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Onde está a felicidade?

Pesquisadores tentam responder a esse questionamento por meio da ciência. No entanto, a Palavra de Deus aponta o caminho. Definir felicidade é uma tarefa difícil. Para a Organização das Nações Unidas (ONU), que divulga, anualmente, o Relatório Mundial da Felicidade, esse sentimento está relacionado à qualidade de vida. O relatório nada mais é que um ranking dos países mais e menos felizes do planeta. Na conta, entram variáveis, como liberdade de expressão, renda média, expectativa de vida, suporte social, generosidade e confiança. As informações se referem ao ano anterior e são divulgadas no Dia Mundial da Felicidade, celebrado em 20 de março. Na pesquisa publicada neste ano, com base em dados de 2018, a Finlândia conquistou o honroso título de país mais feliz do mundo. Já o Brasil caiu seis posições em relação a 2017, passando a ocupar o 28º lugar entre os 156 países analisados. O estudo não explica detalhadamente os aspectos que levam às oscilações nas notas. Mas trechos do documento citam que, no Brasil, assim como em outras nações da América Latina, a percepção de corrupção generalizada, as dificuldades econômicas e os índices de violência contribuem para uma perda na satisfação no tocante à qualidade de vida. Curiosamente, o relatório dedica boa parte de sua investigação à importância dada, na América Latina, às relações interpessoais. Conforme os autores da investigação científica descrevem, tal fenômeno, na região, atesta que o rendimento financeiro nem sempre é determinante, ou mesmo suficiente, para explicar a satisfação sentida pelas pessoas. Com o relatório da ONU em mãos, recentemente a reportagem de Graça/Show da Fé saiu a campo para responder a uma pergunta básica. Afinal, qual é a verdadeira fonte da felicidade: reconhecimento profissional, familiar, social? Amor? Saúde? Poder? Status? Dinheiro? O fato é que esse assunto intrigante tem feito cada vez mais pesquisadores, de diferentes países, aprofundarem-se no tema. O maior e mais abrangente estudo sobre felicidade é o da Universidade de Harvard, em Boston, nos Estados Unidos. A primeira fase da sondagem – iniciada em 1938 e terminada em 2013 – tinha por objetivo lançar luz sobre as variáveis biológicas e psicossociais, que, na juventude, são capazes de influenciar a saúde e o bem-estar na fase adulta. Mais de 600 jovens se tornaram voluntários para o projeto iniciado nos anos de 1930. Eles e suas famílias começaram a ser monitorados por meio de entrevistas, exames médicos e avaliações de experiências interpessoais de interação. Foi demonstrado, então, que o principal fator determinante da felicidade são os relacionamentos, e foi indicado que a solidão é prejudicial à saúde e à felicidade, assim como estar em meio a convivências conflituosas. O que interfere na felicidade é o tempo que passamos com pessoas importantes para nós, como amigos e familiares, mas só se estivermos por inteiro, como explicou o Prof.º Tal Ben-Shahar, psicólogo de Harvard, em entrevista concedida à revista Exame, quando esteve em São Paulo (SP) para um de seus cursos sobre felicidade: “Hoje, muita gente prioriza o trabalho em vez dos relacionamentos, e isso aumenta a insatisfação”, enfatizou ele. Entre as atividades que ajudam a promover felicidade, está a realização de exercícios físicos. É o que dizem pesquisadores da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, depois de examinarem quais aspectos da atividade física estavam associados ao contentamento. Para chegarem a essa conclusão, os estudiosos revisaram 23 trabalhos científicos que incluíam aspectos da felicidade e da prática de exercícios, e informações sobre a saúde de milhares de adultos, idosos, adolescentes, crianças e até sobreviventes de câncer de vários países. Foi revelado que as chances de uma pessoa muito ativa fisicamente ser feliz são 52% maiores do que as de um sedentário. “Nossos resultados sugerem que a frequência e o volume de atividade física são fatores essenciais na relação entre atividade física e felicidade”, declarou Weiyun Chen, uma das autoras do estudo. Parte da relação entre exercícios físicos e felicidade se deve ao fato de o corpo humano produzir substâncias que estimulam a sensação de prazer durante a atividade física. “Um dos principais hormônios liberados e potencializados é a endorfina, que proporciona o bem-estar”, explica o professor de Educação Física, Fabiano Câmara. Contudo, engana-se quem pensa que é necessário gastar horas na academia para chegar a esse resultado. “A intensidade, a dedicação e a objetividade da atividade são mais eficazes do que o tempo. Os efeitos da prática, em média, perduram por 24, 48 horas”, assinala o educador, categórico ao afirmar que o ideal é movimentar o corpo todos os dias. “Pode ser uma caminhada ou subir e descer escada, por exemplo. É sair do sedentarismo.” Para a cientista social Tânia Foster, essas descobertas modernas acerca da felicidade vêm ao encontro de um antigo anseio do ser humano: ser feliz. “Se perguntarmos para qualquer indivíduo, a princípio, todos responderão que desejam a felicidade.” Entretanto, ela pontua que esse estado de espírito precisa estar alinhado a algo imutável e atemporal. “Do contrário, a busca será eterna. Na verdade, o homem só é feliz ao conhecer verdadeiramente a Deus.” - Texto extraído e adaptado da matéria A fonte da felicidade, assinada pela repórter Patrícia Scott e publicada na edição 240 da revista Graça Show da Fé, p. 12-16. Adquira os livros O melhor da vida e A vida abundante, de T. L. Osborn, publicados pela Graça Editorial, e saiba mais sobre o assunto.

Onde está a felicidade?

Saia da zona de conforto! Abrace a mudança em 2021!

Livro da Graça Editorial defende o poder da transformação para o progresso. Pastor da IIGD fala sobre o propósito do Projeto de Vida. Leonardo Felix Após um ano repleto de desafios, perdas e aprendizado, constatamos que o mundo precisa mudar, a começar por nós mesmos. É fundamental reformular radicalmente a nossa vida, se, de fato, pretendemos impactar as pessoas ao nosso redor. Entretanto, esse movimento de autoanálise pode gerar desconforto. O livro Um futuro moldado por Deus, lançado no Brasil pela Graça Editorial, propõe o desafio de identificarmos o que nos impede de progredir. O autor Ron Phillips cita Tim Keller em sua obra, sinalizando que Deus defende essa reconfiguração: Toda mudança é oriunda do aprofundamento da compreensão da salvação de Cristo e da vivência das mudanças que o entendimento cria no coração de cada um (p. 19). Ele acrescenta: Na terra, mudanças são inevitáveis e necessárias. A escolha fatal do homem levou a raça humana do mundo imutável para o que muda a todo tempo (p. 20). A “zona de conforto” em nossa caminhada com Jesus também é debatida pelo autor: Desfrutamos de uma vida resgatada por Cristo, agimos com amor para com os outros cristãos e, com os incrédulos, agimos pelos dons do Espírito Santo, e vemos tudo isso como algo que nos faz poderosos, em vez de percebermos que Aquele que nos deu esses dons e nos capacita a viver e operar no poder, sim, é verdadeiramente o Poderoso (p. 20). Phillips define que a diferença entre uma vida comum e uma extraordinária é a obediência ao Senhor: [...] a mudança pode levar a uma catástrofe, mas só quando ela não é liderada por Deus. Felizmente, quando dirigida pelo Todo-Poderoso, é a saída, o caminho para cima e o caminho de casa para toda a humanidade, afirma. Com mais de 40 anos de experiência ministerial, Ron Phillips compartilha seu aprendizado com o povo de Deus: [...] nada de milagroso pode acontecer sem uma mudança direcionada pelo Pai. É lamentável que as igrejas e os cristãos, muitas vezes, resistam a mudanças. [...] O novo mover de Deus, por vezes, é o oposto do mover anterior. O status quo é e sempre foi o inimigo do progresso no reino (p. 23), finaliza. Para elucidar esse assunto, ainda sob a ótica ministerial, o blog da Graça Editorial entrevistou o Pr. Josias Cruz, da sede regional da Igreja Internacional da Graça de Deus (IIGD) em Nova Iguaçu, que realiza, mais uma vez, a campanha Projeto de Vida. Graça Editorial: Fomos criados e somos moldados por Deus, que nos impulsiona à mudança. O que fazer para perceber e interpretar os sinais dados pelo Criador? Pr. Josias Cruz: Somente o homem espiritual entenderá o que o Pai tem para ele, como lemos em 1 Coríntios 2, versículos 14 e 15: Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente. Mas o que é espiritual discerne bem tudo, e ele de ninguém é discernido. Graça Editorial: Por que é tão difícil sair da zona de conforto? Pr. Josias Cruz: Tendemos a nos acomodar nas facilidades que a vida oferece. Mas quem está cheio da Palavra não teme desafios nem foge das lutas. Até porque, para conquistar o “novo”, é preciso ser intrépido: E, desde os dias de João Batista até agora, se faz violência ao Reino dos céus, e pela força se apoderam dele (Mt 11.12). Graça Editorial: O renovo e a transformação da conduta são preocupações recorrentes na mensagem de Jesus. Qual é a maneira mais eficaz de o cristão abraçar as mudanças e ter uma nova visão? Pr. Josias Cruz: Crendo! Além do mais, somos guiados pelo Espírito de Deus, tal como Jesus foi conduzido pelo Espírito ao deserto. E não foi para um passeio, e sim para ser tentado. Porém, foi lá que Ele foi servido com o melhor. Ninguém imagina ser servido com o melhor onde não há nada a ser oferecido, concorda? Graça Editorial: No que consiste o Projeto de Vida, campanha anual divulgada pela IIGD? Qual é o tema para 2021? Pr. Josias Cruz: É este: 2021, o Ano da Libertação. Fazemos esse propósito com base em Jó‬ ‭22.28,‬ que diz: Determinando tu algum negócio, ser-te-á firme, e a luz brilhará em teus caminhos. Só recebe quem pede. Graça Editorial: Ao término deste ano tão difícil, no qual enfrentamos a pandemia do novo coronavírus e suas graves consequências, o que o cristão deve esperar para 2021? Pr. Josias Cruz: O nosso socorro vem do Senhor (Sl 121.2), não da ciência, do governo etc. Deus esteve conosco em 2020 e estará conosco em 2021. Então, que venha o próximo ano!

Saia da zona de conforto! Abrace a mudança em 2021!

O jovem e a Bíblia: lema do Dia da Bíblia 2020

Data será celebrada no Brasil no próximo dia 13 de dezembro Anualmente, a Sociedade Bíblica do Brasil (SBB) celebra o Dia da Bíblia no segundo domingo de dezembro. Sendo assim, em 2020, a data será comemorada no próximo dia 13, servindo como agradecimento a Deus pelo acesso à sua Palavra. No Brasil, as comemorações têm se estendido por toda a semana, dando origem à Semana da Bíblia. O Dia da Bíblia 2020 quer relembrar a história de Samuel, que, ainda jovem, ouviu o chamado de Deus e respondeu: Fala, SENHOR, porque o teu servo ouve (1 Sm 3.9). Dessa forma, quer incentivar as igrejas e as organizações cristãs a envolverem os jovens com a Bíblia, dando-lhes ferramentas para que possam aprofundar seu conhecimento bíblico e crescer em sua caminhada com Deus. Na Bíblia Sagrada, encontramos diversas histórias inspiradoras que nos mostram como Deus chamou jovens para falar em seu Nome. Um desses jovens profetas foi Samuel. Esse personagem bíblico serve de inspiração para muitos jovens ainda hoje. A mãe de Samuel, Ana, não podia ter filhos. Mas isso não a impediu. Ela pediu a Deus que a abençoasse com uma criança e Deus a ouviu. Ao nascer, Samuel foi dedicado a Deus. Sua mãe o consagrou para servir no templo desde a sua infância. Assim, desde cedo, Samuel aprendeu a ouvir a voz do Senhor. A pastora Mônica Terrigno, da Igreja Internacional da Graça de Deus, Nova Iguaçu/RJ, fala da importância para os jovens da prática da vida cristã e do estudo da Sagrada Escritura: “É fundamental criarmos nossos filhos no caminho do Senhor Jesus Cristo. A própria Palavra relata isso: Ensina a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho, não se desviará dele (Pv‬ ‭22.6‬ ‭– ARA‬‬). ‬‬‬‬ A ministra da Palavra ressalta a relevância do papel dos pais para que os filhos possam ouvir o chamado de Deus: “Observo que o jovem Samuel foi criado junto com Hofni e Fineias, filhos de Eli, e não se corrompeu; isso porque Samuel ministrava perante o Senhor. Sendo ainda moço, sua mãe o cobria de ano em ano com uma pequena túnica, assim ele crescia diante do Senhor (ver 1 Samuel 2.18-21). Com isso, percebo a importância do ensinamento e da prática da Palavra, e que perseverar até o fim deve ser o propósito de cada um”, afirma. Segundo Terrigno, apesar da agitação e oferta desenfreada de informação, ainda é possível à juventude ter um encontro verdadeiro com Jesus: “Acredito veementemente que existem jovens que conseguem destinar um tempo para a leitura da Palavra de Deus; jovens que reservam tempo de qualidade para um momento de encontro com a Bíblia. Ele precisa ser estável espiritualmente falando, precisa fazer parte de uma geração radical que não se corrompe com o mundo. Está escrito em Filipenses 2.15: para que sejais irrepreensíveis e sinceros, filhos de Deus inculpáveis no meio de uma geração corrompida e perversa, entre a qual resplandeceis como astros no mundo”, finaliza. HISTÓRIA DO DIA DA BÍBLIA Celebrado no segundo domingo de dezembro, o Dia da Bíblia foi criado em 1549, na Grã-Bretanha, pelo Bispo Cranmer, que incluiu a data no livro de orações do Rei Eduardo VI. O Dia da Bíblia é um dia especial, e foi criado para que a população intercedesse em favor da leitura da Bíblia. No Brasil, a data começou a ser celebrada em 1850, quando chegaram da Europa e dos EUA os primeiros missionários cristãos evangélicos. Porém, a primeira manifestação pública aconteceu quando foi fundada a Sociedade Bíblica do Brasil (SBB), em 1948, no Monumento do Ipiranga, em São Paulo (SP). O Dia da Bíblia passou a ser comemorado não só no segundo domingo de dezembro, mas também ao longo de toda a semana que antecede a data. Desde dezembro de 2001, essa comemoração tão especial passou a integrar o calendário oficial do país, por meio da Lei Federal 10.335, que instituiu a celebração do Dia da Bíblia em todo o território nacional. Hoje, as celebrações se intensificaram e diversificaram. Realização de cultos, carreatas, maratonas de leitura bíblica, exposições bíblicas, construção de monumentos à Bíblia e distribuição maciça de Escrituras são algumas das formas que os cristãos encontraram de agradecer a Deus por esse alimento para a vida. Fontes: Sociedade Bíblica do Brasil. Dia da Bíblia: https://sbb.org.br/diadabiblia/ Sociedade Bíblica do Brasil. O jovem e a Bíblia: https://youtu.be/onMORXoQ3XQ

O jovem e a Bíblia: lema do Dia da Bíblia 2020

Dia de Ação de Graças fortalece o sentido da busca dos cristãos pela santidade

Livro da Graça Editorial traz luz ao tema e auxilia o homem na tentativa de ser santo Leonardo Felix Na próxima quinta-feira, dia 26 de novembro, será celebrado com festa, oração e com os tradicionais peru e torta de abóbora, um dos mais importantes feriados cristãos nos Estados Unidos e no Canadá. Você sabia que, curiosamente, a data foi instituída por um brasileiro? Em 1909, na Catedral de São Patrício, em Washington, o embaixador Joaquim Nabuco formulou publicamente o seguinte voto, ao final da primeira Missa Pan-Americana: “Eu quisera que toda a humanidade se unisse, no mesmo dia, para um agradecimento universal a Deus”. Assim surgiu oficialmente o “Dia de Ação de Graças” (Thanksgiving Day), que simboliza a gratidão a Deus pelos bons acontecimentos do ano. O desejo declarado por Nabuco no início do século 20 resumiu as tradições cristãs e um passado histórico de respeito à liberdade, aos direitos humanos e à propagação da paz pelo mundo. Em 1492, Cristóvão Colombo realizou o “Te Deum” ao chegar à América, agradecendo a Deus pela descoberta. Cabral fez o mesmo ao desembarcar no Brasil, celebrando uma missa de agradecimento nas praias da Bahia. Nos EUA, em 1612, os peregrinos iniciaram a comemoração como “Dia de Ação de Graças”, que evoluiu com o passar dos anos até 1789, quando o presidente George Washington oficializou a comemoração. Em 1863, o presidente Lincoln determinou sua realização na última quinta-feira do mês como um feriado nacional. Finalmente, em 1939, o presidente Franklin D. Roosevelt proclamou a comemoração, o que foi oficializado pelo Congresso norte-americano em 1941. No Brasil, o “Dia Nacional de Ação de Graças” foi instituído por meio da Lei nº 781/49, pelo presidente Eurico Gaspar Dutra. O Decreto nº 57.298/65 regulamenta as comemorações do “Dia Nacional de Ação de Graças”. Finalmente, a Lei nº 5.110/66, determina que o “Dia Nacional de Ação de Graças” seja comemorado na quarta quinta-feira do mês de novembro. A data é extremamente pertinente, porque é necessário que o homem demostre sua gratidão a Deus a todo tempo, em qualquer época. Em meio às tentações da modernidade, o homem segue tentando compreender melhor as respostas de suas orações para superar a insegurança, o medo e a ansiedade. Essa é a tese defendida por Derek Prince, autor de Separados para Deus, obra literária lançada pela Graça Editorial. O livro aborda de forma mais descontraída o conceito da santidade, presente no pensamento e na prática cristãos. Prince defende que “a maioria dos cristãos entende de forma equivocada a busca por uma vida santa”. O autor aponta ainda que para alcançarmos a santidade devemos buscá-la como uma expressão verdadeira de nosso relacionamento com o Senhor, do interior para o exterior do homem. Outra linha de pensamento de Prince é a de que muitos se prendem a jargões, ao linguajar característico, a padrões rígidos de comportamento, julgando que isso os levará à santidade. Em suma: fica a mensagem de Derek Prince e o significado da comemoração do Dia de Ação de Graças. Voltemo-nos ao nosso interior, à nossa intimidade com Jesus e demos graças incessantes ao Pai por tudo aquilo que Ele nos concede diariamente. Façamos isso de maneira verdadeira, informal e despojada para obtermos um encontro real com Deus. Fontes: https://www.justica.gov.br/Acesso/institucional/sumario/dia-nacional-de-acoes-de-gracas https://www.terra.com.br/noticias/infograficos/dia-de-acao-de-gracas/

Dia de Ação de Graças fortalece o sentido da busca dos cristãos pela santidade

Uma nação pode ser impactada pelo poder da oração?

Com a aproximação do primeiro turno das eleições municipais, livro de Derek Prince gera reflexão sobre o papel dos cristãos na sociedade. Leonardo Felix Em uma sociedade cada mais fragmentada em suas ideologias e visões de mundo, às vésperas do primeiro turno das eleições municipais, muitos cristãos se perguntam como devem se posicionar. Além disso, pensam se é legítimo influenciar os rumos da política, tendo em vista a projeção do Datafolha, que aponta que os evangélicos correspondiam, em 2019, a 31% da população. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2010, esse número era de 42,3 milhões de pessoas, um percentual correspondente a 22,2% dos brasileiros. De acordo com esse órgão, anualmente são abertas 14 mil igrejas evangélicas no país. Lançada pela Graça Editorial, a obra Orando pelas autoridades, de Derek Prince, aborda esse assunto extremamente atual. “A Igreja tem várias maneiras de influenciar o mundo de forma eficiente. Podemos citar quatro delas: oração, testemunho, pregação e boas ações. Deus espera que ela exerça sua influência nesses moldes básicos. O Senhor deseja que a Igreja mostre seu controle nos assuntos deste mundo pela oração. As Escrituras são claras quanto a isso. Se ela fracassa nesse propósito, é porque se tornou sal insípido” (p. 5). Mas se o mundo precisa de mudança para se tornar tudo aquilo que o Senhor planejou para nós, por que essa transformação não acontece? A resposta é simples, pois, segundo Derek Prince: “Se a terra não está sarada, há apenas uma razão: não fizemos o que Deus ordenou. Essa é a mais pura verdade! É um jeito diferente de dizer o que está em Mateus 5.13: Vós sois o sal da terra; e, se o sal for insípido, com que se há de salgar? Para nada mais presta, senão para se lançar fora e ser pisado pelos homens. Quando nossa terra não é curada com nossa presença, o sal perde o sabor” (p. 8). Prince ressalta que para “fazer diferença” é preciso orar pelas autoridades legalmente constituídas. “O apóstolo (Mateus) adverte-nos a primeiro interceder pelos reis e por todos os que estão em eminência. Contudo, por experiência, vejo que a maioria do povo que se diz ‘de Deus’ quase nunca intercede pelas autoridades, muito menos dá prioridade ao clamor” (p. 17). O autor lista quem deve ser o foco de nossas orações diárias: “Por todos os que estão em eminência: presidente, senadores, deputados, governadores, prefeitos, delegados, enfim, todas as autoridades. Você intercede por elas? Qual foi a última vez que clamou em favor do presidente? O que você fez recentemente: criticou ou orou? Quando se ora pelas autoridades, as críticas diminuem. Deus não chama ninguém para criticar, mas para orar. Quem não age dessa forma é desobediente” (p. 17), afirma. Para aprofundarmos essa reflexão, o blog da Graça Editorial entrevistou o líder regional da Igreja Internacional da Graça de Deus (IIGD) no Rio de Janeiro, o pastor Rogério Postigo. Blog Graça Editorial: Como o cristão pode colaborar e impactar toda a nação através da oração? Pr. Rogério Postigo: O nosso desafio é levantar os nossos olhos e ver as necessidades de orações, além dos nossos problemas pontuais, como saúde ou família. Pois os problemas sociais também interferem em nosso dia a dia, tais como corrupção, violência urbana e desemprego. Diante disso, a Palavra de Deus nos manda orar pelas autoridades para que tenhamos dias tranquilos (1 Tm 2.2). Blog Graça Editorial: O povo de Deus deve orar também por seus governantes? Qual é a importância desse ato de fé? Pr. Rogério Postigo: A Escritura diz que a oração de um justo pode muito em seus efeitos, pois sempre produzirá transformações na vida das pessoas por quem oramos, como também irá impactar a sociedade que vivemos. Blog Graça Editorial: Como as eleições podem impactar o cotidiano do cristão? Pr. Rogério Postigo: Aqueles que são eleitos pelo povo têm o dever de governar para todos, mas sabemos que os candidatos que receberam os votos têm as próprias bandeiras, pelas quais eles irão trabalhar. Sendo assim, o povo de Deus precisa examinar os candidatos a fim de não eleger alguém que é contra os seus valores morais e espirituais. Fontes: https://www1.folha.uol.com.br/poder/2020/01/evangelicos-podem-desbancar-catolicos-no-brasil-em-pouco-mais-de-uma-decada.shtml https://www.nexojornal.com.br/externo/2019/12/09/O-crescimento-da-f%C3%A9-evang%C3%A9lica

Uma nação pode ser impactada pelo poder da oração?

A importância da amizade

Livro/filme “O medalhão perdido” apresenta de forma lúdica valores cristãos às crianças Leonardo Felix Ainda é possível ser criança nos dias de hoje? Esse questionamento se faz necessário diante do cenário caótico da sociedade contemporânea, agravado pelo pânico causado pela pandemia de covid-19, no qual os valores cristãos têm sido severamente atacados. Para amenizar a situação, uma leitura traz frescor e esperança na árdua tarefa de educar. O livro infantojuvenil “O medalhão perdido”, de Bill Muir e Alex Kendrick, lançado no Brasil pela Graça Editorial (também há uma versão cinematográfica da obra, dirigida pelo próprio Bill Muir), aborda, de maneira lúdica e fantasiosa, conceitos importantes na formação infantil, tais como o bem comum, a empatia, o amor a Deus e ao próximo. Por meio de uma fábula contada em um lar adotivo, as crianças se transportam para um mundo fantástico, palco das aventuras do menino Billy Stone, que busca realizar o sonho de seu pai: encontrar o paradeiro de um medalhão mágico, que só realiza o bem ao ser usado por alguém que tenha o coração puro, tal qual de uma criança. Nessa jornada, Billy faz amigos e, acima de tudo, se depara com o amor incondicional do maior deles, Jesus. A pastora Mônica Terrigno, da Igreja Internacional da Graça de Deus, Nova Iguaçu/RJ, aponta que o encontro desse “primeiro amor” com o Criador desde a infância depende dos rumos da criação dada pelos pais: “Acredito que para amar a Deus e ao próximo é preciso haver ensinamentos pautados na Palavra de Deus e um comportamento íntegro dos próprios pais”, afirma. Quem corrobora essa opinião é a psicóloga Valéria Miranda: “A criança chega a este mundo e começa a transformar sua personalidade. Para que essa personalidade seja saudável, com um bom desenvolvimento, ela precisa aprender tudo com seus pais ou cuidadores. A criança é como uma ‘esponjinha’ que vai absorvendo tudo do seu ambiente, por isso, bons ensinamentos e bons exemplos são fundamentais para transformar o pequeno indivíduo em um adulto bom”, explica. A formação de laços de amizade tem papel importante na formação dos pequenos, segundo Valéria: “A criança vai aprender que os laços de amizade, companheirismo, lealdade e fraternidade com seus pais e cuidadores diretos, através das atitudes dos mesmos. Assim, a chance de se tornar um adulto de moral e ética serão muito grandes”, detalha a psicóloga. Outro aspecto relevante na educação dos pequenos é a presença frequente e amorosa dos pais, propiciando uma experiência marcante: “Tudo se dá através do ensinamento. Acredito que os pais conseguem marcar a vida dos seus filhos buscando ter um tempo de qualidade com eles. Isso também será muito importante no desenvolvimento emocional das crianças”, ressalta a pastora Mônica. O respeito a esse ser humano em evolução também é necessário, segundo Miranda: “A criança nada mais é do que um indivíduo em desenvolvimento. Estamos aqui para auxiliá-la e transformá-la em um adulto resiliente e bom. Usando a empatia, que é se colocar no lugar daquela criança, os adultos podem saber como tratá-la com respeito, amor, amizade e carinho. Todos nós já fomos crianças e, um dia, as crianças serão como nós”. Terrigno indica a importância do diálogo contínuo com os filhos desde cedo: “Uma conversa franca com eles, buscando a união na família, certamente deixará marcas na vida dos filhos, fazendo-os sentir amor, carinho constante e atenção. Os ensinamentos começam sempre ‘dentro de casa’. Os mais antigos já diziam, ‘educação vem de berço’, lembra. De que maneira podemos ‘blindar’ as crianças dos perigos que o mundo oferece? Para Valéria Miranda, “Os pais devem passar coisas positivas para seus filhos, independentemente do que esteja acontecendo. Por meio do amor, a vida pode ser melhor aproveitada. Os atos de gentileza e de amizade podem transformar o mundo e a vida da própria pessoa que pratica o bem”. Mônica Terrigno ressalta, por meio da Sagrada Escritura, o papel transformador dos pais ao moldarem o caráter de seus filhos, de acordo com a Palavra de Deus: “E disse Deus: Ponde, pois, estas minhas palavras no vosso coração e na vossa alma, e atai-as por sinal na vossa mão, para que estejam por testeiras entre os vossos olhos, e ensinai-as a vossos filhos, falando delas assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te, e levantando-te; para que se multipliquem os vossos dias e os dias de vossos filhos na terra que o Senhor jurou a vossos pais dar-lhes, como os dias dos céus sobre a terra” (Dt 11.18,19‭, ‬21).‬‬‬‬

A importância da amizade

Pais aproveitam o período de isolamento social para influenciar e renovar seu relacionamento com os filhos adolescentes

Obra da Graça Editorial destaca o perfil influenciador da figura paterna. Psicólogas debatem a mudança nas relações familiares durante a pandemia. Leonardo Felix Estamos conectados 24h à internet e interagimos continuamente nas redes sociais, encurtando a distância física entre as pessoas. Muitas vezes, estamos separados por milhares de quilômetros, porém a comunicação se dá de forma fluida. A um cômodo de distância, pais e filhos adolescentes não se falam, ou mantém uma relação superficial e distante. A Graça Editorial aborda essa questão da sociedade contemporânea no livro “Pai inteligente influencia o filho adolescente”, de Jaime Kemp. Segundo o autor e pastor, o pai é responsável por construir um ambiente apropriado ao crescimento e amadurecimento dos filhos. “Deus revelou, nas Escrituras, Seu plano para que a família desempenhe seu papel harmonicamente. O homem deve ser o líder e agir sob a autoridade do Cabeça, que é Cristo. Ao lado da esposa, eles criam os filhos em um lar focado em Jesus e nos princípios bíblicos”, explica. Para aprofundar o debate sobre o assunto, entrevistamos as psicólogas Ana Lúcia Rodrigues e Valéria Miranda. Graça Editorial: Como pais e filhos adolescentes têm se relacionado em tempos de pandemia? O isolamento social agravou a distância entre eles? Ana Lúcia Rodrigues: A relação dos adolescentes com os pais tem sido diferente. Os pais trabalhavam muito, sem tempo para família. Não conviviam com os filhos, o lar era apenas um local de descanso à noite. Agora tiveram que criar um hábito saudável para poder permanecer juntos, com menos atritos. Foi gerada uma rotina e a convivência em família está dando certo, com qualidade de vida. Por outro lado, infelizmente, também há casos de adolescentes que estão usando drogas para suportar um pai agressivo, que tem consumido muita bebida alcoólica, ocasionando o aumento de ocorrências de violência doméstica. Valéria Miranda: A busca por atendimento psicológico por parte dos pais para seus filhos aumentou. O isolamento não agravou a distância, ele aproximou pais e filhos. Se a família souber aproveitar a oportunidade, terá um maior convívio. Graça Editorial: Em uma época de comunicação on-line, qual é a principal barreira para que haja um relacionamento saudável entre pais e filhos adolescentes? Ana Lúcia Rodrigues: Os pais pedem aos filhos adolescentes que os ensinem como usar as redes sociais e o jovem não tem paciência para explicar. Isso já gera uma distância entre eles. Uma simples troca de mensagens de áudio ou texto com os pais não tem o mesmo efeito de uma conversa real, não é a mesma troca. Falta mais acolhimento e abraço. Valéria Miranda: A falta de compreensão e empatia. Muitos pais, devido ao trabalho, acabam perdendo a conexão com os filhos. Ainda é possível estabelecer uma comunicação saudável com os filhos. Para tal, devem valorizar os momentos em comum. Durante o lazer e a alimentação, o celular deve ser deixado de lado para priorizar as atividades em família. Os pais não dão a devida atenção aos filhos e não os conhecem verdadeiramente, pois estão ocupados com as questões profissionais e cotidianas. Isso prejudica a comunicação não verbal e, assim, o pai não percebe que seus filhos estão passando por angústias, tristezas e conflitos. De que forma os pais podem estabelecer uma relação de confiança e cumplicidade com seus filhos adolescentes? Ana Lúcia Rodrigues: O ideal é “não cortar as asas”, mas ensinar aos filhos como voar. Os pais tiveram os mesmos conflitos e dúvidas, portanto, para que haja confiança e cumplicidade, é preciso revelar-se, abrir o jogo. Uma criação autoritária demais só vai incentivar o adolescente a mentir, aumentando a distância para com seus pais. Valéria Miranda: Com empatia, respeito e compreensão. O pais devem se lembrar de que já passaram também por essa fase. Devem tentar pensar com a mente do adolescente, com acolhimento, sem julgamentos ou constrangimento. Diversos pais se colocam como seres muito superiores aos filhos, não dando abertura alguma para que seus filhos sejam seus amigos e os procurem para receber conselhos. O objetivo não é punir e atacar o filho adolescente, que, muitas vezes, é chamado de "rebelde" ou "aborrescente", mas auxiliar o ser humano que está em evolução e que precisa de cuidados. O que os pais devem fazer para entender melhor o universo do filho adolescente, dentro do contexto da sociedade atual e seus valores? Ana Lúcia Rodrigues: O pai deve procurar entender melhor o universo do filho adolescente dentro do contexto social. Há uma dinâmica muito diferente na comunicação. Hoje, esse adolescente quer saber o que todo mundo está falando. Além disso, o jovem está buscando a construção de sua própria identidade, o que o faz não ser um “clone” do pai. Portanto, havendo respeito a essa escolha, o pai pode se tornar um “líder”. O diálogo será melhor e o filho estará mais perto deste pai. É um “jogo” continuar educando em uma fase de conflitos. Valéria Miranda: Lembrar que o adolescente ainda não tem a sua consciência amadurecida, que o nível de compreensão dele ainda é diferente do adulto, e que essa fase passará, assim como passou para o próprio pai. Como o pai pode passar a ser uma influência positiva para seu filho adolescente? Ana Lúcia Rodrigues: Por exemplo, atualmente minha filha tem 30 anos. Achava que estava a educando bem, mas fui autoritária com ela. Era uma menina inteligente e, na época, muito insegura, porque a minha palavra tinha que ser sempre a última. É dar liberdade para que os filhos vivam. Eles devem arriscar e tomar suas próprias decisões. Isso vai tornar o convívio entre pais e filhos mais positivo. O pai deve ser sempre o porto seguro do filho, para que sempre possa confiar nos momentos de dificuldades. Valéria Miranda: Sempre com bons exemplos, pois as atitudes valem muito! Uma boa conversa, sinceridade, empatia são ótimas atitudes que vão fazer do adolescente um bom adulto. O carinho também é importante. Não é por que o filho está crescendo que você não deve mais dar um abraço, um beijo. Diga que o ama e que acredita nele e em seu potencial.

Pais aproveitam o período de isolamento social para influenciar e renovar seu relacionamento com os filhos adolescentes

Como exercer a paternidade espiritual na sociedade contemporânea?

Pastor da IIGD reafirma o papel de referência do pai na educação dos filhos. Best-seller da Graça Editorial fala do desafio de formar e liderar uma família. Leonardo Felix O dom da paternidade, concedido pelo Criador, precisa ser exercido não de forma autoritária, mas de maneira espiritual. É como o homem pode ser bem-sucedido nesta missão extremamente árdua, tendo em vista o contexto da sociedade contemporânea, que foi impactada diretamente pela tecnologia e pelas redes sociais. O best-seller da Graça Editorial “Guia bíblico de paternidade espiritual” revela exatamente isso às famílias cristãs. Segundo o autor Bayless Conley, “Um pai transmite mais do que informação. Ele transmite a si mesmo. Torna-se vulnerável. Sacrifica-se por seus filhos e filhas. Vigia em oração por eles e se regozija com o progresso deles. Carrega-os em seu coração. E ele não tem maior gozo do que este: o de ouvir que os seus filhos andam na verdade (3 Jo 1.4). Ser pai exige compromisso”. Além de empatia e compromisso, é preciso muito diálogo, necessidade identificada por Josias Cruz ao longo dos anos de seu ministério como pastor da Igreja Internacional da Graça de Deus (IIGD) e como pai de dois filhos: Diogo, de 23 anos, e Jean (7). “A Bíblia diz: ‘não por força nem por violência’ (Zacarias 4.6). As coisas que são forçadas nem podem ser abençoadas por Deus. Já em Provérbios 22.6: ‘Instrui o menino no caminho em que deve andar, e até quando envelhecer não se desviará dele’, ou seja, deve-se educar como qualquer pai faz, mas ensinar dentro da Palavra de Deus, indicando ao filho o caminho da verdade para que ele nunca se desvie dela. O próprio Deus sempre teve cuidado com cada um de nós. Lá no jardim do Éden o Altíssimo mostrou o que podia e o que não podia ser feito. Mesmo assim, o homem escolheu o caminho do erro. Esforço-me e peço sabedoria a Deus para cuidar de meus filhos”, diz. Pelo exemplo ético e moral, o homem exerce seu papel de pai espiritual, segundo Conley: “Pais, como instrutores, não só ensinam pelo preceito, mas também fazem mais do que isso. Pelo exemplo, eles transmitem o seu caráter aos filhos e, no processo, reproduzem filhos à própria imagem”. Este pensamento é corroborado pelo pastor Josias: “Acima de tudo precisamos ser pessoas de Deus. O pastor Jayme de Amorim Campos (sede nacional da IIGD) costuma dizer que ‘devemos’ ser, não parecer ‘ser’ de Deus. Ninguém melhor do que a nossa família para dizer se eu sou ou não sou de Deus, para analisar a minha forma de agir, minhas atitudes e o meu tratamento para com eles. Tudo isso é um ensinamento. Fico feliz quando meu filho mais velho diz que quer ter um casamento igual ao meu. Ele vê a forma como trato minha esposa e isso acaba sendo uma boa referência. Infelizmente em muitos lares essa referência não é boa e, consequentemente, teremos filhos problemáticos, famílias e casamentos problemáticos”. Bayless Conley diz em sua obra que “verdadeiros pais no Senhor exortam, consolam e cobram”, afirmação que encontra respaldo na Palavra de Deus e na experiência cotidiana como pai e pastor de Josias Cruz: “Veja o cuidado que Deus teve ao ensinar Adão no Éden. O homem poderia comer livremente, menos da árvore que estava no meio do jardim. Desta árvore Adão não poderia comer, senão morreria. O pai faz isso, não impõe nada, ele ensina sem ser autoritário. Quando o filho pródigo falou para o pai que queria sua parte dos bens para viver a vida, não vimos o pai relutando ou questionando. O pai simplesmente dá a parte dos bens ao filho”, explica. Ainda baseado na parábola do filho pródigo (Lucas 15.11-32), o pastor da IIGD relata o comportamento amoroso do pai que instrui e consola mediante os ensinamentos de Jesus: “O filho saiu de casa, viveu uma vida miserável, perdeu tudo, se arrependeu e voltou para o pai. Mesmo após ver o filho passar por isso tudo, o pai não ‘joga na cara’ os acontecimentos, dizendo ‘eu te falei’, ‘bem feito’, ‘você me desobedeceu e quebrou a cara’. Não! A Bíblia diz que o pai o viu de longe, correu ao encontro dele, o abraçou. O filho ainda pediu perdão e misericórdia, mas o pai nem quis ouvi-lo. Trouxe roupas novas, sandálias, botou anel no dedo dele e ainda fez uma festa para o filho que havia retornado ao lar. Essa é a atitude de um homem de Deus, um pai de família, um pai santo que ensina seus filhos o caminho que deve andar”, finaliza.

Como exercer a paternidade espiritual na sociedade contemporânea?

Você sabe o que é nomofobia?

Livro da Graça Editorial orienta famílias a lidarem com esse transtorno psicológico cada vez mais recorrente na sociedade. Psiquiatra prega a atenção aos primeiros sintomas. Leonardo Felix Por acaso seu filho sente um medo irracional de estar sem um telefone celular ou de aparelhos eletrônicos, em geral, como computadores, tablets e videogames? Cuidado! Esse pode ser um primeiro sinal ou sintoma de que ele possui nomofobia. “A fobia é tão grande que chega a ser maior do que o apego pelos familiares, tornando assim muito comuns os problemas e conflitos familiares na comunicação. A nomofobia e a dependência digital são doenças relativamente recentes, assim como as novas tecnologias. Na maioria dos casos, os pacientes procuram o consultório apresentando sintomas associados a fobias, ansiedade e, até mesmo, depressão”, explica a psiquiatra Juliana Moutinho Antunes. Mesmo sendo um tema extremamente contemporâneo, já há amparo na literatura para tentar elucidar a delicada questão. O livro “Redes e adolescentes”, da dra. Kathy Koch, lançado no Brasil pela Graça Editorial, procura orientar as famílias a lidarem com esse transtorno psicológico cada vez mais recorrente na sociedade da informação. Segundo a autora, “cinco necessidades fundamentais” dos jovens devem ser atendidas, mediante o constante diálogo entre pais e filhos e a prática da fé em Jesus e da Palavra de Deus: segurança, identidade, pertencimento, propósito e competência. “A insegurança leva a busca da estabilidade em lugares errados (tecnologia, relacionamentos); (...) jovens sem acesso imediato à tecnologia têm sua segurança ameaçada; (...) se sentem seguros se as coisas são rápidas, perfeitas e fáceis; (...) confiar em pessoas não é natural para os jovens, pois seus relacionamentos são por meio das mídias sociais e das trocas das mensagens; (...) a tecnologia não é o meio que Deus preparou para suprir essa necessidade de segurança”, enumera a dra. Kathy. Para dar dimensão às falas de Kathy Koch e Juliana Moutinho Antunes, um estudo da City University de Hong Kong entrevistou 301 estudantes universitários entre 18 e 37 anos na Coreia do Sul, concluindo que eles veem smartphones, tablets e notebooks como parte de sua identidade, uma extensão de seus corpos. Sem a possibilidade de se comunicarem por meio desses aparelhos, os entrevistados demostraram desconforto, angústia e ansiedade – alguns dos sintomas da nomofobia, que vem do inglês “no mobile phobia” (ou medo de ficar sem celular). De acordo com o portal Canaltech, “esses sinais também são cada vez mais comuns entre os brasileiros que, segundo dados de uma pesquisa feita pela Millward Brown Brasil em parceria com a NetQuest, passam em média 3h14 por dia conectados ao smartphone. Entre os jovens da geração millennial, o tempo médio (...) é ainda maior: 4h diariamente. Apesar de o tempo excessivo que o indivíduo gasta usando o aparelho despertar curiosidade, são os prejuízos que esse uso ocasiona na vida que realmente preocupam”, discorre a publicação. De acordo com Koch, “os pais cristãos sabem que seus jovens serão mais íntegros e saudáveis quando a identidade deles foi fundamentada em seu relacionamento com o Senhor”. Entretanto, para tal, é preciso ocupar o vazio existencial: “Preenchemos esse vazio de maneira saudável pertencendo a Deus, em meio a pessoas que demonstram caráter sólido e compartilham nossas crenças, nossos interesses e/ou talentos”, explica. A psiquiatra Juliana Moutinho Antunes credita a gênese do problema ao modo de vida agitado da vida contemporânea: “Os pais passam muito tempo trabalhando enquanto os filhos ficam a sós, dedicando seu tempo à tecnologia e não aos estudos, o que gera muitos conflitos. É preciso que os pais fiquem atentos ao tempo de exposição à tela e ao conteúdo que essa criança ou adolescente acessa, pois, hoje em dia, a maioria dos jovens já possuem celulares”, orienta. A doutora norte-americana ressalta que “ao encontrarmos nossa competência em Deus, podemos cumprir nosso propósito”. Mas os jovens, especialmente, precisam de orientação nesta descoberta: “Os adolescentes dessa geração possuem multitalentos e são ‘multiapaixonados’, essa é a razão pela qual precisam de direção a fim de descobrir e acreditar no seu chamado”, diz. A atenção aos primeiros sinais e sintomas da nomofobia são fundamentais para a melhoria do quadro, segundo Antunes: “Por exemplo, verificar os dispositivos a cada cinco minutos de forma obsessiva; mentir sobre o tempo gasto no uso do aparelho; irritação no humor quando o celular perde a conexão com a internet. Dessa forma, começam a ocorrer conflitos no trabalho e na família devido ao uso excessivo da tecnologia. Alguns sintomas relacionados à abstinência podem aparecer, tais como taquicardia, sudorese, tremores e falta de ar. Quando esses sintomas estão associados a um prejuízo funcional, é necessária uma avaliação médica, com a possibilidade de início de medicação e terapia psicológica semanal”, encerra a psiquiatra. Fontes: https://canaltech.com.br/saude/nomofobia-vicio-em-dispositivos-moveis-pode-levar-a-depressao-135043/ https://canaltech.com.br/smartphone/brasileiro-passa-mais-de-3-horas-por-dia-no-celular-diz-pesquisa-80193/ https://www.liebertpub.com/doi/abs/10.1089/cyber.2017.0113?journalCode=cyber

Você sabe o que é nomofobia?