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Sétimo pilar

quinta-feira, 5 de julho de 2018 | 225 acessos | Deixe seu comentário!

Pilar 7 – ESTRESSE

  • As consequências do estresse

 

Em junho de 2005, o Wall Street Journal dedicou uma seção inteira à questão de como viver mais. O artigo da primeira página dessa editoria dizia: “De forma crescente, os pesquisadores veem o estresse – o quanto de estresse encaramos a vida toda e como lidamos com ele – como um dos fatores mais significativos para predizer como envelheceremos”. O artigo concluiu que o estresse mata as pessoas tanto ou mais do que hábitos não saudáveis, a exemplo do tabagismo, alcoolismo ou sedentarismo. O estresse não é apenas um problema mental; é a causa de diversas doenças das quais trato em minha prática clínica. Muitos estudos recentes mostraram isso.

A renomada publicação Nun Study comprovou que níveis elevados de estafa inibem e deterioram o hipocampo, parte do cérebro associada à memória e ao aprendizado. Hipocampo diminuído é um sinal de doença de Alzheimer.

Um estudo a longo prazo da Universidade de Londres demonstrou que o estresse mental crônico não controlado foi seis vezes mais indicativo de previsão de câncer e doença cardíaca do que o uso de cigarro, o alto nível de colesterol e a pressão arterial elevadaSegundo um estudo da Clínica Mayo sobre pessoas com doenças cardíacas, o estresse fisiológico foi o fator predisponente mais forte para eventos cardíacos futuros. Em uma investigação científica que durou dez anos para ser concluída, constatou-se que a taxa de mortalidade era 40% mais elevada no grupo de pessoas que não estavam aptas a controlar seu estresse de forma efetiva do que naquele de “não estressadas”.

O estresse excessivo e prolongado pode deixá-lo obeso e indisposto. Como resposta à estafa a longo prazo, o hormônio cortisol aumenta, o que pode causar elevação de pressão sanguínea, liberação de gorduras e açúcar na corrente sanguínea, podendo levar ao ganho de peso, aumento do nível de triglicerídeos, de colesterol e de açúcar no sangue.

O cortisol poderá salvar sua vida se, porventura, você for prisioneiro de guerra ou passar por fome absoluta, porque ele reduz o metabolismo e ajuda a preservar seu depósito de gordura.

No entanto, tendo em vista que a maioria de nós não é prisioneira de guerra nem passa por fome absoluta, os níveis altos de cortisol, geralmente, levam-nos a ganhar peso. Pessoas estressadas também tendem a desenvolver manchas marrons debaixo dos olhos e linhas de expressão na testa, em volta dos olhos e da boca.

Alguns indivíduos ficam com olhos protuberantes, maxilares firmes e narinas alargadas. Os cirurgiões plásticos têm lucrado com a epidemia de estresse, ao realizar cirurgias na face e oferecer injeções de botox e outras mais.

O cortisol afeta o ciclo de controle que regula os hormônios sexuais. O aumento dessa substância está associado à queda de DHEA e testosterona, que pode levar à diminuição da libido e à disfunção erétil.

Na mulher, o cortisol elevado se relaciona com níveis baixos de progesterona e testosterona. Durante períodos de estresse crônico, a progesterona é convertida em cortisol no corpo e pode acarretar deficiência de progesterona. Esse fato, por sua vez, normalmente leva a problemas menstruais e à TPM, assim como a sintomas importantes da menopausa, como fogachos e suores noturnos.

Além disso, os níveis de estrógeno ficam desequilibrados na presença de cortisol alto. O estresse crônico também tem sido comumente associado à depressão. Os níveis elevados de cortisol causam um desequilíbrio de neurotransmissores no cérebro, destacando-se a serotonina e a dopamina.

Em um estudo científico, sete em cada dez pacientes com depressão têm aumento das glândulas adrenais, e algumas glândulas eram quase duas vezes maiores que uma normal de uma pessoa que não tem depressão.

Em outras palavras, a glândula adrenal, ou suprarrenal, aumentou como resposta à demanda de mais cortisol, e este, por sua vez, causa um desequilíbrio nesses importantes neurotransmissores. O estresse excessivo pode predispor a pessoa ao desenvolvimento ou ao agravamento de qualquer doença concebível.

Claramente, as enfermidades são, frequentemente, feridas do estresse, como um estilhaço de bomba. Se quiser administrar seu esgotamento físico, deve, primeiro, aprender a identificar suas causas.

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