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Vivendo pela fé

quinta-feira, 5 de abril de 2018 | 248 acessos | Deixe seu comentário!

Ter fé ou não ter fé, eis a questão. Todos possuem uma fé natural, aquela que está relacionada ao dia a dia. Entretanto, há um tipo de fé resultante de uma experiência única, pessoal e fundamentada na Bíblia. É dessa fé que esse livro trata. Essa fé é a “espinha dorsal” da vida cristã, e, sem ela, tudo não passa de religiosidade, caridade, trabalho vão. Alguém pode realizar obras louváveis, com boas intenções, querendo fazer o melhor. Contudo sem a fé, elas são vazias para Deus.

É como se você fosse a um restaurante comer uma salada, e o garçom lhe dissesse, “Eu prefiro lhe servir um bife”. Imagine, em lugar de receber o que deseja, ele quer lhe dar algo diferente. O Altíssimo aceita apenas o que é originado na fé, e é sobre ela que o Pr. Derek Prince discorre em Vivendo pela fé. Como no exemplo anterior, é inútil servir ao Senhor de outra forma, por mais bem-intencionado que seja, pois Ele já o orientou de determinada maneira: Mas o justo viverá da fé; e, se ele recuar, a minha alma não tem prazer nele (Hb 10.38). Não há outro modo para agradar-Lhe. Estamos praticando obras de fé ou servindo a Deus como queremos?

Fé genuína – Viver pela fé não significa ignorar o que ocorre à nossa volta, porque ela é uma ferramenta de lapidação, e não nossa fonte de esperança. O que nos impede de entrar em desespero não é o que vemos, mas aquilo em que cremos (p. 14), explica Prince. Se perdemos de vista a realidade invisível e começamos a nos preocupar com o mundo do tempo e dos sentidos, não estamos mais aptos a receber os benefícios que a aflição tinha por objetivo nos proporcionar (p. 16). A fé genuína se traduz em obras de fé: Tu tens a fé, e eu tenho as obras; mostra-me a tua fé sem as tuas obras, e eu te mostrarei a minha fé pelas minhas obras (Tg 2.18).

Há pessoas que confundem ter fé com ter esperança. A fé é a certeza firmada no que Deus promete (Hb 11.1); a esperança é a expectativa do cumprimento dessa promessa. Assim, a fé está no coração, e a esperança, na mente. Essa esperança não é vã, pois é estruturada na fé (p. 22). Portanto, o cristão não vive por vista, e sim por fé, vendo o invisível. Aquele que põe a esperança no que Deus não prometeu se frustra, por sua fé não estar fundamentada na Palavra – logo, sua esperança está fadada ao fracasso (p. 22), ressalta Derek: Fé é uma substância, algo que já existe; esperança é uma expectativa, uma coisa que necessariamente focaliza o futuro. Não se pode chamar uma expectativa de fé, pois é apenas uma esperança, e ela pode estar fundamentada fora da fé. Por falta desse conhecimento, tal pessoa não vê o resultado que esperava (p. 23).

A fé não é uma habilidade natural usada com boa intenção, embasada em textos avulsos das Escrituras. É a operação do Espírito Santo por meio dos dons: O Consolador emerge do reino espiritual invisível e causa um impacto direto no mundo físico do tempo e espaço (p. 33). A fé é um dom que se origina no Senhor (p. 35), e não no homem. Essa fé é a mesma de Gênesis 1.3: Haja luz. E houve luz. Por esse motivo, quando alguém ora com firmeza, dizemos que fez a oração da fé (p. 39) – é o dom da fé em ação. É como se uma “pitada” dessa fé divina fosse depositada no homem (p. 44). Por conseguinte, não é o esforço humano que a opera, ela se manifesta pelos dons espirituais, exteriorizando-se segundo a vontade do Todo-Poderoso.

Dons e fruto – O Pr. Prince esclarece a diferença entre dons e o fruto do Espírito: pense em uma árvore de Natal e uma árvore natural frutífera. Em uma, colocam-se enfeites natalinos (os dons). Na seguinte, os frutos saem direto da essência da árvore – o fruto do Espírito. Por isso, ressalta ele, o dom não nos diz nada sobre a natureza da pessoa que o exerce. Por outro lado, o fruto espiritual expressa a essência da vida da qual procede e acontece como resultado de um processo de crescimento (p. 50). O importante é o fruto, posto que ele é permanente (p. 51): Um dia, deixaremos os dons para trás, mas o caráter estará conosco para sempre (p. 51).

Quando os dons se manifestam na vida do cristão, é o próprio caráter de Deus se expressando, porque houve entrega e confiança (p. 55). Onde há fé, não existe desconfiança e medo, pois a fé tem dois pilares, a confiança e a fidelidade. O primeiro se baseia no caráter do Eterno, como disse Paulo: Eu sei em quem tenho crido (2 Tm 1.12). Já o segundo deriva da palavra amém. Ao dizer amém, você está afirmando: “Deus é fiel e confiável para cumprir o que prometeu”. O Pai celeste entra em Aliança voluntária (p. 59) com aquele que tem fé, pois há uma íntima ligação entre os três seguintes conceitos hebraicos: emunah, fé; chesed, a fidelidade de Deus; e berith, que significa uma aliança (p. 60). É por isso que a falta de fidelidade indica falta de fé. Não há como alguém falar que tem a fé que agrada a Deus sendo infiel a Ele. É um princípio ético do Senhor (p. 63).

Fé é o caráter de Deus manifesto – por isso Ele é chamado de fiel e justo (1 Jo 1.9). Ao invocá-Lo como Fiel e Justo, o cristão está orando pautado na plenitude de Seu caráter imutável, crendo na justiça que vem pela fé. Quando a Igreja baseia a expressão de sua fé nas próprias atitudes visíveis em lugar de sustentá-la na justiça divina, o resultado é uma vida vazia de verdade, em oposição à vida pela fé – a que Deus espera de Seus filhos, pois o justo viverá da fé (Rm 1.17).

Viver não é somente “existir”, é mais que isso: é o conjunto de ações e posturas no cotidiano. Pela fé, cada uma dessas ações comuns pode tornar-se uma maneira de expressar a vida de Deus que recebemos dentro de nós (p. 71), observa Prince, acrescentando que a fé é a única base para uma vida reta, justa (p. 74). Essa postura de fé exercida diariamente se aplica à alimentação (p. 72), às finanças (p. 77) e a todo o corpo (p. 82). As pessoas precisam ver uma companhia de cristãos que são tão comprometidos com Deus por meio da fé em Cristo, e também uns com os outros, por cuidado mútuo, que todas as suas necessidades são supridas (p. 86). Andar pela fé não é uma opção, é a única maneira de alegrar ao Pai, pois sem fé é impossível agradar a Deus (Hb 11.6). Preste atenção, não é difícil agradar ao Senhor sem fé, é impossível! Essa fé é um dom dEle, é a fonte de suprimento da existência humana. No momento em que Ele a disponibiliza para a Igreja, capacita cada um com a única coisa capaz de contentá-Lo. Rejeitar isso é viver em incredulidade, em um estado corrosivo de “não-fé” (apistis, no original). E esse sentimento destrói a essência humana (p. 89), inviabilizando a vitória, como ocorreu com o povo de Israel, que deixou de entrar em Canaã por causa da sua incredulidade (p. 90).

Palavra revelada – A fé vem pelo ouvir a Palavra. Isso significa lê-la com humildade (p. 100) e meditar nela (p. 101). Para entender como ocorre esse processo de aumento da medida de fé (Rm 12.3), é preciso saber que a Palavra do Altíssimo escrita (logos, em grego), que é a palavra revelada, torna-se específica na vida da pessoa (rhema, palavra pessoal e intransferível), e, uma vez aplicada assim, sua eficiência se manifesta. O próprio Prince narra que foi curado enquanto lia a Bíblia e, mesmo 50 anos depois disso, afirma: Tenho desfrutado de uma saúde excelente (p. 102). É nesse processo de “ouvir” o Texto Sagrado que a fé brota! Quando o rhema de Deus vem a nós dessa forma, isso é específico e pessoal ao mesmo tempo (p. 105), assegura o líder. Por meio de cada rhema sucessivo, Deus nos guia na caminhada de fé individual para a qual nos chamou (p. 106).

O Pr. Prince cita o exemplo de Maria, para ilustrar que toda palavra rhema contém o poder para seu próprio cumprimento (p. 112). Fé não é um conjunto de “palavras fortes”, usadas em situações de adversidade. É uma certeza lá no íntimo, tendo como suporte o Livro Santo, que deve ser confessada em palavras. Confessar é dizer com nossa boca o mesmo que o Senhor afirma em Sua Palavra, explica o Pr. Prince (p. 119). É um exercício. A confissão nos liga diretamente a Jesus como nosso Sumo Sacerdote e invoca Sua fidelidade, Sua sabedoria e Seu poder imutáveis em nosso benefício (p. 136).

Testes – No entanto, apenas declarar com a boca não basta – é preciso acrescentar obras à  (Tg 2.26), pois ela não é uma confissão firmada em percepções abstratas (p.142). É fundamentada na prática do amor, uma obediência progressiva, que conduz à maturidade no relacionamento com Deus (p. 150). São as provas que cada cristão atravessa que validam as etapas características da maturidade: paciênciaexperiência (p. 154) e esperança, que gera a firmeza, chegando ao último estágio, o amor de Deus, o qual ultrapassa toda compreensão e é derramado pelo Espírito Santo (p. 155). Paulo chama isso de ir de glória em glória (1 Co 3.18). Confessar é dizer com nossa boca o mesmo que o Senhor afirma em Sua Palavra (p. 157). Os testes a que a fé vai sendo submetida a aprimoram, como o teste do fogo citado em Malaquias 3.2,3, tornando-a pura (p. 159). É o que ocorre com os metais refinados: Metais que não passam no teste são chamados rejeitados (p. 160), ensina Prince. Quanto mais profunda for a prova, mais pura será a fé: A provação toma duas formas principais: quando as coisas são bem difíceis e quando são muito fáceis, conta ele (p. 168). O Corpo de Cristo funciona direito quando essa maturidade se manifesta crescentemente (p. 177), pois é o amor que surge no final! A fé, pela qual o cristão deve viver, é parte da natureza eterna do Criador, a mesma pela qual Ele trouxe à existência o Universo, por meio de Sua palavra (p. 190). E o Senhor deu ao homem a mesma habilidade criadora ao declarar o que Ele profere. É isso que o diabo luta incessantemente para destruir, gerando dúvidas (tentando reduzir a fé), como fez com Eva (Gn 3.1-3). Devemos simplesmente fechar nossa mente às suas ciladas (p. 193), pois Satanás não mudou – nem poderia, já que não dispõe da capacidade criadora. Seu plano é sempre o mesmo: distorcer, fraudar, enganar. Ao ceder à voz do inimigo, Eva saiu do contexto de  (ver o invisível) para o pecado (a “não-fé”): Vendo a mulher que aquela árvore era boa […] (Gn 3.6), como demonstra o pastor (p. 195). Nada mudou: o homem ainda se depara com a tentação de andar como acha melhor, em vez de depender do Senhor (p. 200). Entretanto, há um destino de vitória que vem pela fé (p. 202). O Pai está pronto a revelar-Se a você – Ele deixou a Palavra para tornar sua fé eficiente. Portanto, elimine de seu coração toda dúvida e todo medo e decida seguir vivendo pela fé!

Por: Etiene Arruda   * Livro Vivendo pela fé

Autor: Derek Prince.

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