sua influência nesses moldes básicos.

O Senhor deseja que a Igreja mostre seu controle nos assuntos deste mundo pela oração. As escrituras são claras quanto a isso, e, se ela fracassa nesse propósito, é porque se tornou sal insípido.

Deus promete sarar nossa Terra

Lemos em 2 Crônicas 7.14: E se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face, e se converter dos seus maus caminhos, então, eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra. Ao voltarmos às promessas feitas nessa passagem, observamos como esse conteúdo tem a ver conosco nos dias atuais.

O Altíssimo declara que, se o Seu povo tomar quatro atitudes, Ele tomará três. Primeiro, o povo tem de realizar quatro coisas, para que, então, o Todo-Poderoso cumpra as três outrora prometidas.

Por se tratar de uma promessa condicional, o Senhor as fez com exigências e foi claro: “Se o meu povo atender às minhas condições, então, farei tais coisas”.

No final do versículo, a última coisa prometida é sarar a terra onde o povo vive. Deus afirma que é possível o Seu povo tomar atitudes que farão com que o Altíssimo cure a terra na qual habita. Observe o local em que vivemos: ele precisa ser sarado? A única resposta possível é sim!

O fato de ele precisar de cura mostra que o povo de Deus fracassou em cumprir o que o Senhor mandou que fizesse. A responsabilidade é nossa, não do usuário de droga, das prostitutas, nem de alguém que sequer vai a uma igreja. A responsabilidade é do povo que invoca o Nome de Cristo!

O sal da terra

Se a terra não está sarada, há apenas uma razão: não fizemos o que Deus ordenou. Essa é a mais pura verdade! É um jeito diferente de dizer o que está declarado em Mateus 5.13: Vós sois o sal da terra; e, se o sal for insípido, com que se há de salgar? Para nada mais presta, senão para se lançar fora e ser pisado pelos homens. Quando nossa terra não é curada com nossa presença, o sal perde o sabor.

Para que serve o sal? Primeiro, para dar sabor. Enquanto estivermos no mundo, daremos sabor à terra aos olhos de Deus. Em outras palavras, o Senhor aceita o mundo por causa dos cristãos. Ele o trata com graça e misericórdia, em vez de castigo e julgamento, devido à nossa presença.

Somos o povo que defende o país; somos a muralha de qualquer nação. Observe o exemplo de Sodoma. Abraão perguntou a Deus algo como: “Se houver dez justos, o Senhor poupará a cidade?” (Gn 18.32), e o Altíssimo respondeu afirmativamente. Contudo, a cidade não foi poupada, porque não se acharam sequer dez justos nela. Não se sabe quantos homens havia em Sodoma, mas a mesma proporção ainda se aplica. Dez justos podem salvar uma cidade do tamanho de Sodoma; cem justos, uma cidade dez vezes maior que ela; mil justos, uma cem vezes maior, e assim por diante. Lamento o que acontecerá a esta terra quando a Igreja subir, pois quem ficar não terá mais o sal. Então, o castigo e o julgamento serão lançados sem limites ou restrições; porém, enquanto estivermos aqui, somos o sal da terra.

Sabemos que o sal também preserva, evitando que a comida se estrague; por isso, antes de haver a refrigeração, a carne era conservada com sal. O que fazemos no mundo? Evitamos o apodrecimento em todas as suas formas: moral, social e política. Enquanto estivermos nesta Terra, faremos isso. Jesus disse: Se o sal for insípido, com que se há de salgar? Para nada mais presta, senão para se lançar fora e ser pisado pelos homens. Quando a Igreja deixa de atuar como sal, ela é lançada fora e pisada pelos homens, os quais podem ser nazistas, comunistas ou seguidores de alguma outra ideologia. Contudo, esses serão os homens que pisarão a igreja que não cumprir seu papel como sal do mundo.

As quatro condições de Deus

Quais são as quatro exigências que o Todo-Poderoso faz ao Seu povo?

Primeira: “Meu povo deve se humilhar”. Essa é uma condição difícil para os religiosos. Quem é submisso ao Criador do Universo também o é à Sua Palavra e autoridade. É fácil declarar ser submisso ao Senhor, mas a Bíblia diz: Sujeitando-vos uns aos outros. Mulheres, sujeitai-vos a vosso marido. Filhos, sede obedientes a vossos pais (Ef 5.21a,22; 6.1a). Nesse momento, as coisas se complicam. Alguns alegam ter submissão a Deus, no entanto, no momento de provar isso no relacionamento com outras pessoas, fica claro que não se estão sujeitando ao Pai.

A segunda exigência é a oração: Se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar. Não comece a orar antes de se humilhar. A humilhação vem antes da oração. Orar, e buscar a minha face é a terceira condição. O que significa isso? A meu ver, é ir direto à presença do Todo-Poderoso – onde toda barreira e todo empecilho são retirados para que se fique frente a frente com ele. Um cristão pode frequentar reuniões de oração sem estar, necessariamente, buscando a face de Deus.

Quando se busca o Senhor, não se deve parar até ter entrado na presença dele, mesmo que isso leve a noite toda.

A quarta é se converter dos seus maus caminhos. Quem? o alcoólatra, os jovens que não vão à igreja? Não, o cristão – o povo de Deus! O obstáculo para o reavivamento está dentro da Igreja, e não fora dela. Aliás, o empecilho jamais esteve fora da Igreja. Você sabe onde o julgamento começa? Na casa de Deus. Porque já é tempo, disse Pedro, que comece o julgamento pela casa de Deus (1 Pe 4.17a).

Para tirar qualquer sombra de dúvida, ele acrescentou: primeiro começa por nós. Depois, Pedro perguntou: Qual será o fim daqueles que são desobedientes ao Evangelho de Deus? O Altíssimo sempre trabalhou assim. Ele começa com quem sabe mais: E ao que muito se lhe confiou, muito mais se lhe pedirá (Lc 12.48b).

Talvez você retruque: “Irmão Prince, não tenho nenhum mau caminho”. Eu replico, dizendo: “Então, nunca esteve perto o suficiente de Deus para enxergar isso. Se tivesse ido à presença do Todo-Poderoso, teria visto seus maus caminhos. A simples declaração de que não os tem já mostra como está longe do Altíssimo”.

Depois dessas quatro exigências ou etapas, o Senhor declara: Eu ouvirei dos céus.

Deus não Se comprometeu a ouvir todas as súplicas, você sabia? Acredito que, em muitas igrejas, as orações não passam do teto. O Senhor não fez o compromisso de ouvir todos os clamores. Na verdade, Ele afirma que, se sabemos que nos ouve em tudo o que pedimos, sabemos que alcançamos as petições que lhe fizemos (1 Jo 5.15). A dificuldade não é fazer com que Deus responda, mas fazer com que Ele ouça.

Então, eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados. Os pecados de quem? Da prostituta ou do drogado? Não, da Igreja! E sararei a sua terra. Para mim, está tudo claro. Se uma terra não é sarada, o erro é do povo de Deus. Pensei, orei e meditei sobre isso. A responsabilidade pela condição do país repousa à porta da Igreja confessa. Esta é a verdade: se a nossa terra não está sarada, a responsabilidade recai sobre nós. Isso vale tanto para você quanto para mim.

Sarando por meio da oração

Como podemos promover a cura? Falarei sobre oração, tendo como base os quatro primeiros versos de 1 Timóteo 2:

  1. Admoesto-te, pois, antes de tudo, que se façam deprecações, orações, intercessões e ações de graças por todos os homens,
  2. pelos reis e por todos os que estão em eminência, para que tenhamos uma vida quieta e sossegada, em toda a piedade e
  3. Porque isto é bom e agradável diante de Deus, nosso Salvador,
  4. que quer que todos os homens se salvem e venham ao conhecimento da verdade.

 Analisemos as palavras do texto bíblico.

O apóstolo Paulo diz: “Antes de qualquer coisa, orem!”. Quem negligencia a oração pode ter todo tipo de planos, sistemas e programas, mas não possuirá a força para ativá-los. É como ter um prédio preparado para receber força elétrica, mas que está desconectado do gerador. Assim, nada funcionará. Os fios e as luminárias podem estar em perfeito estado, mas nada acenderá porque falta eletricidade. A casa de força da Igreja cristã é a oração, e Paulo afirma, com muita propriedade: “Antes de qualquer coisa, orem!”.

O que a Bíblia declara que acontecerá se orarmos de acordo com a vontade de Deus? A resposta está em 1 João 5.14,15: E esta é a confiança que temos nele: que, se pedirmos alguma coisa, segundo a sua vontade, ele nos ouve. E, se sabemos que nos ouve em tudo o que pedimos, sabemos que alcançamos as petições que lhe fizemos. Em outras palavras, quando clamamos de acordo com o desejo de Deus, Ele nos ouve. Ao entendermos isso, a petição feita será alcançada. Se o Senhor almeja que este país tenha um bom governo, e orarmos segundo a vontade dEle, saberemos que o Pai celeste irá atender-nos. Se Ele nos ouve, temos a certeza de alcançar nossa petição. Então, quando não temos um bom governo, qual é o motivo? O povo de Deus não atendeu às condições divinas e deixou de orar.

Generalizando, pode-se dizer que os cristãos têm o governo que merecem. É verdade que há um intervalo de tempo para que as coisas aconteçam, pois elas não ocorrem de imediato, mas, em geral, os cristãos são responsáveis pelo governo que possuem. Quando se gasta menos tempo reclamando e mais tempo orando, as críticas diminuem.

Intervenção na esfera espiritual

Há um motivo bíblico e definido para que as coisas sejam assim. Por que a responsabilidade é do povo de Deus? Porque é o único grupo que tem os meios para chegar aos resultados: Porque não temos que lutar contra carne e sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais (Ef 6.12). Paulo tirou sua metáfora dos antigos jogos olímpicos. Os historiadores concordam que, nos vários contextos desses jogos, as lutas tinham as maiores demandas de participantes. Nossa experiência cristã pode ser comparada a uma exibição de lutadores. Na luta, não há limites, todo o corpo está envolvido. Assim é a vida cristã. Estamos em combate, mas não contra a carne e o sangue. O apóstolo Paulo quer dizer que não enfrentaremos seres humanos.

Contra o que lutamos então?

Principados – reinos que não são vistos.

Potestades – os domínios de autoridade ocupados pelos reinos invisíveis.

Príncipes das  trevas  deste  século  – Literalmente, os príncipes do mundo das atuais trevas.

Hostes espirituais da maldade – espíritos maus.

Onde o combate acontece? Em lugares altos, ou seja, nos lugares celestiais. Todo cristão deveria conhecer essa revelação da Palavra. Há um reino organizado que se opõe ao Senhor e a todos os seus propósitos: o de Satanás.

Jesus declarou que o diabo possui um reino. Além disso, o Salvador afirmou que o inimigo controla, por completo, esse reino, que não é dividido e está em total oposição a Deus.

O reino do mal está estabelecido em uma região chamada lugares celestiais. A maioria dos comentaristas da Bíblia concorda que não se trata do terceiro Céu, lugar onde o Senhor habita, e não é o primeiro céu, que nos é visível, mas é o segundo céu ou o intermediário. O reino das trevas é aquele que não se vê e está acima do nível deste mundo, o qual se encontra em total oposição a Deus, odiando não só o Senhor, mas também Seus propósitos e Seu povo. Isso nos inclui. O diabo odeia você com todas as forças e fará o que puder para prejudicar e arrasar sua vida.

Nossa obrigação de cristãos é derrubar esse reino, o que não pode ser feito por presidentes ou generais, pois lhes faltam as armas. Se fosse uma luta contra a carne e o sangue, eles poderiam enviar tanques, blindados e aeronaves, mas essas armas são totalmente inofensivas, porque a luta não é física.

Observe onde estão as fortalezas! Destruindo os conselhos e toda altivez que se levanta contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo entendimento à obediência de Cristo (2 Co 10.5).

A luta é no domínio da mente: raciocínios, ideias e pensamentos. Não é possível mudar as atitudes de um homem com sua morte física, pois, na verdade, ele morrerá com elas.

Não lutamos contra a carne nem o sangue. Estamos em planos distintos e temos inimigos e armas diferentes, porém as armas que Deus nos deu são poderosas! Elas são invencíveis quando as usamos. Não somos vencidos por falta de armamento, mas por não sabermos fazer uso dele.

 

1 Star2 Stars3 Stars4 Stars5 Stars (0) (média: 0,00 de 5)
Loading...Loading...

Deixe seu Comentário

Seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios são marcados *